![]() |
|
Game on [Nam-li] - Printable Version +- Academia St. Clavier (http://academiastclavier.com.br) +-- Forum: Cidade de Cerise (http://academiastclavier.com.br/forumdisplay.php?fid=8) +--- Forum: Distrito residencial (http://academiastclavier.com.br/forumdisplay.php?fid=57) +--- Thread: Game on [Nam-li] (/showthread.php?tid=288) |
Game on [Nam-li] - Raylan - 09-25-2021 Blaise
Havia combinado com Reylan por telefone para que se encontrassem na casa de sua família, a mesma em que residia. Já havia deixado sua mãe informada sobre a visita de seu rival mais antigo. Sua irmã mais nova, por sua vez, parecia curiosamente contente em rever o sujeito que era seu rival. Por hora, aguardava o movimento do velho rival. Estava vestido com sua camisa de treino e a calça maleável que não limitava seus movimentos, mas que também não imitava aquele estilo desleixado de alguns esportistas que mais pareciam desejar jogar só de cueca enquanto a calça escorregava por suas pernas. Esperava mudar o local combinado para a disputa que tinham para próximo de sua casa. Diante das sequências de disputas que já possuíam, na contagem de pontos, Raylan avançava por dois pontos e precisava quebrar essa vantagem. Se preparou para poder desafiá-lo de uma forma nova, ou através de um jogo, vídeo game, ou por meio de alguma partida um a um. Raylan
Era sempre uma comédia como o Nam-li achava esse negócio de rival uma coisa séria, era tipo um duelo até a morte por tudo, só conseguia pensar que quando ele crescesse ia dar um trabalho danado para os pais. O maior desafio ao ir na casa dele eram os rituais e as coisas que a galera de lá tem e, principalmente, acertar os nomes com sílabas curtas e que as vezes se repetem. Sempre que ia rolando um ensaio de como tratar o pessoal, não dava outra, dava um nó na cabeça e só saía Nam-li, Nam-la ou guria ou Feman-li (a irmã), Tia, Tio, cara, em resumo, coisas totalmente genéricas. Provavelmente íamos jogar basquete, o que sempre dava um torcicolo já que ele joga tão baixo que parece futebol, mas as vezes rolava alguma coisa diferente, e o mais importante, o lanchinho que na larica é tudo de bom. Dirigia-se à casa dele, com seu uniforme de guerra, calça apropriada para esporte, tênis, e uma camiseta personalizada dos Spurs, onde tinha o número 23 e no lugar do seu nome na parte traseira da camisa tinha escrito 2-2-0 (second to none), uma pequena amostra da sua humildade com relação ao basquete. Digitou uma mensagem no telefone “Nam-li chego já aí desu”, enviou, sabia como ele era meio ansioso e pontual, duas coisas que nem sempre faziam parte de sua personalidade. Blaise
Parecia que estava de fato se preparando para algum tipo de disputa de campeonato. Levava com seriedade todos os seus desafios, pois esperava o mesmo de seus rivais. Se havia algo que odiava mais que tudo era ser subestimado por sua aparência física – o que não era difícil de acontecer, já que muitos julgavam que sua característica étnica o colocava apenas no papel de um gênio matemático (o que não deixava de ser, claro), mas isso também não queria dizer que podia ser extraordinário nos esportes. Sentiu o celular apitar, indicando a recepção de uma mensagem. Levou o aparelho a frente de seus olhos e leu com atenção a mensagem que seu rival havia deixado. O cestinha não poderia escapar de jeito nenhum daquele “desafio”. Ansioso, mandou uma mensagem a fim de instigar Raylan a chegar um pouco mais rápido: “Se não chegar rápido vai perder por W.O. E acho que isso vai ser a pior derrota que vai ter até hoje. “ – enviou, realmente ansiando pela chegada do garoto. Sua irmã também queria brincar com ele, parecendo entusiasmada com a presença de um novo rosto naquele ambiente, divertindo-se com o irmão mais velho enquanto esperava Raylan chegar. Sua mãe preparava alguns lanches, a mulher parecia contente que o filho receberia a visita de algum dos colegas da instituição em que estudava. Nam-li nunca tivera amigos de fato e o mínimo de aproximação que ele pudesse ter de algo parecido com tal já deixava a mãe dele contente. Acabou por encarar o relógio, deixando que sua irmã saboreasse de um dos sanduíches feitos por sua mãe para a visita de seu rival. A pequena entretinha-se tão facilmente com os programas televisivos. Encarou a passagem dos minutos no celular, passando de ansioso para inquieto diante da falta de pontualidade alheia. Teria se confundido com o fuso horário? Foi conferir em suas fontes no celular só para garantir e recalcular a situação para se certificar de que não havia cometido nenhum erro. [Se quiser chegar, pode colocar que a mãe do Nam-li foi atender a porta] Raylan
Finalmente tinha chegado, no final não tinha pressa de muitas coisas na vida. Toda sua vida passava por uma série de mudanças, ainda não tinha se acostumado com o país, a cultura, mas principalmente a falta de dinheiro sobrando. Sua mãe o deixava com o mínimo existencial, o resto tinha que trampar para conseguir. A indicação dada pela policial o ajudou, mas não durou o suficiente para juntar um troco. Por fim, os lanchinhos da mãe de Nam-li sempre o ajudavam a esquecer dos problemas. Tocando a campainha, esperou que Nam-li abrisse a porta, reclamando do seu atraso mas a mãe do amigo foi quem abriu, saudando com satisfação a chegada de Raylan. Os costumes deles eram diferentes, mas infelizmente o reflexo é maior, adentrando oferecendo um abraço a mãe do amigo, que por educação ou por realmente gostar do convívio com seu filho retribuiu. - Oi tia, tudo joia? Cadê Nam-li já tá dando volta em círculos porque tô atrasado? – Falou enquanto tirava seu Air Jordan. Não era o rei da etiqueta, mas se achava íntimo o suficiente para perambular após o convite carinhoso da mãe de Nam-li. Entrava na residência pensando no “super desafio” que teria hoje. Pensava numa partida de twister, a falta de estatura do amigo daria uma vantagem para Raylan, maior e mais flexível. Caso a irmã dele participe, só precisava não cair em cima dos dois, para evitar um duplo homicídio. Blaise
A Mãe do mais novo, abria a porta, cabelos castanhos médio, abaixo do ombro uns quatro dedos, usando uma camisa branca gola alta e um casaco fino por cima em uma tonalidade de verde, com o grande sorriso no rosto, fez um sutil reverência para o já conhecido rosto. – Bom dia, Thompson, há quanto tempo…! Você conhece bem o meu filho! – uma sutil risada – tá na sala de jogos... Nesse momento pés pequenos ia em direção ao mais alto, tentando passar despercebida, tenta fazer o menor barulho possível! uma voz baixinha. – Dessa vez pego ele! – apressa o passo para surpreender o gigante. – Bem acho que ela pode te levar até o impaciente. vou preparar mais lanches! – O mãeeee eu ia assustar o Luan A garota tinha a carinha redonda e o corte de cabelo também colabora com o formato redondo da mais nova. Ela leva o moreno até a sala dos jogos onde o Nam-li estava. – Está atrasado. Mas escolha seu jogo! Só tem uma novidade e minha irmã vai jogar. – ainda ansioso para a disputa em trio. Raylan
- Ah, foi mal, foi mal. Deixei esse tempo extra pra saber se você não me mandaria uma mensagem desistindo, sabe como é, né?! - Entrou saudando seu amigo enquanto fazia os alongamentos necessários. – Vamos jogar twister, então. Agora se perder pra tua irmã, não vem reclamar. – Começava sempre com uma provocação ao estilo competitivo do seu companheiro. Exatamente como previa, era o início da guerra que sempre acontecia. Para sorte de Raylan, ele poderia escolher, então seria twister mesmo. Direcionou-se para a estante onde ficavam os jogos, já tinha passado por isso tantas vezes que já sabia onde pegar as coisas. Sempre que passava pela escolha, ficava impressionado com a quantidade de jogos eletrônicos que Nam-li possuía. Ficavam organizados por data que ele “platinou” ou algo assim. Geralmente muito próximo da data de lançamento, era impressionante como ele tinha facilidade pra essas coisas. Quando outras pessoas precisavam tirar dúvidas sobre como passar de alguma parte de jogos, olhavam gameplays no youtube ou coisas assim. Os vídeos costumam ser longos, então uma vez ou outra é mais prático ligar para o colega. Após uns 20 minutos, todos se gabando de como isso era simples, a resposta para a pergunta vinha. Raylan costumava aproveitar esses 20 minutos para fazer um sanduba enquanto o telefone estava no viva voz. - Ei, vamos mostrar pra ele quem é que vence as coisas de verdade nessa casa, ein, que tal? – Falou baixo para a pequena, mas em tom perfeitamente audível para adicionar um pouco de calor à disputa futura. Na verdade, o pensamento de Nam-li explodindo de raiva por perder pra irmã mais nova, afora os dias que ela faria da mesma forma que ele, se gabando, realmente divertiram o negão. |