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Baby Shower [+18][Desirée] - Marco - 09-27-2021

Marco

Segurou o jornal sobre as últimas notícias acerca do que estava acontecendo na cidadezinha do interior francês enquanto se acomodava na cabine privativa do trem para Paris, viajando com a noiva que já esperava seus filhos mais novos. Devido aos estudos da mais velha, acabou por deixá-la em Cerise sob a responsabilidade de Joshua Abrams. Pelo menos, desde quando ela havia começado a sair com outros jovens como o rapaz ruivo, o comportamento dela havia melhorado. Esperava que a convivência entre ela e Desirée melhorassem também, mas sabia que ainda havia muita resistência da adolescente sobre assumir uma nova figura materna.

Baixou o jornal para observar o horário no próprio relógio de pulso, dobrou as páginas e deixou a publicação de lado. A viagem a Paris tinha o intuito de aliviar a tensão da morena com o próprio trabalho e quem sabe até servir de distração já que poderiam passear e ver lojas especializadas em decoração de quartos infantis ou até mesmo boutiques para enxovais de bebês. Havia conversado com sua sogra sobre a mudança e acerca da busca de um novo imóvel para criarem os gêmeos. De certo que sua mãe também havia dado muito partido naquela conversa e opinado sobre todo tipo de evento social em que ela gostaria de levar os novos netinhos para apresentá-los às amigas.

- Está tudo bem, Desirée? - estendeu a mão para a da noiva, atento ao movimento do trem durante a viagem, incerto se ela sofreria algum enjôo ou não.

Desirée

Desirée não gostava muito da ideia de se afastar do trabalho, menos ainda de viagens constantes a Paris quando estava grávida e tinha passado por algumas complicações no início da gravidez. Mas agora que estava numa fase mais estável, outras coisas lhe deixavam com a mente bastante perturbada, especialmente os casos estranhos de polícia que circulavam as notícias e os ouvidos das alunas. Mas aquilo tudo tivera um encerramento, pelo visto, o que lhe deixava mais tranquila e disposta a viajar para outra cidade para deixar as alunas desamparadas - mesmo que fosse só por um par de dias.

Já não sentia mais enjoo como nos primeiros meses e na verdade, estava ultimamente sentindo outras coisas além das bagunças hormonais. A distração lhe tomou a mente ao pensar na quantidade de meninas preocupadas que tinham ido conversar consigo diante dos aparentes perigos e investigações na cidade naquele último mês, como se fosse capaz de cuidar de cada uma das alunas individualmente. Além das meninas, a preocupação estava certamente focada nas crianças crescendo em seu ventre e inconscientemente, mantinha uma das mãos sobre a barriga um pouco saliente. Só foi tirada dos pensamentos quando sentiu o toque em sua mão, sequer tinha prestado atenção à pergunta dele.

- Hm? Quanto falta ainda para chegarmos? - perguntou, levantando a mão livre para ajustar o óculos. - Eu não gosto de viajar de trem, vamos de carro da próxima vez.

Marco

- Não falta muito. - sorriu discreto com o gesto da morena e observou a mão dela sobre a barriga. - Vamos ficar hospedados no Le Meurice, achei que gostaria da vista.

Ajustou-se ao assento enquanto observava as reações da noiva que desde os últimos acontecimentos de Cerise, não parecia ter muito descanso. Havia se mantido apreensivo também quanto a segurança da própria filha, mas por fim a polícia acabou se provando competente no que fazia. Infelizmente não podia dizer o mesmo sobre o trabalho de seu velho amigo diretor de St. Clavier. Ao menos esperava que agora que ele ficaria livre da responsabilidade de administrar um internato, seguisse com ambições diferentes. Afinal, não imaginava que o homem fosse parar de almejar uma carreira pública por um evento como aquele.

- Acha que veremos o senhor St. Clavier ainda por Cerise? Ele veio no meu escritório há alguns meses e eu deveria ter desconfiado que o problema era muito maior do que parecia. - comentou, atento a reação da noiva diante da menção do sujeito. - Difícil pensar que o homem não tente se relançar na política novamente daqui há alguns anos, talvez assim que a poeira baixar.

Desirée

A resposta para o local em que ficariam hospedados foi apenas um breve "Hm". Conhecia o hotel pelo nome e já tinha visitado-o uma vez, mas era agradável e bem lhe lembrava a própria residência. A expressão compenetrada se tornou imediatamente numa de desagrado quando ouviu o comentário de Marco sobre o seu constante desafeto.

- Você não pode achar que o melhor assunto para comentar comigo é sobre o futuro da carreira política do Sr. St. Clavier, não é?! - respondeu, inflando o peito e fechando a expressão numa careta, afastando a mão dele no mesmo instante para cruzar os braços diante do corpo, descansando as mãos sobre a barriga. - E eu tenho mais preocupações pessoais do que ter que pensar no que vai acontecer ou deixar de acontecer na vida daquele homem. Certamente meu voto não irá para ele.

Olhou para a paisagem fora do vagão para avistar a cidade e a estação de trem a distância, satisfeita que não faltava muito mesmo para chegarem. Deixou o assunto de Vivien de lado e certamente não queria falar sobre os últimos acontecimentos em Cerise, então só voltou a atenção para Marco por outro assunto em comum.

- E Monique? Como ela está? - não que não soubesse como a jovem estava, já que ela estudava em seu internato. Ela tinha dado muito trabalho nos primeiros meses e estudo em Limoges-Collet, mas estava finalmente se adaptando e andando com boas companhias. O receio era de que ela poderia estar se sentindo ameaçada de alguma forma pela sua gravidez inesperada.

Marco

Sorriu diante do comportamento irritadiço da mulher e resolveu deixar as próprias considerações sobre sua carreira de lado ou temia que a morena ficasse mais irritada que aquilo.

- Sinceramente? Eu não sei o que esperar da minha filha. Acho que passei tempo demais ocupado com o trabalho que preocupado com o que ela tinha na cabeça. - respondeu, considerando o atual relacionamento que mantinha com a jovem adolescente. - O convívio com Lukashenko melhorou o humor dela, mas ainda penso que ela tem problemas não resolvidos com a mãe dela. - acompanhou a vista da viagem enquanto o trem estava prestes a parar na estação em que desembarcaram. - Acredita que ela sequer chegou a conhecer o irmão? O garotinho já está quase aprendendo a ler e escrever e nunca chegou a conhecê-la.

Suspirou, deixando escapar parte de seu descontentamento com aquele cenário. Mas não demorou a se levantar, oferecendo auxílio para que Desirée lhe acompanhasse e deixassem o vagão, tal como ficaria responsável por suas próprias bagagens.

Desirée

Desirée quase conseguiu conter a vontade de rodar os olhos com a resposta pronta de Marco que não sabia o que esperar da filha. Monique era uma menina que tinha passado por situações muito complicadas com a família, os amigos, e ainda estava na adolescência num lugar novo e onde tinha arrumado vários problemas até conseguir se encaixar melhor na pequena cidade. A explicação de Marco era exatamente o que estava acostumada a ouvir dos outros pais que frequentavam a Academia feminina apenas de seis em seis meses para saberem os progressos das filhas.

- Eu acho que você devia parar de passar tempo demais no trabalho e dar atenção à sua filha. Monique tem que resolver os problemas de relacionamento que ela tem na família, Marco, e você não está ajudando muito. - ela respondeu, levantando-se para desembarcarem, segurando a mão dele de modo quase automático também. - Tem que ser mais presente na vida dela. O que vai acontecer quando os garotos nascerem e ela achar que está recebendo ainda menos atenção? Eu não quero que ela não queira se aproximar dos irmãos. Ao invés de vir comigo para Paris, devia ter agendado uma viagem com ela, isso sim.

Ela seguiu para a plataforma e Marco que trouxe as bagagens, apenas uma mala grande para os dois, além de sua bolsa a tiracolo e a pasta de trabalho que ele carregava. A morena deu uma boa olhada ao redor, bem acostumada a ter sempre um motorista à disposição para lhe levar a qualquer lugar.

- Tem um motorista para nos levar ao hotel? Vai chamar um táxi?

Marco

Desviou o olhar da morena ao ter a atenção chamada sobre seu próprio papel como pai de Monique. Se preocupava com a menina, era claro, mas ainda não sabia ao certo sobre como lidar com a garota. Reconhecia a opinião de Desirée sobre a preocupação de que a filha dele não tivesse desejo em se aproximar dos irmãos, mas do pouco que ainda conhecia do comportamento da filha, sabia que seria exatamente o contrário. A garota sempre carecia de companhia na família. Imaginava que talvez se ela tivesse tido um irmãozinho ou irmãzinha mais cedo, ela não se sentisse assim tão só. E a morena tinha razão em dizer que estava trabalhando muito, mas suas preocupações com o trabalho atualmente também envolviam o bem estar dela, principalmente quando era advogado de St. Clavier no meio de todo o pandemônio.

- Não se preocupe, vamos. - chamou pela morena, indicando o celular onde já respondia a mensagem do motorista que costumava lhe atender em Paris. O veículo era um modelo mais recente, moderno e climatizado. O motorista, assim que avistou o casal, saiu para ajudar com a bagagem, abrindo a porta do banco de passageiros para acomodar o casal.

Agradeceu ao motorista antes de se acomodar com a noiva no banco do passageiro, dando espaço para ela poder sentar.

- Vamos primeiro para o hotel deixar nossa bagagem e depois podemos passear pela cidade. Pensei em visitarmos as galerias e estúdios de alguns velhos amigos. Pensei que ficaria animada já que sua formação envolve o estudo da arte, não é mesmo? - sugeriu, atento a reação da mulher.

Desirée

Mal saíram da estação de trem, Marco entrou em contato com o motorista que os levaria pela cidade. Só acompanhou o noivo e deixou que o homem colocasse as poucas malas no bagageiro antes de se sentar no banco traseiro do carro, ao lado de Marco. Sabia que a viagem a Paris era com o propósito de descanso, mas não tinha conseguido pensar em muita coisa exceto em como tinha deixado as alunas em Limoges-Collet depois dos problemas policiais na cidade e em como também reencontraria sua mãe, que era uma figura bem complicada de lidar, especialmente em sua situação atual - embora a senhora estivesse mais satisfeita com o fato de que ela iria se casar.

Estava tão perdida nos próprios pensamentos e nas próprias preocupações - das quais Marco estava tentando lhe distrair com a viagem -, que só percebeu que ele estava sugerindo algo quando ouviu a pergunta ao final da frase. Voltou a atenção para ele, através do par de óculos de armação marrom fina.

- Hm? Não prestei atenção ao que disse. - ela respondeu, com um suspiro pesado. - Contanto que não tenhamos que encontrar minha mãe agora, eu vou pra qualquer lugar.

Marco

Observou a morena com certa preocupação. Distraída naquele momento, ela só poderia estar pensando no próprio trabalho mais uma vez. Segurou a mão da noiva em um gesto singular e elevou os dedos dela até seus lábios em um beijo discreto, um pequeno gesto de carinho com a mulher que sempre parecia irritada em sua companhia.

- Querida, está muito distraída. Não se preocupe com sua mãe, podemos sempre fugir se não quiser encontrar sua mãe. - riu baixo, devolvendo o espaço de Desirée para poder observá-la, melhor acomodado no assento de passageiro enquanto o motorista os levava para o hotel reservado.

O comportamento de Desirée conseguia lhe manter entretido, pois o constantemente aborrecimento desnecessário da noiva que sabia na verdade ser bastante preocupada com as jovens que frequentavam Limoges lhe fazia perceber como ela conseguia ser confusa nos próprios sentimentos quando se tratava de lhe pedir ajuda ou qualquer gesto que dependesse de sua figura.

Assim que chegaram ao hotel, acompanhou a morena até o saguão de entrada, passando pelas poltronas e móveis de designers contemporâneos, a arquitetura que se misturava ao histórico, para confirmar a reserva que havia realizado. Estendeu as mãos mais uma vez para tocar as costas da noiva, convidando-a a lhe acompanhar até o elevador a fim de descansar alguns minutos antes de saírem para passear. Afinal de contas, havia acabado de chegar com Desirée após uma viagem de trem e ela ainda estava esperando gêmeos.

- Espero que goste da vista. - sorriu para Desirée, apreciando um pouco da vista que a sacada dava para o parque, um pequeno prazer que não podia aproveitar antes quando ainda estava impossibilitado de enxergar. Fez uma pequena pausa para usar o celular e avisar a filha que havia chegado bem em Paris quando se deu conta das mensagens perdidas de seu ex sogro e chefe, aparentemente curioso sobre sua presença na capital. - Hm. O que acha de comprarmos algumas obras para a casa nova, Desirée? Aliás, você já pintou algum quadro, querida? Ou apenas estudava eles?

Questionou por pura curiosidade, deixando o convite para o almoço com seu ex chefe em aberto, ciente de que Desirée talvez não gostasse de encontrar a família de sua ex mulher, ainda que o pai dela fosse um homem por quem ainda mantinha um profundo respeito e gratidão.

Desirée

Ela respondeu com um breve "humpf" quando ele confirmou que não precisaria sair para encontrar com sua mãe. Logo chegaram ao hotel e ela ainda conseguiu se distrair dando uma olhada na decoração e na mescla de estilos que não lhe incomodava muito. Ao menos não precisou resolver nada com a recepção nem levar a própria bagagem até chegarem ao quarto, onde ela seguiu até a sacada só por conta do comentário de Marco sobre o local. Deu uma olhada na vista e só deu de ombros de volta.

- Meu jardim é mais bonito. - ela respondeu, pelo mero costume de devolver aqueles comentários irritadiços para o noivo.

Deixou o casaco sobre uma das cadeiras e se sentou à cama, para tirar os sapatos e relaxar um pouco numa posição mais confortável depois da longa viagem de trem. Amarrou os cabelos num coque baixo, deixando o óculos de lado no criado-mudo.

- Pode ser. Eu não tenho visitado muitas galerias de Paris para saber o que há de novo e meus gostos são muito antiquados se tratando de arte. - ela respondeu. - Eu já tentei pintar, mas não sou boa nisso, só gosto de apreciar. A que horas vamos sair?

Marco

Riu com o comentário malcriado da mulher e concordou com um aceno positivo enquanto se aproximava para poder se sentar próximo dos pés da noiva, ajudando-a a se livrar dos sapatos. Segurou um dos pés dela por vez, exercendo um pouco de pressão em uma breve massagem.

- Ainda podemos descansar um pouco antes de sairmos para o almoço, Desirée. Ouvi dizer que há um restaurante não muito distante daqui. Eu costumava almoçar por aqui perto, conheço o chef. Podemos pedir algo especial. O que quer comer hoje? - sorriu educado como de costume, ainda ocupado com a massagem nos pés da morena, afastando os dedos com movimentos circulares.

A vantagem de pelo menos ter passado alguns bons anos em Paris era que conhecia alguns lugares interessantes que poderiam visitar independente do horário. A parte ruim era o risco constante de acabar topando com algum desafeto seu no caminho, obviamente.

- Ah, uma curiosidade. Qual seu pintor favorito, querida? Me ocorreu que não conheço muito dos artistas das obras em sua casa, mas sempre achei que tivesse sido sua a escolher os quadros. - aproximou-se um pouco mais, colocando os pés dela para poderem descansar sobre seu colo enquanto acariciava as pernas da mulher. - Então? Miró? Muito alternativo? Ou prefere apostar nos clássicos? - tentou adivinhar, entretido.

Desirée

Desirée nem reclamou do noivo sentando ao seu pé na cama e tirando-lhe os sapatos para massageá-los. Por mais que continuasse implicando com Marco, já tinha aceitado a proximidade dele, só não gostava de deixá-lo muito à vontade. Ela, por outro lado, podia ficar muito bem à vontade e com cuidados excessivos, especialmente por estar grávida e bem podia usar aquilo de pretexto o tempo todo.

- Hm... - pensou um pouco sobre o almoço, a vontade de comer retornando mesmo depois do café da manhã farto antes de saírem de Cerise. - Quero algum prato com pato. Faz tempo que não como nada do gênero. E para sobremesa quero bolo em camadas de gengibre com pêra em calda e recheio de cream cheese. - ela fez questão de descrever a sobremesa com muita precisão, lembrando-se muito bem da sobremesa que a dona da Antique sabia fazer muito bem. - Estou com vontade de comer abacaxi. Peça no hotel para mim, Marco.

Ela fez questão de empurrá-lo pela perna com os pés agora descalços para que ele fosse atender seu pedido. Mas antes que se afastasse, ouviu a pergunta sobre seus pintores favoritos.

- Eu gosto muito dos artistas renascentistas. Tenho muitas réplicas em casa. Nada fora do comum, os clássicos conhecidos do alto renascimento. Mas se fosse para escolher um artista específico, seria Johannes Vermer, mesmo fora do período. Se tivesse que escolher um artista contemporâneo, seria muito mais difícil. - ela cruzou os pés sobre a cama, as mãos passeando de leve e automaticamente sobre o ventre. - Ah, peça meu abacaxi.

Marco

Encarou a noiva diante do pedido dela, o desejo complicado e esquisito misturando frutas com cream cheese e gengibre. Concordou brevemente com um aceno positivo antes de buscar o telefone do serviço de quarto, ajustando a gola da própria camisa no processo de explicar sobre o pedido para o almoço que também envolvia um pato. Fez uma pequena pausa, quase desligando, mas logo retornando a ligação para recordar do tal abacaxi que ela havia enfatizado tanto.

- Pedido realizado, madame. - sorriu comercial, aproximando-se para poder se livrar dos próprios sapatos, sentando-se na cama no lado oposto ao da morena antes de se acomodar ali, deitando com as costas na cama e os braços cruzados atrás da própria cabeça. - Vermer, huh? O que tem de tão especial em Vermer?

Perguntou de forma casual, considerando que não era um amante de produtores de arte desde quando passou horas ouvindo seu próprio pai falando sobre diversos arquitetos e artífices de diferentes modalidades de arte que ele deveria estudar para cuidar das companhias da família.

- Hm. Desirée. - chamou a atenção da morena enquanto aguardavam pelo serviço de quarto. - Acha que os bebês vão falar primeiro “mama” ou “papa”? - riu, divertindo-se com a ideia de que as crianças iriam demorar alguns anos até desenvolverem a fala. - Seria engraçado se cada um conseguisse nos chamar… sabe? Separados. - fechou os olhos, mantendo o sorriso no rosto. - Monique costumava me chamar bastante de “papa” quando era criança, já contei isso? - fez uma pausa, abrindo os olhos para encarar o teto, pensativo. - Mas não me lembro quando ela parou e começou a me chamar só pelo nome. Ela ainda chama os avós de “vovô” e “vovó”. - riu de novo. - Como acha que sua mãe vai reagir quando eles nascerem? - perguntou por curiosidade.

Desirée

- Simplicidade. - Desirée respondeu diante da pergunta sobre o seu pintor favorito, mais distraída nos pensamentos da área que tinha interesse. - Não é nada em busca da perfeição como o renascimento italiano, nem exagerado como o maneirismo e o barroco, é só vivo e simples, é fascinante.

Ela estava momentaneamente mais interessada em lembrar dos pintores e das escolas de arte do que na conversa em si, até ouvir a pergunta de Marco que quase lhe fez estreitar os olhos.

- Que pergunta idiota, é claro que vão me chamar primeiro. Vão sair de mim, vou passar nove meses com eles na barriga, se ousarem chamar por você primeiro, vão ser deserdados. - ela se ergueu na cama no mesmo instante, puxando os cabelos sobre o ombro para amarrá-los num coque frouxo. - Eu vou aproveitar e tomar um banho enquanto a comida não chega. E minha mãe sempre quis que eu me casasse e tivesse filhos, vai querer ficar com eles em Paris.

Desirée seguiu até o banheiro da suíte, sem se preocupar em pegar sua mala ou uma necessaire com os seus pertences. Claro que aproveitou estar dentro do banheiro já tirando as peças de roupa para pedir aquilo a Marco.

- Marco, me traga minha bolsa.

Marco

Riu com a resposta dela sobre os meninos chamarem a mãe primeiro. Tinha certeza que ainda que fossem garotos, seriam bem tratados pela mãe de primeira viagem que era Desirée L´mark. Sabia que tal como Monique, os meninos seriam bem paparicados pelos avós paternos. Não sabia ao certo como a mãe da noiva encarava toda aquela situação, principalmente por estar casando com a filha dela já grávida. Estreitou os lábios com a ideia de que as crianças ficassem em Paris, contudo, era plausível que a senhora fosse protetora das crianças, sendo os primeiros netos dela.

Acompanhou a morena com o olhar, mas acabou por seguir até a porta do quarto para poder ir receber o pedido que havia feito, o abacaxi sendo servido em cubinhos com gelo para manter a fruta fresca. Agradeceu ao funcionário do hotel para poder ouvir o novo pedido da noiva. Colocou a travessa com o abacaxi sobre a mesinha do quarto amplo e procurou pela bolsa da morena, seguindo com a mesma para o banheiro, acabando por encontrar Desirée preparando-se para um banho.

- Quer comer seu abacaxi na banheira, Desirée? - perguntou por curiosidade, colocando a bolsa sobre a bancada larga da pia. Esperou uma resposta da morena ao cruzar os braços e se apoiar de costas com a pia, parando alguns minutos para observar as formas femininas da morena, acostumado já àquela intimidade com a mulher despida.

Desirée

Desirée nem se preocupou em fechar a porta do banheiro e embora tivesse muitas respostas prontas para Marco, estava acostumada com a presença dele principalmente agora que estava grávida e precisava de assistência constante. Podia ser ainda mais exigente, na verdade, o que costumava lhe entreter. Deixou a banheira encher e começou a tirar as roupas, pegando um dos roupões do banheiro mesmo para vestir e se sentar à beira da banheira enquanto terminava de encher.

Marco entrou no banheiro, trazendo a roupa que ela tinha pedido e pegou alguns sais de banho que usava em casa e lhe deixavam bem mais relaxada. Colocou na banheira e deixou os próprios itens de cosméticos e banho na ampla bancada do banheiro, tirando o roupão para entrar na água que chegou à metade do seu corpo.

- Hmm… quero, já chegou? - ela perguntou sobre o abacaxi, esperando que o noivo lhe trouxesse à beira da banheira. - Quanto tempo tempos até o almoço? O que vamos fazer depois?

Marco

Retornou para buscar os abacaxis para que a noiva pudesse comê-los enquanto relaxa na banheira. Aproveitou a proximidade ao levar o pedido pela para passar a mão na cabeça da mulher, afastando-lhe os fios escuros. Sorriu para a morena, arregaçando as mangas antes de se sentar por um instante no apoio da borda da banheira, observando-a meio imersa na água de sais de banho.

- Assim que terminar seu banho, podemos sair para almoçar. Um velho amigo que sabe que estou na cidade nos convidou para um almoço. Talvez goste de conhecer o senhor Girard. Ele foi meu professor e depois foi meu chefe quando me formei em direito. - explicou, certo de que o homem tinha bom senso o bastante para saber que estava se casando novamente.

Cruzou os braços, incerto, porém, do que Desirée pensaria de um almoço com seu antigo chefe. Sua vida em Paris não foi das melhores e poucas eram as pessoas por quem ainda tinha apreço ali.

- Podemos fazer compras depois. Ainda está decorando o quarto dos meninos? Acredito que aqui há melhores opções de estúdios para decoração que em Cerise. - sugeriu, considerando que esperava que a morena quisesse decorar a nova residência, ao invés de pensar que a mãe dela tentasse controlar tudo.

Desirée

Desirée relaxou na banheira quando Marco lhe trouxe o abacaxi já cortado em cubinhos muito convenientes apenas para comer enquanto aproveitava a água morna e hidromassagem. Não negou a carícia nos cabelos, e a proposta de Marco para encontrar com um dos professores antigos não pareceu tão ruim.

- Contanto que vocês não fiquem falando só de trabalho. - ela determinou, observando o noivo muito confortável sentado na beira da banheira. - Eu contratei uma decoradora para isso, ela me deu uma lista do que vai colocar no quarto, não precisamos pensar muito, a proposta dela ficou bonita.

A morena deslizou um pouco mais na banheira ampla, deixando a água que tinha finalmente enchido lhe cobrir até a altura do queixo e cobrir toda a saliência do ventre nos quatro meses de gravidez. Estendeu a mão até a roupa do noivo antes que ele tivesse a ideia de se afastar.

- Entre na banheira também, Marco. - mandou, esperando que ele se juntasse ao banho. Depois de toda a fase de passar mal com a gravidez, estava com algumas vontades hormonais muito específicas.

Marco

Sorriu discreto com a concordância da noiva sobre encontrarem seu antigo professor. Observou ela deslizar na banheira, mais confortável e relaxada depois da longa viagem de trem até a capital francesa. Pensou em estender a mão novamente para afagar os cabelos da morena, mas ela havia sido mais rápida, mandando que entrasse na banheira. Riu em reflexo ao tom de ordem dela e apenas concordou com um aceno positivo da cabeça.

Ainda sentado na beira da banheira, desabotoou a própria camisa, livrando-se da peça e da camiseta que usava por baixo. Afrouxou o cinto antes de se levantar, caminhando até onde a morena havia deixado a própria roupa. Deixou suas peças junto às dela, livrando-se de toda a vestimenta antes de retornar ao lado da banheira, inclinando-se para tocar o ombro da noiva, indicando que ela melhorasse a própria postura.

- Com licença. - pediu por costume, adentrando na água e acomodando-se atrás da mulher. Deslizou para dentro da água, encarando as costas da morena e a linha da coluna dela, charmosa, até a nuca à mostra. - Pensei que estava mais interessada em seu abacaxi. Mas eu deveria ter desconfiado. - comentou sem perder o sorriso convencido do rosto.

Inclinou-se, abraçando a morena pelas costas antes de aproximar o rosto do ombro dela, observando com maior atenção a região da curva do pescoço de Desirée. Pousou as mãos no abdômen da mulher, sem fazer pressão, apenas baixando o olhar com o queixo sobre o ombro dela, o rosto próximo o bastante do dela a ponto de conseguir sentir a respiração alheia. Não fez nada além de abraçá-la, interessado em assistir ela lhe dar novas ordens ou, quem sabe, brigar com sua figura por ainda não ter feito nada.

Desirée

Desirée nem respondeu à insinuação dele, esperou só que tirasse as peças de roupa para entrar na banheira. Deu espaço para o homem e deixou que ele se sentasse às suas costas, encostando ao tronco dele, e sentindo os braços lhe envolverem com toques bem suaves no ventre e o queixo apoiado no seu ombro.

- Eu não lhe chamei pra banheira só pra aproveitar os sais de banho, Marco. - Desirée segurou as mãos dele em volta de sua cintura e guiou uma delas até o baixo ventre, alcançando a virilha e levou a outra até o seu seio, bastante pontual no que queria que ele fizesse. - Pode colocar suas mãos para trabalharem melhor aqui...

Ela deixou que ele guiasse as carícias depois de posicionar as mãos exatamente onde queria e passou as suas mãos pelas pernas do noivo ao seu lado. Ao menos a banheira do hotel era bem espaçosa para que pudessem aproveitar sem qualquer limitação, e com certeza ela estava decidida a ter uma banheira igual na futura casa que pudesse aproveitar sozinha e acompanhada, claro.

Marco

Riu com o comentário dela sobre os sais de banho e deixou que ela guiasse suas mãos pelo corpo feminino. Inclinou-se, beijando a curva do pescoço da noiva antes de atender aos pedidos da mulher, massageando-lhe um dos seios com a palma da mão, movendo o polegar em movimentos mais precisos, circulares. Com a outra mão livre, deslizou o dedo médio por entre as pernas dela, tocando-a diretamente na entrada sensível, pressionando com a palma da mão o baixo ventre dela.

- Você sabe que não precisa de mim para isso, não sabe? - sorriu, ainda que dizendo aquilo, contente pela mulher ter lhe convidado para a banheira. Nas últimas semanas, Desirée havia se mostrado um tanto mais inclinada aquele tipo de investida, chegando até a demonstrar iniciativa diante de situações mais oportunas.

Respirou fundo no perfume dos cabelos da noiva, mordiscando a região da nuca antes de aplicar pressão ao corpo feminino. Envolveu a mulher com mais força pelo tronco, pressionando as costas dela com seu peito antes de beliscar-lhe o seio, passando a introduzir o dedo médio e o indicador gradualmente entre os lábios da entrada feminina, tomando cuidado com a pressão que a água faria ao realizar o movimento com o pulso ao estimulá-la ali.

Desirée

Desirée deixou um suspiro sonoro escapar quando ele massageou seu seio e pressionou a digital logo sobre a sua entrada já bem sensível. Encolheu os ombros em reação, ajustando melhor o quadril entre as pernas dele, sentindo o volume alheio bem pressionado contra suas nádegas.

- Hm... prefere que eu use meus brinquedos então? - ela retrucou, inclinando o rosto para o lado ao sentir a mordida leve na nuca, o abraço dele mais forte em volta de si e o dedo penetrando a entrada para lhe estimular mais diretamente. - Hahh... isso...

Ela mordeu o canto do lábio, uma das mãos apoiada na coxa dele, ao virar o rosto na direção de Marco, procurando os lábios dele para aprofundar um beijo, estendendo a língua na boca alheia.

- Coloque outro dedo, Marco... - ela instruiu, arqueando as costas, deslizando os pés sobre as pernas dele sob a água. Levou uma das mãos livres até o próprio seio, acariciando-o também, permitindo-se sentir a excitação aumentar à medida que Marco intensificava as carícias. Não se preocupou tanto em suprimir os gemidos, ali dentro da suíte convenientemente ampla do hotel em que estavam. Não havia problema em atrasar o almoço um pouco.

Marco

Sorriu em meio ao beijo com a noiva, sentindo o calor do corpo feminino contra o seu e ouvindo as instruções da mulher que já parecia bem inquieta em seus braços. Fez como ela pediu, aumentando a pressão na entrada feminina, sentindo a própria ereção contra as nádegas dela. A melhor parte daqueles momentos era conseguir ouvir seu nome na boca de Desirée enquanto ela estava tão sensível e carente por seus toques.

Afastou os lábios dos dela, retornando a atenção para as costas da mulher, aproveitando que ela estava arqueada ali. Mordiscou o meio das costas dela antes de voltar para o pescoço, beijando-a de novo na curvatura do pescoço com o ombro. Afastou os dedos no interior da mulher em movimentos alternados, sentindo a pressão pela água aumentar. Flexionou os joelhos, mantendo-a entre suas pernas enquanto movia os quadris devagar, sentindo o volume de seu membro pressionado entre as nádegas da mulher.

- Fique de joelhos. - disse contra a pele da morena, próximo ao ouvido dela, afastando os dedos do interior feminino para poder acompanhá-la, deslizando a mão pelas costas da morena até alcançar a cintura dela, segurando-a firme pelos quadris antes de lhe apertar nas nádegas, afastando-as para poder se posicionar. Encostou a glande no espaço entre as pernas dela, roçando com a entrada feminina antes de voltar a tocá-la, ainda de joelhos, diretamente no clítoris, provocando-a de joelhos, usando a mão livre para segurá-la no lugar pelos quadris, o tronco forte pressionado contra as costas dela.

Desirée

Desirée já estava bem acostumada aos toques de Marco, a despeito de todos os protestos que insistia em repetir principalmente antes de ter engravidado e dos dois ficarem oficialmente noivos. Mas nos últimos tempos, estava muito mais direta nos pedidos e inclinada a aceitar os toques e carícias, principalmente procurá-los diretamente. Deixou que ele lhe guiasse com os toques certeiros, cada parte do corpo reagindo e esquentando aos avanços do mais velho, até ouvir a indicação para que ficasse de joelhos.

Apoiou-se na beira da banheira, ficando de joelhos enquanto sentia o volume da ereção dele contra suas nádegas, o que intensificava a sua antecipação e excitação, querendo que ele lhe penetrasse de uma vez. Os gemidos ficaram mais sonoros e altos dentro do banheiro da suíte e os quadris se moveram sinuosos contra a ereção alheia. Nem precisou adiantar em pedir que ele lhe penetrasse de uma vez, logo Marco se posicionou, segurando-lhe pelos quadris, para pressionar a glande contra a entrada já bem lubrificada, apenas roçando o membro entre suas pernas sem lhe penetrar de fato.

- Hahhhh… eu quero… mais, Marco… - ela manteve uma das mãos no apoio na lateral da banheira, descendo a outra entre as pernas para tocar a ereção dele roçando em sua entrada, a pele quente assim como o membro rijo entre as pernas. Inclinou o corpo para frente, apoiando-se na beira da banheira para ficar quase de quatro, movendo os quadris contra a ereção alheia. - Quero você… aqui… bem fundo… hmmmm…!!

Marco

Não conseguiu esconder o sorriso no próprio rosto diante daquela Desirée tão sincera quanto aos pedidos e necessidades do corpo feminino. Beijou a região no ombro dela antes de morder a pele sem muita pressão, apenas pelo hábito de continuar provocando à morena.

Segurou os quadris dela e afastou os próprios cabelos escuros com a mão molhada, entretido com a figura da noiva tão inclinada ao que o seu corpo poderia oferecer a ela. Ainda assim, não a deixou esperando. Inclinou-se juntamente ao corpo da mulher, encontrando a mão dela entre as pernas femininas, ajudando-a a posicionar seu membro conforme conseguia espaço para penetrar a entrada sensível. Moveu-se devagar devido à pressão oferecida pela água da banheira, esperando que a morena se acostumasse com o volume para mover-se de forma mais fluída, variando entre estocadas mais demoradas e outras mais rápidas.

Colocou a mão sobre a dela no apoio da beirada da banheira, entrelaçando seus dedos aos da morena antes de lhe largar a cintura para lhe segurar os cabelos escuros. Podia sentir a própria respiração mais acelerada, a excitação aumentando ao ouvir os sons que escapavam da boca de sua noiva, tão curiosamente vulgar que lhe divertia ao mesmo tempo.

- O que mais… Desirée? Hmm? - perguntou ao ouvido da morena, a voz grave, porém mais paciente, esperando um novo pedido da noiva. Deslizou a mão dos cabelos para o pescoço dela, desenhando a linha do queixo até a curvatura com o ombro, pressionando-a com o polegar.

Desirée

Ele não demorou a se posicionar melhor e mover os quadris até que o membro deslizasse pela entrada já lubrificada da morena. Desirée deixou um longo suspiro escapar, o corpo todo estremecendo com a onda de prazer. A morena já tinha o corpo bem sensível, mas a gravidez tinha deixado aquilo bem mais acentuado, a ponto de, inclusive, praticamente atacar Marco mesmo nos locais mais improváveis.

Desirée moveu os quadris contra os dele, incentivando a penetração e sentindo o prazer aumentar gradativamente. Curvou o corpo à medida que sentia os demais toques, a velocidade da penetração aumentando aos poucos.

- Hahhh...! Ngnnn... rápido-- hmmm! mais rápido...! - ela mordeu os lábios, mantendo o ritmo dos quadris acompanhando o ritmo das estocadas alheias. Manteve uma das mãos apoiadas na borda da banheira enquanto levava a outra mão até o próprio ombro, buscando a mão dele também para puxá-lo mais para perto do próprio corpo, até sentir o peito alheio contra as suas costas, o calor intenso contrastando com a água da banheira que já estava esfriando. - Isso-- hmmm!! Mais...!

Puxou a mão do noivo até os lábios, inserindo os dedos dele na boca, massageando e chupando os dedos alheios com a língua úmida.

Marco

Podia sentir a própria temperatura do corpo subindo como uma febre a qual já estava bem familiarizado. Desirée talvez estivesse tão apaixonada por ele que sequer conseguia se controlar quando estava sensível daquela forma em seus braços. Fechou os olhos por um instante, considerando as sensações latentes que estava acostumado a perceber desde a época que havia perdido a visão.

- Tcs! - cerrou os dentes ao sentir seus dedos na boca da mulher, provocativa. Essa disposição mais urgente e carente da tão logo esposa lhe deixava inquieto, muito mais que o prazer de apenas provocá-la na rotina diária.

Podia sentir o baixo ventre em breves contrações, os quadris se movendo ritmado com os da mulher. Soltou-lhe a mão da barra da banheira, trazendo-a para si ao abraçá-la pelas costas, tocando-a diretamente nos seios sensíveis e macios. Acelerou o ritmo das estocadas de forma sequenciada, alternando o movimento com curtos intervalos para sentir melhor seu membro no interior da morena que lhe pressionava, provocando-o ao que tão logo seria um orgasmo.

- Desirée… - chamou pelo nome dela ao ouvido da mulher, mordendo-a na curva do pescoço com o ombro. Segurou o máximo que pode, mas a mulher deveria saber que tal como ela estava tão inclinada ao ato, ele a desejava com um fervor que não conseguia ter por nenhuma outra mulher. Talvez fossem as discussões por qualquer bobagem e o ar desafiador da morena, mas ela conseguia facilmente fazer seu sangue ferver da melhor forma possível. Afastou os dedos da boca da mulher, sequer se importando com a saliva ao segurá-la pelos quadris, diminuindo o ritmo sinuoso do rebolado dela em si. - … meu bem… eu vou… - buscou ar, tentando avisar a noiva antes que trouxesse algum desconforto para ela por sua própria libido. Tinha que se lembrar constantemente que ela estava grávida.

Desirée

Desirée sentiu os movimentos intensificarem e sentiu o calor aumentar no corpo todo, assim como a excitação que passou por cada um dos músculos, já sentindo dificuldade inclusive de continuar apoiada nos joelhos. Logo sentiu o corpo puxado para trás para se aproximar do noivo, o calor dele contra as suas costas, deixou que os dedos dele deslizassem para fora de sua boca, os quadris acompanhando as estocadas ao chegar cada vez mais próxima do orgasmo.

O próprio nome sussurrado ao seu ouvido lhe fez estremecer dos pés à cabeça, levou uma das mãos para as costas, até alcançar a nuca de Marco, as unhas enterrando nos cabelos curtos, sentindo o membro latejar em seu canal.

- Hahhh!! Marco...! Dentro-- vamos... ahnnnn!!! AHHHHH!

A morena sentiu a intensidade das estocadas e a sensação do ápice com os movimentos contínuos de Marco. O corpo todo estremeceu e o canal se contraiu ainda mais em volta da ereção quente, a sensação de orgasmo ficou ainda mais intensa quando sentiu o sêmen jorrando fundo no canal, perdendo completamente o ritmo dos movimentos até sentir o corpo todo pesar e se deixar relaxar nos braços do noivo, com um longo suspiro que escapou aos lábios entreabertos.

Marco

Após sentir a mulher estremecer em seus braços ao chegar no orgasmo quase ao mesmo tempo que sua figura, Marco auxiliou a mulher a se acomodar mais uma vez na banheira, deslizando para fora do interior feminino, permitindo que as pernas da morena descansassem. Ofegante, passou as mãos pelos próprios cabelos, inclinando-se para beijar a nuca da noiva, ajustando-a aos seus braços em seguida. Riu com a feição de exaustão da mulher, usando os dedos para afastar o cabelo escuro do rosto dela.

- Precisa de ajuda… meu bem? - manteve o sorriso no rosto, terminando de tomar banho junto a Desirée para em seguida poderem sair para almoçar.

Acompanhou a morena ao se arrumarem para saírem, mas permaneceu pensativo sobre informá-la sobre seu antigo chefe. Terminou por vestir uma camisa e calça social com um par de sapatos escuros, gastando alguns minutos no celular para poder confirmar a localização de onde almoçariam.

- Desirée, meu antigo chefe gostaria de almoçar conosco agora que estamos de volta à Paris. Se importaria de dividir alguns minutos? É um velho amigo também. - explicou a mulher, deixando de lado o pequeno detalhe sobre a família do sujeito. De certo que ser seu ex-sogro poderia incomodar a morena, mas ainda guardava algum apreço pelo homem. Ele também poderia lhe ser de ajuda caso algum dia chegasse a posição de um juiz, alguns anos a frente.

Desirée

Desirée só concordou com um “hmm” breve quando Marco perguntou se precisava de ajuda. Queria passar mais uns minutos relaxando na banheira depois do alívio pelo sexo, mas acabou se deixando levar pelo noivo para terminarem o banho e poderem se arrumar para o almoço também. Só quando Desirée estava trocando de roupa, ao colocar um vestido de mangas compridas vermelho e um kimono preto, foi que Marco comentou sobre terem um convidado extra para o almoço, que se tratava do antigo chefe dele.

- Não tem problema, mas se ficarem falando por duas horas sobre trabalho, eu vou ser obrigada a deixá-los sozinhos. - ela respondeu, colocando os sapatos de salto médio e largo, para pegar algumas jóias e colocar alguns brincos e pulseiras em contraste com o par de óculos de armação vermelha.

Em pouco mais de trinta minutos, tinha terminado de se arrumar com uma maquiagem leve, e Marco estava esperando sentado numa das poltronas do quarto trocando mensagens com quem deveria ser o antigo chefe dele. Bom, imaginava que ele precisava de contatos para avançar na carreira de advogado.

- Vamos?

Marco

Ergueu o olhar para a mulher com um sorriso amistoso de quem concordava com ela sobre partirem. Elogiou a aparência da morena como de costume. Desirée sempre estava bem apresentável e era uma mulher muito bonita, não havia como negar. Ainda com a personalidade que desejava lhe contradizer a cada minuto, apreciava a companhia dela.

Seguiu com a morena, oferecendo-lhe o braço de forma educada até chegarem ao saguão do hotel onde um dos motoristas de um de seus amigos na cidade, que já havia chamado pelo celular, aguardava na entrada. Abriu a porta para a mulher poder se acomodar no banco de trás juntamente com ele e cumprimentou o motorista, indicando o restaurante onde já havia feito a reserva para o almoço.

O lugar era requintado com diversas grandes janelas e uma boa iluminação natural. A decoração era exuberante entre flores da estação e materiais que lembravam o tom mais renascentista da antiga Paris. Reservou uma das mesas ao ar livre na lateral do restaurante, um lugar especial que oferecia uma boa visibilidade para o jardim próximo. Puxou a cadeira em um gesto natural de cavalheirismo para com a noiva e se acomodou ao lado dela, apreciando a presença alheia em meio aquele momento longe de suas constantes responsabilidades.

- Deveríamos fazer mais isso. Quero dizer, passearmos longe de nossos empregos. - sorriu, estendendo a mão para poder tocar a dela, desligando o polegar sobre as articulações dos dedos femininos.

Contudo, não demorou muito para um senhor mais velho surgir. Ele estava utilizando um terno de corte fino, azul claro, e sapatos marrons. O sujeito parecia ter por volta de seus cinquenta anos, com os traços da idade já presentes em suas feições europeias. Os fios de cabelo dele já eram todos claros, parecendo variar entre loiro, misturado com alguns brancos. O sujeito também conservava uma barba modesta e um sorriso jovial.

- Marco!

O sujeito aproximou-se, reconhecendo o advogado prontamente, estendendo-lhe a mão de forma animada. Marco, por sua vez, retribuiu o entusiasmo, levantando-se com cuidado para não ser grosseiro com a esposa, apertando a mão do homem sem relutar.

- Anthony! Vejo que conseguiu usar seu celular finalmente!

- Estou velho, mas ainda sei como fazer perguntas sobre localizações ao meu motorista, Biedermeier! - ele riu e prontamente voltou o olhar para a morena à mesa. - Ora, essa deve ser a tão comentada mademoiselle L´mark. Ou devo dizer madame? - Anthony estendeu a mão em um gesto educado a fim de cumprimentar a mulher também. - É uma grande satisfação poder finalmente conhecê-la pessoalmente, madame. Anthony Girard. Sou um velho amigo do seu marido.

- Noivo. - Marco corrigiu, ajustando a cadeira antes de todos voltarem a se sentar à mesa.

- Noivos? - o sujeito olhou para os dois com incredulidade. - Marco, trate logo de casar com essa mulher, ela é bonita demais para o seu nariz. - brincou o mais velho, enquanto um atendente do restaurante se aproximava para servir água aos presentes e deixar o menu. - E Monique está bem? Estou com saudades da pequena, faz tempo que não nos vemos.

Marco sorriu por educação antes de olhar para Desirée, verificando a recepção da mulher ao então estranho que ela estava a conhecer.

- Monique está estudando em Limoges. Ela encheu o quarto dela de manequins e costuras. Não entendo nada do que ela produz, mas ao que me parece a menina tem talento no ramo da moda. Contradizendo mais uma geração dos meus pais, é claro. - Marco explicou, amistoso enquanto Anthony voltava seu olhar para Desirée.

- E a madame? Como foi que caiu na lábia desse sujeito, afinal? Além do bom trabalho como advogado, nunca pensei que conseguiria se casar novamente, Biedermeier. Ainda mais com uma L´mark. - o sujeito sugeriu já ter algum conhecimento sobre a família da mulher. - Cerise foi uma boa decisão no final.

Desirée

Não demoraram muito a chegar ao restaurante onde Marco tinha feito a reserva com o tal amigo de longa data. Ficou um pouco interessada na decoração, e ao menos teria com o que se distrair para não ter que ficar atenta a uma conversa de trabalho, menos ainda com dois homens discutindo, o que era ruim por si só. Só tirou a atenção da decoração quando sentiu a mão de Marco em sua e ouviu o comentário sobre os dois deverem fazer mais daquilo.

- Contanto que não atrapalhe o meu trabalho na academia. - ela respondeu, bem a tempo de avistar um homem mais velho se aproximar, num terno azul claro que mesmo que fosse muito bem assentado, quase lhe colocou uma expressão de desgosto no rosto. Por que é que aqueles homens adoravam ternos azuis?

Ela só pegou a taça para tomar um gole de água enquanto ele cumprimentava Marco. Até ia se levantar, mas seria trabalhoso demais e um homem lhe valia esforço de menos. Ela só estendeu a mão para cumprimentá-lo, devolvendo o gesto minimamente educado.

- Prazer, Desirée Collet L'mark. - ela respondeu, com um sorriso quase comercial. Não adicionou muitos detalhes e ficou só interessada na interação dos dois que mostrava uma intimidade bem excessiva.

Certamente eles se conheciam há muitos anos e o homem ali devia fazer papel importante na vida de Marco e até de Monique. Ela se resignou a tomar a água e se manter em comentários mais curtos, pelo menos até a conversa chegar nela de novo.

- Eu? Cair na lábia dele? - ela comentou com um tom quase descrente. - Ele que me cansou pela insistência. - adicionou, o interesse um pouco mais desperto quando ele comentou sobre o seu sobrenome. - O senhor conhece a minha família?
Marco

O homem acabou rindo com a resposta da morena ao seu comentário sobre não ter caído na lábia de Marco. O noivo da mulher, por sua vez, apenas o observou, esboçando um sorriso mais educado.

- Eu costumo participar de alguns eventos sociais na cidade e não é difícil lembrar de uma madame tão distinta quanto sua mãe.

- O senhor Girard é juiz aqui em Paris, querida. - Marco adicionou como se aquela informação fosse o bastante para que ela entendesse o motivo de aproveitar aquele momento para conversar com o velho amigo.

- Fui professor também desse rapaz durante a faculdade, mas isso foi há muitos anos atrás. - o homem mais velho riu com a boa memória. - Deve dizer que estou bastante orgulhoso que está buscando agora se tornar um juiz também, Marco. Pensei que após aquele… incidente desagradável com seu ex-cliente que havia desistido da ideia. E vai ser ótimo para sua imagem agora que está noivo, comprometido com uma mulher como a mademoiselle L´mark. - o sujeito riu novamente, enquanto Marco apenas concordou de forma educada, estendendo sua mão sobre a da morena em um gesto de comprometimento. - É uma pena apenas para as outras mademoiselles desta cidade que agora o monsieur Biedermeier está amarrado.

Desta vez, Marco acabou rindo, apenas de menear a cabeça em negação diante do comentário de seu professor. Foi então que o sujeito pareceu incomodado por um breve momento, pedindo licença antes de retirar o próprio celular do terno caro, verificando quem estava lhe telefonando antes de desligar a ligação e guardar o aparelho.

- É uma pena que seu cliente não esteja indo muito bem em Cerise, Marco. Seria ótimo continuar tendo o apoio de um St. Clavier por lá. Mas se quiser, tenho outros clientes em potencial que gostariam muito de tê-lo como representante. - o sujeito comentou, imaginando que os dois já deveriam ter conhecido sobre a situação de Vivien St. Clavier. Entretanto, Marco era o tipo de homem que não costumava falar sobre trabalho, principalmente sobre Vivien, com a noiva. - Sei que não tem interesse em-

A fala do sujeito pareceu morrer na garganta como se ele tivesse acabado de ver algum tipo de grave acidente ou atividade paranormal ocorrer na direção oposta. A passos apressados e irritados, anunciados pelo “clic clic clic” de seu salto, a mulher de tailleur cinza e longos cabelos loiros aproximou-se, acompanhada pelo segurança do restaurante. O homem mais velho respirou fundo.

- Papa, o senhor é inacreditável! Estou tentando entrar em contat- a mulher parou de falar assim que se deu conta da identidade dos outros presentes na mesa. A loira, ex-mulher de Marco, Charlotte Girard, também havia sido colega de turma do moreno na época da faculdade e, tal como na época, ela não parecia ter perdido nenhum pouco do gênio difícil e mimado. - Marco. - ela sorriu mais educada, ajustando a postura antes de voltar a própria atenção para Desirée, finalmente se dando conta do estado fisiológico da mulher. - Ah… parabéns. L´mark, não é?


RE: Baby Shower [+18][Desirée] - Desirée - 11-30-2021

Desirée acompanhou a interação dos dois com um interesse breve, o homem parecia um bom amigo de Marco e eles tinham uma relação que vinha de muito tempo, aparentemente. Bom, se Marco tinha mesmo interesse em se tornar juiz, nada melhor do que ter uma boa relação com alguém de alto status na área também. Ela só sorriu de modo cordial enquanto eles seguiam a conversa, e nem tentou esconder a expressão levemente desagradável quando o homem falou sobre Vivien.

A morena pegou a água para continuar se servindo e se ocupar, depois de ajustar os óculos no rosto. A conversa casual deles só foi interrompida quando uma quarta pessoa entrou em cena, ao som dos saltos altos com o qual Desirée já estava bem acostumada. Ela só não esperava, certamente, encontrar com a ex-mulher de Marco e a primeira coisa que voltou à sua mente foi a cena do hospital de quando Marco estava se recuperando do tiro, com ela levando um tapa de Monique e depois declarando para o outro que queria a guarda compartilhada de Monique.

Com a postura educada que era de se esperar da sua criação, Desirée só deixou a taça de água de lado, julgando mentalmente o jeito intrusivo que ela tinha chegado na mesa dos três, mas sorriu o melhor sorriso cordial para a mulher.

- Isso mesmo. Muito obrigada. - respondeu Desirée. - Vai se juntar a nós?