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Sem Rumo [Irina] - Yure - 09-27-2021 Yure
Era fato que o seu final de ano letivo em St. Clavier estava saindo muito confuso, embora as ferias estivessem bem aí, não conseguia se sentir empolgado, embora a chapa do conselho estudantil tivesse vencido as eleições, não estava feliz como achava que ia se manter, e mesmo depois de ter feito as provas finais muito bem, a perspectiva de que ia para o terceiro ano não lhe dava nada além do sentimento de que tinha cumprido nada mais que sua obrigação. Estava aborrecido, e não era uma companhia boa quando estava chateado, não era bom em esconder como se sentia, e quando estava com uma expressão séria todos logo vinham lhe perguntar o que tinha de errado consigo. Então buscando evitar todos esses confrontamentos e não querendo ser chato desnecessariamente com nenhuma amigo seu, o ruivo decidiu sair da academia masculina e ir bater perna na cidade. Foi para os limites de Pourpre, onde as construções antigas e novas se misturavam no centro da cidade, tinha descido de ônibus pra não ter de subir o morro depois, e foi praticar Parkour, queria sentir o corpo cansado o suficiente para só chegar nos dormitórios e se jogar na cama e dormir como se não houvesse amanhã. Estava num dos pontos próximo a um muro pixado, fazendo os exercícios básicos de aquecimento antes de começar a prática em si. E em seguida seguiu fazendo aquecimento de Wall run junto com a pegada específica para manter a força, e estava corrigindo maus hábitos de sua prática de parkour, primeiramente pra conseguir subir mais, tinha de ficar fazendo contagem de passos antes de chegar na parede que queria subir, e seguiu repetindo o movimento várias vezes inclusive a aterrissagem. Estava com fone de ouvido com música tocando alta e insanamente rápida, o ruivo usava uma regata, munhequeiras para manter o pulso estável, tênis confortável e bermuda. Quem conhecia o ruivo, sabia que se ele estava praticando sozinho, muito provavelmente ele não queria conversar, mas não podia negar que era um adolescente chamativo o suficiente para as pessoas passarem olhando o que ele estava fazendo. Irina
O humor de Irina estava um pouco abalado, devido a visita repentina de seu Irmão mais velho Illya. Durante a visita, com todo seu detalhismo desnecessário para situação, Illya fez questão de criticar a organização da casa e outros assuntos pessoas envolvendo o estilo de vida atual de Irina. Para Irina era mais um daqueles dias, onde a mesma acordou antes mesmo do Sol nascer, como de costume, para realizar alguns afazeres, como organizar sua bolsa e preparar seu almoço, antes de sair para as aulas em Limoges-Collet. Já pronta para sair de casa, Irina percebe que há um potsticker com um recado deixado por Illya. Imaginando ser mais um reclamação desnecessária, pela força do ódio, Irina pega aquele potsticker e sem ler, o amassa e o lança pelo ombro. Irina segue sua rotina escolar, mas com o humor ainda abalado, procura ficar um pouco mais reservada, com medo de descarregar algo em alguém sem querer. Após o horário de aula, enquanto arrumava seus materiais para ir para casa, Irina é abordada por uma de suas colegas de classe, que a viu não muito bem, e resolve convidá-la para passear por Pourpre, mas Irina acaba inventando uma desculpa qualquer para não ir. Chegando em casa, Irina se depara com o potsticker amassado no chão. Ainda impulsionada pela raiva, Irina simplesmente passar por cima do papel como se fizesse parte do chão da casa, e vai em direção ao seu quarto, onde simplesmente joga a bolsa pro lado e se deita na cama virada para cima, observando o teto do seu quarto. Alguns minutos se passam, e Irina fica impaciente por estar naquele estado de espírito, pega o celular para ligar para sua amiga que tinha ido à Pourpre, marcando assim um lugar para se encontrar. Irina se arruma e coloca seu clássico casaco verde. Já prestes a sair de casa, o potsticker amassado e pisado, ainda está no mesmo lugar. então Irina resolve desamassar o papel, ainda sem ler o coloca no bolso interno do casaco. Já em Pourpre, para a surpresa de Irina, sua amiga não estava no local combinado e a mesma por algum motivo não estava atendendo o celular. Irina começa a andar pelo bairro onde já tinha andado algumas vezes. Enquanto andava, Irina percebe um pouco mais afrente, um jovem aleatório que estava aparentemente fazendo parkour. Aquilo encheu os olhos de Irina de brilho, visto que, a mesma só tinha visto vídeos de pessoas praticando parkour, nunca tinha visto algo ao vivo. Pela empolgação, Irina começa a acompanhar o rapaz ruivo, mas em uma das aterrissagem do rapaz, Irina acaba por não prestar muito a atenção no ângulo aterrissagem e esbarra no rapaz. Irina cai e embola no chão. -- Ai ai ai ai! Isso vai deixa algo roxo! MOÇO ME DESCULPA NÃO ERA ESSA MINHA INTENÇÃO!! - Irina rápidamente se levanta pra tentar ajudar o rapaz ruivo. - MAS ISSO FOI INCRÍVEL CARA! VOCÊ É DE MAIS!!! VOCÊ FEZ ZUMMM! DEPOIS FEZ ZAAAAP! E DEU UNS PULOS MUITO LEGAIS!! QUAL TEU NOME!!?? VOCÊ É ALGUM TIPO DE PRO PARKOUR!!??? Yure
O ruivo estava definitivamente com a cabeça cheia e estava difícil não pensar na quantidade de palavras trocadas entre ele e a nam- “ex-namorada”, tinha de começar a pensar nela como ex- e por mais que fosse por pouco tempo, aquele sentimento de que tinham brigado por algo daquela forma deixava o ruivo cheio de sentimentos divididos. Yure pegou impulso e a três passos de distância do muro que ia escalar começou a impulsionar com os pés, plantou o pé levemente na diagonal, e jogou o peso pra cima, alcançando o topo do muro sem problemas, praticou a pegada específica para aquela manobra, e sustentou o peso, flexionando os braços, contou até dez e saltou para aterrissagem e qual sua surpresa quando uma garota se posicionou perto demais de onde iria cair, e teve apenas um instante pra dar um tapa na parede e desviar de leve da garota, colocando mais pressão sobre os tornozelos do que gostaria e ainda assim trombando na garota. Nem teve tempo de fazer um rolamento decente apenas embolando para trás e protegendo a região da coluna do impacto direto com solo, tal qual a sua surpresa quando a garota estava de pé primeiro ainda que ele, isso indicava que ela não estava machucada, e teve de afastar os fones para finalmente ouvir o que ela estava dizendo: -- Nossa! Calma! Devagar! -- o ruivo ergueu as mãos pedindo que a maior, ela parecia mais velha que o ruivinho certamente, depois de bater a poeira e se levantar: -- Primeiro de tudo, você está bem? Não parece que se machucou. Segundo, o que você tinha na cabeça pra ficar de baixo de alguém praticando Parkour? Isso é perigoso, não pra mim, que sei cair, mas pra você no caso. Terceiro, eu não escutei nada do que você disse antes, porque eu estava de fones… e, você chegou a me chamar? -- O ruivo se atentou ao fato de que talvez a moça o tivesse chamado e ele não ouviu. Quase tinha se acidentado por estar com a cabeça cheia por causa de mulher, será que não tinha aprendido nada com acidente de Skate do ano passado? Oh desgraça de cabeça de homem. O ruivo se lamentava mentalmente. Irina
Irina dá conta de que ficou tão empolgado com o fato de ver alguém praticando algo tão legal pra ela como Parkour, que não se deu conta do percurso que o rapaz ruivo iria fazer. Irina dá uns pulinhos de empolgação. - DESCULPA, EU NÃO CALCULEI A ROTA!! ME DESCULPA!! ME DESCULPA!! - Irina para, respira fundo pra controlar os ânimos. - Eu estou bem obrigado por se preocupar! Mas eu fiquei tão empolgada com seus movimentos, que não prestei a atenção na rota que você ia fazer, por isso acabei esbarrando em ti. Eu sempre vi muitos vídeos de pessoas fazendo Parkour e sempre achei legal! E o que você fez FOI INCRÍVEL!!! - Enquanto Irina fala sobre o quanto gosta de Parkour, ela começa a gesticular bastante e a fazer poses de como se realmente soubesse fazer algo em relação a prática de Parkour. - Eu vim até aqui pra me encontrar com minha amiga, mas ela não atende o telefone e não tenho mais nada pra fazer por aqui… Será que você poderia me ensina essas coisas incríveis de PARKOUR!! Inclusive! Prazer! Meu nome é Irina! Yure
Aparentemente a garota falava com a mesma velocidade que o próprio ruivo, pela primeira vez na vida tinha encontrado alguém tão o mais empolgado que ele mesmo, e se estivesse num dia bom, até ficaria mais empolgado, mas agora tinha mais noção de como as pessoas deviam se sentir conversando com o próprio ruivo: -- Yure Clarque Lukashenko, prazer. -- o ruivo estendeu a mão na direção da outra garota, rebobinando o que a menina tinha falado: -- Bem essa sua amiga que te deixou na mão, é mó vacilona viu. -- o ruivo completou mexendo no celular pra pausar a música que ouvia: -- Não vou dizer que é fácil, mas também não é essa dificuldade toda não, e eu posso até mostrar alguns exercícios básicos, a gente tem um canal do byoutube, pra ensinar iniciantes no esporte. -- o ruivo mostrou no celular o nome do canal, para que a mais velha desse uma olhada, pra só então guardar o aparelho no bolso: -- o que eu estava fazendo é um Wallrun, que é um movimento cujo o objetivo é impulsionar o corpo pra cima pra você ser capaz de subir em um muro. Mas como você é iniciante, esse movimento não é adequado. -- o rapaz suspirou, coçando os cabelos ruivos, não era como mostrar ou praticar com uma guria estranha fosse fazer o seu dia ser pior, não era? E ela parecia está tão feliz de ver, e já tinha levado um furo da amiga dela, não ia deixar o dia dela pior: -- mas se você quiser, a gente pode fazer um circuito simplezinho… o que me diz? Irina
O rapaz de cabelos ruivos pareceu ser uma pessoa bem simpática para Irina. Ao rapaz estender a mão a ela para cumprimentar, como de costume Irina balança a mão do rapaz de maneira bem frenética. - Prazer em lhe conhecer Yure!! Ah!! Não duvido minha amiga esteja tão bem acompanhada, a ponto de esquecer o telefone no silenciosos… se é que você me entende… - Irina não se mostra abalado com o fato de ter sido esquecida por sua "amiga", devido ao fato de está muito empolgada por ter conhecido Yure. Ao ver um canal no YouTube com as primeiras dicas de Parkuor, Irina rápido adiciona ele a lista de favoritos. - Seus movimentos são realmente muito incríveis! Imagino que tenha levado muitas quedas até chegar nesse nível atual!! Isso é algo muito avançado pra uma iniciante igual a mim… Eu entendo… mais ainda assim é INCRÍVEL!! - Ao ouvir a proposta de Yure para fazer um percurso mais simples, Irina fica ainda mais empolga, a ponto de pegar Yure pelos ombros e o balançar. - É SÉRIO!! VOCÊ FARIA ISSO POR MIM MESMO!? UMA GAROTA ALEATÓRIA FÃ DE UM ESPORTE MAGNÍFICO COMO ESSE!? Yure
O ruivo ficou surpreso com o nível de empolgação da mais nova, ela realmente tinha MUITA energia, então nada mais justo que gastar essa energia. Yure explicou um circuito simples que envolve pular os bancos de praça em sequência, seguido de pular no corrimão de acesso a rampa de cadeirantes, e depois pular entre as muretas dos canteiros da praça. um circuito simples de mais ou menos 200m, repetido várias veze já é o bastante para adquirir confiança: -- Eu quero que você preste atenção principalmente em como eu dobro os joelhos pra amortecer a queda, e que a medida que eu faço os saltos o corpo se mantém reto e a posição dos braços, parece bastante informação, mas a medida que você for repetindo fica mais tranquilo. -- Dito isto, o ruivo sorriu e fez um aceno para que a mais velha observasse, fez todo o caminho saltando e com bastante equilíbrio sem a menor dificuldade, voltou fazendo o caminho reverso, e foi tempo apenas de transpirar um pouco: -- Tá vendo, facinho. Irina
Irina observa com atenção os movimentos feitos pelo garoto Yure e a rota a ser seguida, e segue tentando replicar os mesmo movimentos. Ao pular a mureta dos canteiros, Irina sente um incômodo nos joelhos o que a fez perder um pouco de equilíbrio por um tempo, mas não ao ponto de cair, ainda assim, seguiu o caminho até voltar até onde Yure estava. “Parada” em frente a Yure, Irina começa a movimentar como se estivesse fazendo aquecimento, algo que a mesma esqueceu de fazer antes de começar a correr. Enquanto faz seu aquecimento atrasado ela fala com Yure. - Isso foi muito fácil! Mas foi divertido!! Eu quero EMOÇ O e AVENTURA! Como pular de um prédio para outro!! - Irina tenta disfarçar de Yure que perdeu o equilíbrio no percurso. Yure
O ruivo notou como a garota parecia uma pilha de alta qualidade, cheia de energia e animada, não tinha como se manter aborrecido, seria injusto com a animação da outra, então Yure fechou o punho e pôs um sorriso amplo no rosto: -- Nem pensar! você vai morrer se for pular de um prédio depois de apenas uma aula. -- Ele riu mais abertamente, porque tinha falado algo que ia completamente o oposto de sua postura confiante: -- Parkour é sobre equilíbrio, superar os próprios limites, territorializar a cidade e principalmente disciplina. -- O ruivo se sentia o próprio Rick explicando aquelas conceitos do esporte: -- Veja bem, se você perde o equilíbrio ou não tem confiança de pular de uma mureta pra outra, quando chegar na hora de pular de um prédio pro outro, ao invés de sentir a emoção e liberdade do esporte, você vai sentir medo, e o medo vai lhe paralisar, enrijecer seus músculos e lhe travar. Dito isto, podemos fazer algumas escaladas verticais em muros e saltos, aí quando você menos esperar em algumas semanas você vai tá sendo praticamente a mulher aranha escalando prédios. Hahahaha! Irina
As explicações de Yure sobre Parkour cativam Irina a cada palavra. Enquanto mantém o foco nas explicações vindas de Yure, Irina começa fazer poses que testam seu equilíbrio. A empolgação de Irina estava muito evidente, a garota não parava de fazer poses. - Entendi!! Entendi!! Então vamos lá!! Me ensina todos os macetes de equilíbrio!!! Se a gente apostar uma corrida isso ajuda? Ei! Aquele negócio de usar parede de escada então é tudo equilíbrio e força nas pernas!!?? - Irina não parava de bombardear Yure com várias perguntas. Parecia que todas as peças se encaixavam na cabeça da garota, quando o assunto era envolvendo algo que lhe désse muito combustível. Yure
Mesmo que quisesse o ruivo não tinha como se manter irritado diante daquela situação, afinal, olhar toda a empolgação que a garota transbordava devia ser o tipo de energia que passava quando estava em seus dias bons. Então, como não pretendia desperdiçar toda aquela força de vontade era bom canalizá-la de forma útil, os deuses do Parkour tinham de lhe agradecer, agora estava orquestrando a entrada de uma nova incauta no culto de subir paredes: -- Não é exatamente um macete, mas um conjunto de fatores que vão de condicionamento físico, disposição para tentar, controle do próprio corpo, percepção de espaço, saber lidar com seu medo, e técnica aplicada. -- O ruivo sorriu carismático parecendo cada vez mais contagiado pela energia animada: -- E apostar uma corrida seria legal, mas seria injusto considerando que eu tenho muitos meses de prática, mas eu aceito a gente marcar um desafio daqui três meses, nesse mesmo lugar. Puxou o celular cheio de penduricalhos e chaveiros coloridos, a capa de cor laranja neon com adesivos aleatórios de animes, e marcou na agenda o dia e o horário e em seguida mostrou para a garota: -- Seu prazo pra ficar boa no Parkour é de três meses, se praticar direitinho, vai pegar o jeito num instante, aconselho a seguir esse canal aqui, é onde o grupo da gente posta vários vídeos de prática e coisas de iniciante, pra você treinar sem a minha ajuda quando estiver afim. -- mostrou no próprio celular, o endereço do canal, sem nenhum pudor: -- Se quiser salvar meu número, eu posso te colocar no grupo que a gente marca de praticar todo mundo junto. -- O ruivo anunciou, guardando o celular em seguida, pra só então caminhar na praça até uma murada que separava o jardim alto do jardim baixo: -- Você perguntou sobre subir em paredes, é tudo uma relação de velocidade e força, diria que diferente de um movimento uniformemente variável, ele se trata de uma aceleração com impulso no momento certo. A força aplicada contra o chão, te dá uma normal que transforma seu joelho num trampolim. Então você consegue se impulsionar pra cima uns 40% a mais do que normalmente você conseguiria. Então, você precisa tomar distância da parede, e correr, ao chegar numa distância média, que varia a depender do comprimento das suas pernas, no meu caso é cerca de 1,70m, você não para de correr, e já inicia o salto com uma das pernas. O segundo momento é quando seu outro pé faz contato com a parede, para te ajudar a subir e pular pra cima e chegar no topo do muro. A inclinação do pé vai determinar se a energia aplicada vai tangenciar a superfície da parede causando um efeito de deslizamento pra baixo, ou se você vai conseguir atingi-la em cerca de 45° de inclinação, e da mesma forma que o chão, a força normal vinda da parede vai lhe impulsionar ainda mais pra cima. Fazendo você ganhar mais uns 35~50% de altura. Fazendo as contas, um muro de 2m de altura é bobagem pra ser escalado. E a medida que você absorve esses fundamentos, a escalada se torna mais natural, você desperdiça menos energia na corrida, e consegue acumular mais força pro momento do efeito trampolim, e a subida se torna tão leve que sequer você faz força pra escalar. Entendeu? Sabia que aquelas explicações técnicas pareciam confusas, mas tudo ficava mais fácil quando mostrava na prática, mas ainda assim precisava explicar a base da coisa toda, sem isso, o parkour não seria o que é. Irina
Mesmo com toda explicação dada por Yure, Irina percebe que realmente precisará de ainda muito treinamento até conseguir fazer algo que lhe dê muita adrenalina no Parkour. - Tem razão, tem razão… mas o momento de nossa corrida chegará com a benção dos deuses do Parkour - Ao falar dos deuses do Parkour, Irina faz um pose estranha, inclinando seu corpo um pouco para trás e levantando os braços para o alto. Irina retoma a sua postura e segue falando - Mas não me subestime novinho! Hahahahahah!!! Vou seguir seus conselhos e sim gostaria de seu número pra podermos trocar ideias e marcar de sair para praticar sempre que possível!! Estou muito empolgada!!! AAAAA!!! - Irina balança Yure pelos ombros. Ao ser bombardeado com várias explicações de como a físicas é aplicada no Parkour, a expressão de Irina naquele momento foi como se sua alma tivesse saído de seu corpo por alguns instantes. Irina retoma sua expressão de empolgação e comenta: - Acho que é muito técnico pra mim por hora… mas espero chegar nesse mesmo nível que o seu logo logo!! HAHAHAHAHAHAHAH! Mas acredito que na prática isso é bem mais fácil de explicar, igual aquelas formas físicas que funcionam nos carros de corrida! - Irina balança a cabeça positivamente. Irina aperta a mão de Yure e a balança freneticamente - Foi um prazer lhe conhecer Yure, vamos nos falando sempre que possível!!! Você me até esquecer o mal humor que Eu tava por culpa do meu irmão!!! Hahaha Aquele babaca… *murmuro*!! Ao se afastar de Yuri o telefone de Irina toca e ao longe é possível ouvir a mesma gritando “COMO ASSIM EU PERDI A HORA DE LHE ENCONTRAR!!!!” Yure
O fato de Irina ser uma pessoa tão cheia de energia era algo que lhe animava profundamente e até lhe fazia esquecer momentaneamente das raivas que tinha passado recentemente com sua família e alguns amigos próximos. Em verdade precisava mesmo interagir com pessoas mais despreocupadas, principalmente quando ela lhe sacudiu pelos ombros com tanta força, ela tinha MUITA ENERGIA. Riu abertamente junto com a mais velha, porque sabia que suas explicações eram muito técnicas às vezes, mas o fato dela não ter se amedrontado já mostrava que ela tinha fibra e gostava disso nas pessoas. -- Eu que agradeço! Vamos sim nos falar, marcar uma saída aí, pra subir umas paredes mais altas ou pular umas pontes! Hahahah! Antes do nosso desafio a gente tem de praticar bastante, não se esqueça é com a prática que vem a perfeição, ou quase isso, né? Até mais! Se cuida! Juízo na vida! - O ruivo brincou, imaginando que se ela fosse tão desatenta quanto tinha de energética aquilo era uma combinação meio ruim pra ensinar justamente como subir e pular paredes. O ruivo estava pronto para seguir com a prática de exercícios interrompida, quando quase foi atropelado por um par de crianças, correndo com um balão como se fosse uma brincadeira de “pega-pega”; Acompanhou com o olhar para onde os mais novos estavam seguindo e viu que eles corriam para passarela, menos mal. Claro se o garoto mais velho não tivesse soltado a corda do balão, fazendo o mesmo escapar e ser levado pelo vento. |