O Novo Psicólogo [Emil]
#1
Aleksei

St. Clavier era uma academia bem maior do que Aleksei esperava ao ser contratado pelo local. Claro que algumas surpresas tinham sido bem-vindas, mas era ainda mais interessante a mudança de ares de começar a trabalhar com problemas adolescentes que pareciam até engraçados. Não costumava circular muito pelos prédios de aula, sempre chegando na Academia antes do horário de consultas para ir direto até o seu consultório que era no Anexo Administrativo e tinha menos movimento de alunos.

Mas com o tempo, a quantidade de alunos com problemas psicológicos aumentava consideravelmente. Claro que aquilo tinha se dado pelo fato de que o boato de que o novo psicólogo da Academia não era em nada parecido com o antigo senhor maluco, e a maioria dos alunos queria provar errados os rumores.

No breve caminho naquela manhã de quinta, entretanto, avistou um rosto novo e levemente perdido dentro do anexo administrativo. Será que seria mais um aluno para lhe distrair ou ele estava verdadeiramente perdido, como toda a expressão corporal gritava? Bom, não estava atrasado para nenhuma sessão e ninguém sem problemas tinha aparecido para lhe questionar, então, aproximou-se com certa cautela do garoto que tentava se decidir se devia ir para o lado direito ou esquerdo no fim do corredor.

- Se quiser o banheiro, lado esquerdo. Se quiser a enfermaria, lado direito. - pronunciou-se quando já estava perto o suficiente para provavelmente assustar o rapaz com sua presença felina. Mas era aquela a intenção inicial. - Se quiser confirmar que tem mesmo um psicólogo novo na Academia, muito prazer, Dr. Aleksei Vlahos. - estendeu a mão, com um certo tom de diversão na voz e um sorriso animado.

Emil

Rumores de que um novo psicólogo estaria na Academia tinham se espalhado rápido entre os alunos, Emil acabou ouvindo vez ou outra sobre como aparentemente o novo psicólogo era bem melhor que o senhor que era o antigo psicólogo, Emil não tinha feito nenhuma visita ao tal senhor já que tinha uma certa fama de não bater bem da cabeça e por não ter um motivo para ir, ou não tinha até o bullying começar.

No começo eram apenas piadas sem graça e insultos na sala e nos corredores, nada com que o moreno já não tivesse lidado na vida, mas os empurrões assim como alguns beliscos e imitações de animais ao passar eram novidade, isso seguiu por alguns dias, o que tinha deixado o garoto mais contrafeito com o próprio que o normal e nervoso sobre saber se sua situação iria piorar, então depois de juntar coragem estava decidido a ir conversar (ou tentar) com o novo psicólogo motivo dos rumores.

Faltando um tempo até o começo das aulas, tinha se direcionado ao anexo administrativo, ao entrar, tinha notado que não fazia ideia onde seria a sala, “... Quais foram as direções que estavam falando... Acho que era reto, direita e direita? Ou seria direita, reto e esquerda?... Ai não…” Não sabia para onde ir, mas acabou por tentar seguir sua intuição até que chegou num fim de corredor, tendo caminho para esquerda e direita, passou um tempo parado tentando decidir por qual caminho seguiria até ser surpreendido por alguém citando as direções, o que fez Emil dar um passo de distância do mesmo, tal pessoa se apresentou como o novo psicólogo de St. Clavier e tinha estendido a mão, uma expressão animada no rosto.

-Ah!... E... Eu sou Emil Allard, é um prazer conhecer o senhor também... Senhor Vlahos - Estava um pouco nervoso pela situação, talvez aparecer por lá tivesse sido impulsivo demais, mesmo com esses pensamentos completou o aperto de mão do mais velho, sem jeito.

-Eu vim aqui por isso... Se tudo bem eu dizer... Mas se não for uma boa hora para o senhor então tudo bem - Completou evitando contato visual, apenas torcia para que tivesse feito a decisão certa.

Aleksei

O garoto pareceu um pouco surpreso de lhe encontrar, mas estava verdadeiramente perdido. E não errou ao imaginar que ele tinha ido até o Anexo lhe procurar, mas diferente dos últimos falsos pacientes, ele parecia precisar mesmo de alguma ajuda. Ele lhe devolveu o aperto de mão um tanto inconstante, ainda confuso com as próprias palavras.

- Muito prazer, Sr. Allard. Pode me chamar de Dr. Vlahos. - afastou a mão da dele, colocando-as de volta aos bolsos da calça, analisando parcialmente aquela postura retraída do garoto. - Contanto que seja uma boa hora para o senhor, é uma boa hora para mim também. Quer me acompanhar até minha sala?

Fez um sinal para que ele lhe acompanhasse, indicando o caminho a sua frente. Andou a passos curtos, esperando que o rapaz o acompanhasse.

- Então, o senhor é aluno novo em St. Clavier? Parecia um pouco perdido no prédio, tanto quanto eu nos primeiros dias, devo dizer. - comentou, alcançando em pouco tempo a sala de orientação, abrindo a porta para dar espaço ao garoto.

Havia duas poltronas lado a lado diante de uma terceira onde Aleksei geralmente atendia. Atrás do grupo de cadeiras, um gabinete onde costumava fazer as anotações depois do fim das sessões. Entrou na sala depois do rapaz, fechando a porta atrás de si e indicando uma das duas poltronas lado a lado para que ele se sentasse.

- Pode ficar à vontade.

Emil

-Por mim tudo bem... se não for incomodar - acompanhou o mais velho até chegarem na sala de orientação, não havia muitas coisas que chamassem a atenção então apenas sentou em uma das duas poltronas disponíveis, mexendo nas mãos.

-Sim... Ainda não sei como me guiar por aqui, um dia eu talvez aprenda... Obrigado - olhou em volta em busca de algo para se distrair, alguma coisa mesmo que pequena, apenas para não precisar encarar o mais velho - O senhor tem uma sala bonita.

Podia sentir o rosto começar a esquentar de nervosismo, de todas as escolhas que podia ter feito não tinha mais a certeza se essa teria sido a melhor. Não sabia muito bem o que fazer, ''Deveria apenas começar a falar? Devia marcar uma consulta e voltar outro dia? E se ele fizesse perguntas que eu não sei responder?'' Nada, apenas branco.
-Uh... desculpa a pergunta, eu devia ter trazido algum documento ou algo do tipo? Alguma carta... Talvez outro dia com aviso prévio - encarou o psicólogo por alguns instantes - Eu devia apenas começar a falar? ou não sei, experiência de novato... - juntou as pernas enquanto sentado na poltrona, ainda mexendo nos dedos em um sinal de nervosismo.

Estava cansado das brincadeiras maldosas que estavam acontecendo, não era do seu feitio brigar ou ir confrontar os bullies do motivo de estarem pegando no seu pé, então apenas pensou na melhor opção de contornar a situação para si, mesmo que seja uma opção mais complicada.

Aleksei

Aleksei apenas sorriu para o comentário dele sobre sua sala. Andou até próximo à janela, nas prateleiras e serviu um copo com água para voltar até onde Emil tinha se sentado e colocar o copo na mesa a frente dele.

- Obrigado, gosto de lugares discretos. - Aleksei respondeu, sentando-se na poltrona diante dele e notando todo o nervosismo acumulado do rapaz que prontamente tinha ignorado o copo de água.

Ele começou a relatar todas as possibilidades do que deveria estar fazendo ali e Aleksei apenas sorriu em compreensão. Esticou-se na poltrona, com as pernas bem cruzadas e com a ponta dos dedos, empurrou o copo de vidro um pouco mais para perto de Emil.

- Primeiro, beba um pouco de água, o senhor parece um tanto nervoso. - ele respondeu. - Não se preocupe, não precisava trazer nada, nem marcar com aviso prévio. E ninguém sabe exatamente o que fazer ao entrar no consultório de um psicólogo, não é?

Esperou que ele se sentisse mais confortável e bebesse a água, para tentar se acalmar. Voltou a posição ereta, bem acomodado na própria cadeira e ajustou os óculos de grau falsos.

- Bom, se quiser apenas começar a falar, fique à vontade. Mas se ajudar, posso começar lhe perguntando por que decidiu vir me procurar.

Emil

O mais velho permanecia calmo como a brisa da manhã, trouxe um copo de água e não demorou em tomar postura em uma das poltronas, a informação sobre o copo só chegou ao mais novo quando o mesmo foi empurrado para perto dele e foi sugerido pelo mais velho, onde o pegou com as duas mãos e deu uns poucos goles, suspirando quando mais calmo.

-Tem razão... - relaxou mais as pernas enquanto escutava o outro- Bom... É que...que...ah, não sei, eu fiquei meio...Triste? Com raiva? sei lá... Tem umas pessoas tirando sarro de mim e não me deixam em paz... então eu pensei em vir, não é um motivo profundo ou especial - encarou o copo, agora com pouca água, e traçava a boca dele com o dedo enquanto desabafava.- Eu acho que também vim para cá pois eu não sei se vou conseguir lidar com as minhas notas, eu não quero dar mais trabalho para os meus pais, eles são ocupados o bastante...

Seus problemas pareciam se empilhar na cabeça, vieram todas as preocupações, os medos, as inseguranças, tanta informação ao mesmo tempo estava fazendo díficil arrumar uma linha de pensamento para dizer ao psicólogo, teve que dar uma pausa para não gaguejar ou trocar as palavras, retomando logo depois.

-Eu sei que são motivos bestas... - bebeu o resto da água do copo e o colocou de novo na mesa, voltando a mexer nos próprios dedos como brinquedos de apertar, um leve consolo para toda essa situação.

Aleksei

Emil parou para tomar a água que tinha oferecido e logo começou a organizar as ideias na cabeça. Ele ainda parecia nervoso, mas ao menos estava começando a colocar os incômodos em palavras ordenadas. E não era nada incomum ouvir relatos de alunos que sofriam algum tipo de bullying como Emil estava dizendo, especificamente sobre "tirar sarro" e "não deixá-lo em paz", o que era bem recorrente num internato quando os rapazes não tinham muito o que fazer para se distrair ou para fugir dos problemas pessoais e familiares.

- Primeiro, não são "motivos bestas". Não importa qual o motivo vai lhe trazer à minha sala, eu nunca vou concordar que é um assunto "besta", então vamos tratá-los com a importância que merecem, certo? - Aleksei sugeriu, apoiando os cotovelos nos braços da cadeira e inclinando um pouco o rosto, para deixar a postura menos rígida. - Por que você não ficaria com raiva se alguém te trata desse jeito? Você deve ficar com raiva, e deve ficar triste. Significa que você se importa o suficiente para fazer algo sobre. E foi isso que o trouxe a mim, não foi? É um bom primeiro passo, Sr. Allard.

Aleksei ajustou novamente a postura na cadeira para pegar o copo que ele tinha deixado vazio e indicou ao outro.

- Gostaria de mais água? - ofereceu, para deixar a situação um pouco mais descontraída. - Por que não me diz um pouco mais sobre a sua estadia em St. Clavier? As coisas boas e ruins.

Emil

Para sua surpresa, Aleksei discordou da opinião que tinha sobre seus problemas, a indagação chegou como um leve carinho no ombro, o mais velho pareceu relaxar e continuou, botando a situação do bullying numa perspectiva diferente, uma no qual a decisão de o buscar mostrasse sua real importância, ao terminar, o mesmo pegou o copo vazio e perguntou sobre outro.

- Ah não preciso, obrigado mesmo assim, um está bom... Err...Bem, meus pais acharam St. Clavier interessante e me falaram que eu iria vir para cá terminar os estudos... Meu colega de quarto é legal, mas ele provavelmente deve me achar estranho já que no dia que eu conheci ele, eu me descuidei e estava meio mal pelo calor, e entrei todo suado e provavelmente fedendo no quarto onde ele tava dormindo, e ainda chamei ele de menina por estar usando maquiagem... - deu uma pausa, sentindo o rosto esquentar de vergonha só de lembrar da primeira impressão que causou - Hm... Eu gosto das aulas mas as minhas notas não são boas, se meus pais as vissem eles iriam reclamar...bom... reclamar com motivos né, eles que estão pagando no fim... Eu ainda não sei em que clube participar... ou como participar, se bem que eu não tenho perfil para entrar na maioria dos clubes... De ruim tem o pessoal que não para de me zoar, mas essa o senhor já sabe.

Mais uma pausa, e o mais novo tentou mudar o clima da conversa, estava mais reclamando do que expressando momentos bons até agora, já que a experiência não foi de toda ruim - eu descobri que aqui é permitido ter uma planta de pequeno porte no dormitório então eu trouxe uma... O que me deixou feliz, ela fica na janela do quarto, e os jardins daqui são bonitos... Tenho horários para ver os filmes legais que estão saindo agora no cinema... Não tenho muita coisa interessante para falar...

Aleksei

Dada a oportunidade, Emil começou a falar das situações que tinha enfrentado desde a chegada em St. Clavier e o que mais lhe incomodava do que agradava. Mas não era incomum ouvir mais reclamações do que aprovações. Na verdade, era mais incomum que no primeiro encontro, os alunos se sentissem confortáveis para falar tantas coisas de uma vez só, mesmo que no caso de Emil, ele só estivesse notoriamente nervoso.

Aleksei deixou que ele falasse tudo o que o desagradava até lembrar de falar das coisas que gostava e só quando o garoto se percebeu falando demais e parecendo constrangido foi que resolveu determinar que não tinha nada interessante para compartilhar.

- Não tem? Posso enumerar pelo menos cinco coisas interessantes em todo o seu discurso. - Aleksei respondeu com um sorriso mais descontraído. - Começando por sua chegada inusitada a St. Clavier e como conheceu o seu colega de quarto. Esse tipo de coisa é sempre bom para se comentar no futuro com os seus novos amigos. É o tipo de situação da qual você vai conseguir rir em alguns meses. - ele completou. - Mas então, você gosta de plantas? Trouxe uma para o seu quarto? Qual é a espécie?

Podia começar a falar do bullying, mas era melhor começar por um assunto que obviamente fosse deixá-lo mais confortável para entrar em detalhes mais profundos depois.

Emil

Colocar as palavras para fora foi bom, estava cansado de se sentir sempre prestes a explodir, que dificuldade é ser um adolescente. Levou uma mão às bochechas coradas ao escutar que o psicólogo achou suas divagações interessantes, talvez fosse apenas parte do trabalho dele se interessar nos assuntos dos pacientes, mas se sentir reconhecido era bom.

-Eu não sei bem a parte dos amigos... Mas rir sobre elas seria legal - desviou o olhar, sem saber como proceder a conversa, sem saber até ter seu gosto por plantas questionado - Ah sim, eu adoro plantas... Gosto de como são bonitas e são fáceis de entender, eu trouxe uma planta chamada Jacinto, Jacinto é o nome dela mesmo e não um que eu dei... Por enquanto ela é chamada ''a planta da janela'' mesmo, ela é verde com muitas flores roxas pequenas, chega até a lembrar um espanador?- sorriu com a comparação, não tinha notado até o momento.

Olhou em volta de si em busca do celular para mostrar algumas fotos mas parou antes de pegá-lo, talvez não fosse um momento apropriado para pegar no aparelho. - ...Acho que o senhor vai achar bonita caso queira pesquisar depois, claro.

Aleksei

O comentário derrotista sobre a parte dos amigos era algo que Aleksei já esperava. Mas se não fosse resolvido em breve, seria também culpa sua como profissional de não conseguir ajudá-lo. E Emil podia até ter poucas perspectivas sobre mudar, mas Aleksei tinha plena certeza de que não ia falhar no seu trabalho. Mas resolveu focar na animação óbvia de emil quanto ao gosto por plantas, era um bom começo para fazer com que ele arrumasse outras companhias.

- Eu acho um desperdício que sua planta da janela não tenha nome ainda. Não sou bom com nomes de plantas, então posso ter visto, mas não vou saber se é a que está me falando. Porque não me mostra no celular? - ele pediu, sabendo que era o que Emil tinha pretendido fazer. - Se gosta tanto de plantas, porque não começa procurando alguma atividade que envolva botânica? Eu tenho certeza que pode achar alguma coisa parecida em St. Clavier, e mesmo que não possa, sempre tem os alunos do Conselho Estudantil para lhe ajudarem a abrir clubes, e soube que são alunos bem diligentes. E é uma oportunidade de falar com pessoas que gostam da mesma coisa.

Emil
Talvez fosse apenas por ser sua primeira vez em um psicólogo, mas a esse ponto ou Emil era a pessoa mais óbvia de se ler, ou Aleksei era ótimo no seu trabalho, o garoto tinha certeza que era uma combinação dos dois. Não demorou em pegar o aparelho e procurar algumas das fotos que tinha tirado enquanto no dormitório para mostrar ao mais velho.
O sorriso amigável deu uma leve entortada na menção dos clubes da escola, estava tentando adiar a escolha à algum tempo como podia, sem coragem de enfrentar todo o processo.
- Ah bom... É que eu não sei como falar para entrar no clube, e ele já deve estar cheio mesmo... E eu não tenho coragem para abrir clube nenhum, não funciono com essas coisas – desviou o olhar para o celular em mãos, passando as fotos sem prestar atenção, pensamentos em outro plano– Eu devia entrar em clubes de esporte, mas eu sou ruim e
provavelmente iriam me zoar então eu vou terminar em algum clube menor, não falando mal dos clubes menores claro.

Parou em uma das poucas fotos em família que tinha, olhando rapidamente para depois voltar para uma foto qualquer de planta – No que eu terminar eu vou ter que me acostumar mesmo, sabe?

Aleksei

Emil aceitou a sua sugestão e pegou o celular para mostrar as fotos que tinha tirado das plantas, mas a ideia de abrir um clube não parecia muito boa para o garoto e Aleksei até imaginou que a resposta seria aquela, já que o garoto parecia bem recatado para pensar em ser proativo, por enquanto.

- São boas fotos, Emil, você tem um olho bom para coisas bonitas. - Aleksei respondeu, dando uma olhada nas fotos enquanto ele se diminuía por pensar em nem conseguir entrar num clube. - Que tal, no nosso primeiro encontro, começarmos a trabalhar com um pouco menos de negatividade? Vamos cortar os "não sei como", "já deve ser assim", "não tenho coragem" e "não funciono". Sabia que se você só exercitar pensamentos positivos, já pode fazer diferença no seu cotidiano?

Aleksei ajustou a posição na cadeira depois que ele mostrou as fotos, notando como ele tinha reagido diante de uma foto de família, o que não era estranho para garotos num internato.

- Primeiro, você pode só fazer uma visita ao clube, sem compromisso. E daí, as coisas podem se resolver para você entrar nele ou não. Nem tem como adivinhar que já está cheio, certo? Vamos deixar a ideia de abrir clubes para depois. - Aleksei adicionou. - E não sei por que você deveria só se acostumar a ficar num clube em que você "terminar".

Ele ajustou a posição na cadeira de novo, curvando-se para frente e apoiando os cotovelos nas pernas cruzadas, para observar Emil um pouco mais de perto e numa postura mais descontraída para não parecer tão intimidadora para o garoto.

- Por que não fazemos um acordo inicial, Sr. Allard? Que tal se, nessa próxima semana, você descobrir sobre clubes de botânica ou jardinagem em St. Clavier, e prestar uma visita casual a eles? Sem compromisso? E garanto que isso é uma informação que pode até descobrir no site da escola ou em redes sociais. - Aleksei sugeriu. - E aí porque não volta na próxima semana e me diz como foi a experiência, hm? Vamos deixar seu dia-a-dia um pouco mais agitado, sim?
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