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[Drive] Interesses em Comum [Irina; Oliver] - Lil - 09-17-2021 Oliver
Era mais um daqueles fins de semana em que sua mãe ia, ineditamente, passar o tempo com ele em Cerise. Oliver estava animado, como sempre ficava naquelas situações e a despeito do que tinha acontecido há algumas semanas em St. Clavier, estava empolgado com a companhia da sua mãe que era uma pessoa muito ocupada para ficar se preocupando com os problemas que volta e meia arrumava na academia. Ao menos tomava cuidado para não sair da linha. Depois do fim das aulas na sexta, despediu-se dos amigos, encontrando com Lui no dormitório enquanto arrumava as próprias coisas depois de pedir dispensa para passar o fim de semana no apartamento mais pro centro da cidade. Considerando que tinha muitas das suas coisas já estavam no apartamento, apenas seguiu com uma mochila nas costas e a roupa casual de sempre com uma calça de moletom, uma camisa básica e tênis. A única coisa que se preocupou em fazer foi passar antes num supermercado para comprar algumas coisas e poder preparar o jantar ou o almoço do dia seguinte, dependendo de quando sua mãe resolvesse chegar em casa. Saiu do supermercado animado, com duas sacolas nas mãos e seguindo a passos quase corridos para chegar logo no apartamento. O seu percurso só foi interrompido pelo celular vibrando no bolso da calça e teve que se desdobrar para pegar o aparelho e não derrubar as sacolas, mas o processo de atender o aparelho e organizar de novo as sacolas foi suficiente para se distrair e, na pressa, esbarrar com força contra alguém que parecia ter surgido do nada no seu caminho. Olhou para o celular na ligação recém atendida e a pessoa em quem tinha esbarrado, resolvendo se desculpar primeiro com a pessoa bem a sua frente. - Eu sinto muito, moça! A senhora está bem?! Eu juro que não vi! - adiantou-se em se desculpar, esquecendo por um instante da ligação. Irina
Depois de meses de muita insistência, Irina convenceu seus pais a mudar de escola, e deixarem ela morar sozinha, com a condição de manter suas notas sempre altas, e evitar quaisquer tipo de confusão. Eis que o Grande dia para Irina tinha chegado, o dia da mudança. Antes do Sol raiar, Irina já estava pronta para iniciar a mudança. Durante parte do período da manhã, Irina arrumou todos os pertences em seu quarto em várias caixas e ao terminar a arrumação, foi levando caixa a caixa ao carro de seu avô, subindo e descendo as escadas varias e varias vezes. Durante o percurso, Irina não parava de falar com seu avô o quanto estava empolgada com a mudança, e os plano que tinha para sua vida dali em diante. Ao chegar de carro ao local, Irina de tanta empolgação se quer abriu a porta do carro para sair. A mesma baixa o vidro do carro e sai pela janela, e ao sair vai em direção ao porta malas, para pegar suas caixas, com suas coisas. Até o fim da manhã, Irina já tinha levado todas as caixas pro pequeno apartamento. Ao concluir a mudança, Irina se despede de seu avó, e antes de ir embora, seu avô ressalta as condições para ela continuar morando sozinha, deu alguns conselhos e pediu que ela tome cuidado. Ele entrega um mini-mapa das redondezas, e uma bolsinha com algumas economias que havia guardado pra quando Irina fosse morar sozinha, e vai embora logo em seguida. No apartamento, Irina tira suas coisas da caixa, espalhando elas pelo chão bagunçando tudo. Depois de algumas horas, o apartamento estava "arrumado", mas ainda tinha objetos no chão. Como ainda estava claro, Irina resolve andar pelo novo bairro, para conhecer as redondezas. Ela pega seu celular, chave e inclusive o mini-mapa dado pelo seu avô. Andando pela rua, admirada com novo bairro Irina não presta muita atenção com estar em sua frente, por estar muito distraída olhando as casa do bairro e com um gato laranja que estava andando em cima do muro. O que a leva a acabar esbarrando em alguém com muita força. Ao esbarrar no rapaz, Irina fica muito brava e quando cogitou gritar com o jovem, chamando ele de babaca, o jovem acabou se desculpando, e perguntando de ela estaria bem. Com peso na consciência, por não prestar a atenção, Irina fica sem reação por alguns instantes e responde: - O impacto foi muito forte, mas estou bem... Toma cuidado na próxima vez... Você se machucou? Irina começa a cutucar o rapaz pra ver se ele sentiria alguma dor, enquanto fica fazendo várias perguntas ao rapaz. - Você se machucou? - Perguntou pela segunda vez - Tem certeza que não está machucado? Qual seu nome, estranho? Você parece ter mesma idade que a minha, você estudar naquele colégio aqui próximo... Oliver
Oliver se equilibrou com facilidade depois do encontrão, e levantou o rosto para encarar uma jovem de cabelos curtos castanhos, o que era bem incomum para ele, acostumado com as meninas de cabelo longo na China. Ainda assim, a aparência dela foi a última de suas preocupações, aliviado que ela estava bem mesmo depois da pancada exagerada. - Eu estou bem sim, não precisa se preocupar, eu sou mais forte do que pareço. - riu um tanto sem graça, mais especificamente ao notar a aproximação dela para lhe cutucar. A reação automática inicial foi se desviar do primeiro toque, e depois afastar o outro toque com um movimento leve no braço. Se fosse em outros meses, como naqueles em que tinha acabado de chegar em Cerise, provavelmente teria reagido de um jeito bem mais agressivo para se proteger. Mas a longa convivência tinha tornado os contatos físicos mais fáceis. - Errr... tenho certeza sim que não me machuquei, a senhorita que levou uma pancada mais forte e devia ver se está bem. - ele se afastou discretamente da distância dos cutucões alheios, rindo sem graça da situação. Ainda assim, continuou para responder as perguntas dela. - Eu me chamo Oliver, Oliver Leung! Eu tenho 16 anos, moça, estudo lá no topo da montanha, na Academia St. Clavier, a senhorita deve conhecer, né? Mora aqui em Cerise há muito tempo? Eu não costumo andar muito por aí porque a gente fica o tempo todo lá no internato, daí só nos fins de semana que a gente sai, geralmente. Mas eu vim pra cá pra visitar a minha mãe que vem pra cidade e... ah! A ligação! Oliver levantou o celular, mas a ligação tinha caído e não fazia ideia de como descobrir quem tinha ligado. Era sempre muito ruim em lidar com o celular, mesmo que Lui e Yure vivessem mostrando como trocar mensagens. - Ahhhh… agora não vou saber quem é que ligou, mas bom… - ergueu a cabeça para encarar a mulher de novo, com o mesmo sorriso desconsertado no rosto - desculpe por isso, qual o seu nome, moça? Eu te atrapalhei? Espero que não tenha interrompido você. Irina
Irina fica surpresa com a agilidade do Jovem Oliver, ao conseguir desviar de suas cutucadas, e aliviada por ele não ter se machucado com o impacto. Com certeza se fosse uma pessoa mais fraca, algum osso com certeza teria quebrado. - Ah!! Ainda bem que não se machucou garoto Oliver. Aliás, Eu me chamo Irina, Irina Volkov, tenho 19 anos, e sou estudante de Educação Física. - pega na outra mão de Oliver, que estava sem o celular e balança freneticamente. - Prazer em conhecer! Irina explica muito agitada, e mexendo muito as mãos a Oliver que havia chegado a cidade no início do dia, estava muito empolgada por estar em um novo local, e estar andando pelo bairro para conhecer um pouco melhor o local. Então Irina bombardeia Oliver com mais perguntas. - Então Oliver, em qual direção você estava indo? Por ali, ou ali? - ponta em direção aleatórias. - Será que posso lhe fazer companhia? Segura as mão de Oliver, e começa a dar pequeno pulos, demonstrando estar muito empolgada. - Estou querendo andar um pouco mais pra conhecer a cidade… esse lugar é muito lindo! St. Clavier, já ouvi falar... é um colégio não é? É um lugar bonito também? Deve ser, tudo nessa cidade é lindo. Oliver
Oliver ficou bastante surpreso com a intensidade dela ao segurar a sua mão e balançar freneticamente, mas sorriu em resposta. - Ah, muito prazer, Srta. Volkov! - ele respondeu, acompanhando o ritmo da outra facilmente. Era parecido com conversar com Yure, gostava de pessoas animadas, embora ainda fosse levemente estranho lidar com garotas que eram tão falantes daquele jeito, se comparasse ao que tinha conhecido na China. Deixou que ela praticamente ficasse com a sua mão, até lhe soltar e começar a fazer uma série de perguntas sem nem ter espaço para respirar. A reação de Oliver foi apenas rir da situação, afinal, estava bem acostumado com o jeito que os ocidentais eram mais abertos e até invasivos, gostava daquele jeito muito amigável. - Eu estou indo pra lá. - Oliver apontou para frente. - Estou voltando pro apartamento da minha mãe, ela trabalha viajando, então quando ela vem passar o fim de semana em Cerise, eu fico com ela, daí eu comprei algumas coisas pra levar. Você pode ir comigo sim, quer que eu te mostre algumas coisas? Eu não sei muito da cidade também, me mudei pra cá no final do ano passado pra estudar em St. Clavier, e sim, é um colégio só pra meninos, é muito grande e muito bonito, bem diferente de onde eu estudava lá na China, que era tudo igual no bairro pequeno. O centro da cidade é o lugar mais bonito, tem um monte de prédio e casinha diferente e colorida que eu nunca vi quando morava em Hong Kong também, acho que você vai gostar. Mas e você? Onde é que você estuda? Eu tenho amigas meninas também! Mas elas são menores que você e mais novas, eu acho, e elas estudam naquele colégio de meninas legal que fica no centro da cidade, e elas são bem competitivas também! Irina
Irina fica surpresa e animada por Oliver até então, estar sendo gentil e educado para com ela. Já fazia um certo tempo que Irina não conversava com alguém tão simpático. Em seu antigo bairro, os jovens com idade próxima a dela, evitavam interagir com ela, por ser muito “elétrica”, e ser famosa por arrumar briga com muita facilidade. Os pouco amigos que Irina tinha, faziam parte do Clube de Esportes de sua antiga escola. Enquanto conversa com Oliver, Irina tem um pequeno “Flashback” dos momentos que passou com seus amigos em sua antiga escola. Andando quilômetros pela cidade sem necessidade alguma, com uma pausa pequeno café, já próximo de casa. Então Irina, rapidamente pega uma das sacolas de Oliver, se posiciona do lado dele, e entrelaça seu braço com o dele, e começa a andar. - Então vamos andando!! - Irina aponta para onde Oliver havia apontado antes. - Sua Mãe trabalha viajando? Nossa que Legal!! Mas deve ser muito triste vê ela poucas vezes… - Irina fica séria por alguns instantes, ao se lembrar que não fala com sua Mãe, desde da última reunião de família, quando foi decidido que Irina moraria sozinha em Outra Cidade. Rapidamente Irina balança a cabeça negativamente e começa a tagarela muito rápido para Oliver. - Você é quase um recém chegado na cidade também, que LEGAL!!! Podemos explorar a cidade, ir ao Shopping, ir ao Cinema assistir um filme de luta, e fazer diversas coisas aleatórias!!! Hahahaha!! *Risos altos. Ao perceber que riu alto de mais, Irina olha para os lado para ver se tinha alguém olhando para eles, e fala sussurrando para Oliver: - Desculpa Pequeno Oliver… É difícil conter a minha empolgação. - Irina balança os braços levemente, indicando a sua empolgação. Você disse que morava em Hong Kong!!?? É tão grande como dizem? Você já foi em algum torneio de luta de lá? Sabe, meu sonho é ser uma Lutadora Profissional, sempre quis assistir essas lutas de orientais Ao Vivo. - Irina faz uma expressão de cansada ao se lembrar de seus estudos. - Mas meus avós querem que eu ao menos me forme em Ed. Física. O por quê eu não entendi muito bem… e infelizmente sou sujeita a fonte deles, caso eu queria morar sozinha… - Mais uma vez Irina balança a cabeça negativamente e volta a sua expressão de empolgação e começa a tagarelar de novo. - Suas amigas jogam algum esporte? Se jogam, APOSTO que não são melhores do que eu! Oliver
A atitude de Irina foi bem assertiva ao pegar uma sacola sem ao menos pedir e lhe envolver o braço. Oliver apenas sorriu sem graça pela proximidade exagerada com a mulher que era até maior que ele, mas apenas acompanhou o passo acelerado e animado da outra. - A minha mãe trabalha com moda, ela é estilista, mas eu nunca entendo direito o que ela faz e porque ela viaja tanto, mas ela sempre está me ligando de um país diferente e eu não sei bem o que dizer para acompanhar porque eu não sou bom com essas coisas. Ela até separa roupas que quer que eu use. Mas eu já to acostumado de ver pouco, afinal, ela tem que trabalhar, né, eu não posso pedir que ela fique em Cerise o tempo todoooo. - Oliver explicou, guiando o caminho e concordando freneticamente com acenos de cabeça para as sugestões da menina. - Ahhh, podemos sim, você gosta de luta?! Eu vi uns filmes com uns caras super legais que meus amigos mostraram que lutam kung fu, eu queria poder lutar com eles! Aí eu ia testar minhas habilidades! Oliver inclinou um pouco a cabeça para ouvir os sussurros de Irina, mas depois riu um tanto alto também. - Hahaha, não se preocupe, eu tenho uns amigos assim também, e até eu sou assim a maioria das vezes, eu acho que é bom ser empolgado e energético assim o tempo todo! - ele falou, ficando mais empolgado quando ela perguntou sobre as lutas na China. - Ahhhh, é grande sim, mas eu não andava muito pra longe do meu bairro, é um lugar bem tradicional, onde eu morava. E as lutas são incríveis, meu pai é o melhor lutador da China! Ele tem uma escola de Kung Fu, estilo wing chun, e me ensinou desde que eu tinha cinco anos de idade. Ele não é meu pai de verdade, eu só fui criado com ele depois que ele casou com minha mãe, mas ele é incrível! Você devia vê-lo lutando, é impressionante e rápido e melhor que qualquer filme de luta que você já viu! Você até pode ser melhor que as minhas amigas, mas você não ia nunca ser melhor que o meu pai! Se ele vier me ver em Cerise um dia, eu te apresento! Você também luta!?! Irina
Ao ouvir o que Oliver falou sobre a Mãe dele, Irina o solta e entrega a sacola. - Me Desculpa Oliver, estou forçando você a andar comigo pela cidade… Você poderia tá aproveitando esse tempo pra passar com ela, já que são raros os momentos que vocês estão juntos. Irina se sente mal por estar “roubando” o tempo de Oliver. - Vamos marcar um outro Dia para nos encontrarmos, e você pode me ensinar umas coisas de Kung Fu e me apresentar seus amigos. Hahaha! Enquanto Irina esta falando, a expressão dela vai mudando de triste até voltar aquela expressão de empolgada. Irina fica surpresa com Oliver ao ouvir que sabe lutar Kung Fu e é “filho” de um grande mestre. E mais uma vez, Irina segura as mão de Oliver, e começa a dar pequeno pulos, demonstrando estar muito empolgada. - Minha NOSSA!!! Que legal!! Irina então solta as mãos de Oliver e começar a fazer algumas poses de luta enquanto fala com Oliver. - Então você realmente sabe movimento mais profissionais de Kung Fu? Parte do que sei de Artes Marciais foi assistindo filmes de ação. Fiz algumas aulas quando mais nova, mas fui tirada das aulas depois que quebrar um garoto que tava caçoando uma amiga. Irina para de fazer as poses de luta estranhas e faz uma reverência oriental a Oliver. - Obrigado por ter me feito companhia hoje Oliver-san. Volta pra casa, para fazer companhia a sua Mãe e depois nos esbarramos pela cidade de novo. Então Irina, acena para Oliver como sinal de despedida, dá as costas e sai andando a passos rápidos, dando alguns pulinhos como sinal de empolgação. Oliver
A jovem pareceu ficar preocupada com o fato de que estava lhe afastando do tempo com sua mãe, mas logo ele fez acenos negativos com as mãos e a cabeça para reforçar que não se tratava daquilo. Mas deixou para adicionar aquele detalhe depois quando ela se empolgou em ouvir sobre o seu pai ser um mestre de Kung Fu. - Eu sei sim muitos movimentos, já aprendi todos os níveis e hoje eu treino sozinho porque não tem mestres aqui em Cerise do meu estilo, daí eu teria que ir pra Paris pra treinar com um mestre. Meu pai disse que ia entrar em contato com alguns pra eu treinar, mas por enquanto eu treino com o professor de Karatê da academia, ele é muito forte também! Mas ele está machucado hoje em dia, então ele não luta como antes, mas eu não consigo derrotá-lo também, igual o meu pai. - ele respondeu, com a mesma empolgação, rindo quando ela fez um cumprimento adicionando um honorífico que era japonês ao seu nome. - Hahaha, eu não sou japonês, nem Chinês, na verdade, mas eu fui criado na China, então não precisa me chamar por “-san”. E você não devia machucar as pessoas assim! Tem que conversar com elas! Meu pai sempre diz pra eu não usar minhas técnicas com ninguém porque senão eles não têm como se defender. Isso já me causou muito problema na China e até aqui em Cerise, mas eu já estou me acostumando, sabe?! Logo a menina se desculpou de novo por tomar o seu tempo com sua mãe e até acenou para ir embora. Mas antes mesmo que ela pudesse sair do seu campo de visão, correu na direção da jovem, parando ao lado dela para chamar atenção. - Ah, não precisa se desculpar, a minha mãe ainda não chegou e eu estou indo pro apartamento pra deixar tudo organizado pra quando ela chegar. Mas foi bom falar com você, Srta. Volkov! Pode me passar o seu número de telefone?! Eu não sou bom com mensagens, mas meus amigos são muito bons com celular, e aí a gente podia marcar pra se encontrar um dia, o que acha? E eu te apresento o Yure e o Lui e os outros meninos na Academia que são meus amigos, e tem também a Silvia e a Monique que são de Limoges-Collet, mas que são minhas amigas também, você vai gostar de todo mundo! E quando meu pai vier me visitar um dia, eu te apresento ele também! Mas você não pode machucar ninguém até lá ou ele não vai deixar você aprender as técnicas de Wing Chun, entendeu?! Sorriu para a jovem, acenando para voltar ao seu caminho também. - Até outro dia, Srta. Volkov! E seja bem-vinda a Cerise! Não se perca por aí, hein!! |