[Drive] Everyday Sleepwalk [Angus; Lucius; Giles]
#1
Angus

Nem uma vida inteira faria com que Angus se acostumasse a acordar muito cedo e ao menos ter consciência do que estava fazendo e do que acontecia ao redor. A quantidade de matérias que já tinha perdido por dormir demais pela manhã nas aulas era grande e ele sempre dependia de recuperação. Mas os exercícios ajudavam, e por isso tinha se condicionado a caminhar sempre muito cedo. O ruim era sempre se acostumar com o trajeto novo e mesmo depois de uma semana de caminhadas ao redor dos terrenos de St. Clavier, Angus sempre arrumava um lugar em que esbarrar e se machucar.

Ele saiu dos dormitórios bem cedo, com suas basqueteiras, bermuda de elástico, camisa regata larga, munhequeiras e cabelo tão bagunçado quanto tinha acordado. Começou andando a passos ritmados e depois acelerou o passo. Tropeçou num saco de lixo, numa raiz de árvore, escorregou num meio fio, bateu a cabeça em um galho, e só quando o pé enganchou num arbusto que estava fora do seu caminho, foi que ele efetivamente caiu no chão, a cara indo direto na grama bem aparada nos arredores da escola, e nem aquilo pareceu lhe acordar. Ele só se sentou ainda um pouco distraído, levando uma mão ao rosto e fechando os olhos por dois segundos. Era melhor levantar antes de dormir sentado também.

Lucius

Como de costume, havia acordado cedo para caminhar um pouco. Costumava correr algumas vezes por semana como medida para manter o bom condicionamento físico e ajudar em seu metabolismo, mas como estava em St. Clavier há tão pouco tempo, caminhar era uma opção mais agradável, considerando que estava se habituando ainda aos seus arredores. Colocou uma calça de moletom cinza e uma camisa branca simples, o único par de tênis que possuía funcionava bem para caminhada.

Estava aproveitando o trajeto para fotografar com a câmera do celular algumas áreas que julgava serem bonitas, enviando pelo aparelho o registro do lugar para sua mãe. Não era nenhum fotógrafo, mas gostava de fotografar os lugares que conseguia visitar, principalmente quando pensava que a mulher mais velha poderia apreciar aqueles cenários.

Contudo, em meio ao seu passeio matinal próximo aos jardins, se deu conta do ruído de algo preso nos arbustos, o som logo seguido de uma queda. Aproximou-se da cena, estranhando o sujeito grande e sentado, parecendo estar sofrendo de algum tipo de dor de cabeça ou indisposição. Caminhou devagar na direção do sujeito, imaginando que ele deveria ser mais um aluno na instituição, considerando a segurança do ambiente e que ainda não havia topado com nenhum segurança.

“Você está bem?” - sinalizou após guardar o celular no bolso, tentando conseguir contato visual com o desconhecido.

Angus

A intenção de Angus era levantar e continuar a caminhada, mas ficou apenas na intenção, pois ele achou facilmente que estava de pé enquanto ainda estava sentado. Apoiou os cotovelos nas coxas, ficando com o corpo levemente cruzados, os olhos entreabertos mal associando a situação em que estava naquele momento.

Se Angus não tinha como prestar atenção no próprio estado, menos ainda no rapaz que parou a sua frente e tentou gesticular algo para lhe chamar atenção. Mas bom, se tinha alguém a sua frente, então já tinha voltado pro dormitório e estava no quarto com o novo colega? É, aquilo parecia fazer sentido, podia descansar mais uns minutos até ouvir o novo alarme do celular para ir tomar banho e ir para a aula.

Sem pensar muito, ele deixou o corpo pender para o lado, deitando no que devia ser uma cama pouco confortável do dormitório de St. Clavier.

Lucius

Estranhou a reação do rapaz maior. Ele parecia estar em estado de torpor ou drogado. Estava pronto para se aproximar um pouco mais e perguntar mais uma vez se ele estava bem, porém, para sua surpresa, ele pendeu até deitar em meios às raízes da árvore mais próxima. Franziu o cenho, inquieto e preocupado com o descuido do sujeito com o próprio bem estar. Talvez devesse procurar a enfermaria e pedir ajuda.

Olhou para os lados a procura de alguém que pudesse ajudá-lo, porém, sem sucesso, decidiu se aproximar, agachando-se ao lado do corpo deitado do estranho. Estendeu a mão, dando-lhe breves tapinhas no braço para que ele voltasse a acordar. Para completar, estalou os dedos na altura dos ouvidos do outro, aguardando que ele recobrasse os sentidos.

Pelo menos ele parecia continuar respirando. O pior poderia ser que ele tivesse desmaiado ali, mas não parecia ter sido acometido por um mal súbito. Deu novos tapinhas no braço dele, estalando os dedos uma segunda vez enquanto aguardava que ele mostrasse algum sinal de vida.

Angus

O lugar em que tinha deitado não era tão confortável. Não que não estivesse acostumado a dormir em camas pequenas para o seu corpo muito grande, mas ao menos eram colchões mais fofos do que aquele. E nem conseguia achar o travesseiro. Angus se virou no chão mesmo, no meio do gramado, e sentiu um toque leve nos ombros, seguido de um som de estalos bem perto do ouvido. Encolheu os ombros, ainda devia ter alguns minutos para trocar de roupa e ir para a aula. De novo, os tapas nos ombros e os estalos perto do ouvido, e num impulso só, ele se sentou de novo na grama, como se estivesse atrasado para as aulas.

- Hm...? - Angus fez uma careta de sono, de quem ainda não tinha voltado aos plenos sentidos, e passou a mão pelos olhos, visualizando finalmente uma imagem borrada de alguém a sua frente. Olhou para um lado e para o outro, sem encontrar a cama, nem o armário nem o uniforme de St. Clavier. Olhou para o chão e também não achou a própria cama. Tinha que voltar aos dormitórios.

Com ambas as mãos apoiadas no chão, ele se colocou de pé, um tanto cambaleante, para continuar o trajeto da caminhada em volta de St. Clavier.

Lucius

Não entendeu nada sobre o sujeito grande que, de repente, ergueu-se do chão para poder seguir sua vida. Ia deixá-lo seguir sozinho adiante, quando notou o modo cambaleante do sujeito. Preocupado, resolveu continuar seguindo o sujeito tal qual um pai faria com uma criança que estava aprendendo a engatinhar. Respirou fundo uma vez, considerando o que sua psicóloga já havia lhe falado sobre interação social anteriormente.

Resolveu manter uma distância segura do sujeito, principalmente considerando o tamanho dele. Enquanto o seguia, buscou o próprio celular, resolvendo enviar algumas mensagens para aquele sujeito também estranho que havia encontrado assim que chegou em Cerise.

Ambrosi [06:15, xx, xx, 2015]: Bom dia, Marion. Tudo bem?
Ambrosi [06:15, xx, xx, 2015]: Desculpa perguntar de repente, mas é normal alunos dormirem nas árvores dos jardins daqui?
Ambrosi [06:15, xx, xx, 2015]: Encontrei um rapaz e ele estava indo dormir nas árvores.
Ambrosi [06:16, xx, xx, 2015]: Acho que ele não está bem.
Ambrosi [06:16, xx, xx, 2015]: Isso é normal ou devo levar ele para a enfermaria?

Manteve o olhar alternando entre o celular e a figura que se movia lentamente até o prédio mais próximo. Ainda era muito cedo, então também não tinha certeza se Marion responderia suas mensagens, pelas mídias sociais dele ele parecia ser algum tipo de celebridade ou algo do gênero. Ficou surpreso quando sentiu o celular vibrar e visualizou prontamente a resposta de Marion.

Marion [06:19, xx, xx, 2015]: Bom dia ?
Marion [06:19, xx, xx, 2015]: Olha. Anormal tbm não é viu hahaha
Marion [06:19, xx, xx, 2015]: Verifique se ele está bêbado demais para ir para o próprio quarto. Marion [06:20, xx, xx, 2015]:Caso sim, deixa ele na porta da enfermaria, o enfermeiro dá conta.
Marion [06:20, xx, xx, 2015]: Se forem outras drogas o enfermeiro tbm da conta.
Marion [06:20, xx, xx, 2015]: Se for chá, pergunta do que.
Marion [06:20, xx, xx, 2015]: E se precisar de uma mãozinha, me chama. ( ´◡‿ゝ◡`)

Concordou brevemente com as mensagens e prontamente voltou a se aproximar do rapaz maior e desconhecido. Estendeu a mão para poder tocá-lo brevemente no ombro em um sinal para que prestasse atenção. Rapidamente, apressou-se a frente do sujeito, acompanhando o passo mais lento dele e verificando se ele apresentava algum sinal de embriaguez. À álcool ele não fedia, nem a algum cheiro de droga conhecida.

Angus

Angus percebeu com muita lentidão que não estava de volta aos dormitórios, mas agora não sabia ao certo onde estava. Não que tivesse muita noção do espaço ao redor, então deu umas olhadas para os lados, focando parte do ambiente, e vendo a maioria das coisas embaçadas. Deu longos bocejos enquanto tentava decidir para onde ir. Mas se não estava de volta ao dormitório, também queria dizer que não tinha terminado a sua corrida matinal.

Gradualmente, os passos lentos foram alargando e ele foi pegando o ritmo da corrida de novo, exceto que depois de desviar do caminho, pisou em falso na calçada e quase levou outra queda. Mas continuou andando, voltando ao ritmo lento para gradualmente correr de novo. E quando estava pronto para correr, esbarrou contra outra coisa macia a sua frente. Não era as latas de lixo, nem as árvores, nem os postes. Na verdade, quase derrubou o seu obstáculo e baixou o olhar para perceber que havia alguém ali na sua frente. Havia mesmo? No outro dia, tinha imaginado alguém no banho com ele e não tinha nada. Depois de piscar demoradamente, ele resolveu dar um passo para o lado e, no instante seguinte, tinha retomado o ritmo acelerado da corrida, na verdade, acelerado até demais para alguém que parecia estar dormindo metade do caminho - e era exatamente por aquele motivo que os galos na testa eram tão vermelhos quando batia em algum canto.

E não foi surpresa, depois de desviar do seu obstáculo, esbarrar com o ombro com força contra outro poste, o que fez com que parasse o trajeto de novo para levar a mão ao ombro atingido.

Lucius

Estava tentando ajudar o gigante drogado sabe-se lá pelo quê. Tentava puxá-lo pela roupa para que desviasse de obstáculos no caminho enquanto tinha que deixar o celular de lado para apressar o passo e continuar seguindo-o sem demora. Justamente quando estava esperando continuar seguindo o sujeito, acabou quase sendo derrubado no chão não fosse seus instintos e velocidade ao proteger seu rosto ao cair. Franziu o cenho, levantando sem demora antes de seguir de novo o sujeito que logo voltava a correr.

Precisava agradecer ao próprio preparo físico por continuar correndo atrás do gigante zonzo quando se deu conta de que ele havia batido o braço. Puxou o fôlego e voltou a segui-lo mais de perto, puxando-o pela roupa para que ficasse longe dos obstáculos mais uma vez. O que havia de errado com aquele rapaz que não conseguia parar de correr e ainda assim parecia dormindo acordado? Teria ele algum transtorno do qual desconhecia? Precisava mandar mensagens para Olívia quando aquilo acabasse. De certo que sua psicóloga teria alguma resposta mais racional.

Angus

O resto do trajeto ao redor de St. Clavier não ajudou em nada que Angus percebesse que estava sendo seguido. E mesmo que percebesse, era uma coisa que ia esquecer muito fácil depois de acordar, como se o rapaz ao seu lado fizesse parte apenas de um sonho indistinto, como todas as coisas que aconteciam pela manhã e tentativas de pessoas falarem com ele.

Depois de uma volta completa pelos extensos terrenos de St. Clavier e de evitar esbarrar em muitas coisas - o que era uma novidade interessante, só não sabia como tinha evitado os novos obstáculos -, ele encontrou o caminho de volta para os dormitórios, seguindo direto quase tropeçando nos degraus das escadas até voltar para o seu dormitório, o que era uma vitória, depois de ter aberto portas diferentes na primeira semana em que estava nos dormitórios de St. Clavier.

E àquela altura, ele ainda não tinha sequer se dado conta da presença de uma pessoa lhe acompanhando o caminho inteiro.

[invocar o Giles aqui, porque se a gente continuar com o Gus dormindo, essa thread vai ser longa só de descrição kkk]

Giles

Giles tinha dado uma folga no seu hobby de se entreter mexendo com seu novo colega de quarto porque naquela manhã, tinha que preparar uma série de pequenas estratégias estudáveis para o clube de xadrez. A única vantagem de andar acordando cedo para seguir Angus era que não teve dificuldade para levantar e fazer isso antes da aula. E no horário que já era próximo do ruivo retornar, estava já tomado banho e de uniforme, com o livro de regras de xadrez todo marcado.

Abriu a porta do quarto para facilitar para Angus, saindo e esperando para ver se ele errava mais uma vez o quarto, o que tinha lhe rendido boas risadas com o vizinho que tinha tanta descrença quanto Giles sobre aquela situação do ruivo andar quase dormindo pelas manhãs. Só que ao invés de ver só Angus, viu um rapaz muito bonito seguindo-o de perto, e riu, porque Angus parecia nem ter notado aquele homem preocupado com ele.

- Bonjour! – Giles cumprimentou o rapaz. – Pode deixar, ele está bem. Suponho que tenha cuidado dele nessa caminhada da manhã? Sou o colega de quarto dele, Giles. Ele dá um trabalho, né, desse tamanho. Tsc tsc. – riu.

Lucius

Continuou seguindo o rapaz maior para se certificar de que ele ficaria bem. Até levou um susto quando ele quase caiu nos degraus das escadas, pensando se conseguiria amortecer todo o peso do gigante grogue. Quando chegaram nos corredores dos dormitórios dos alunos, já reconhecido por ter o seu próprio quarto por ali, diminuiu o ritmo, conseguindo acompanhar o outro com maior facilidade. Apesar da preocupação, havia conseguido acompanhar o sujeito e fazer exercício também por correr atrás dele naquela manhã.

Foi com mais alívio que notou que outra pessoa já parecia aguardar o maior no quarto que imaginava ser dele. Marion talvez ficasse interessado naquela história estranha matutina. Encarou o sujeito que lhe cumprimentou com educação, ainda falando sobre o colega de quarto como se aquele comportamento dele fosse algo corriqueiro.

Acenou em um cumprimento de bom dia por meio da linguagem de sinais e prontamente sacou o próprio celular, digitando rapidamente para poder se comunicar com o estranho.

[Muito prazer, me chamo Lucius Ambrosi. Eu pensei que o seu colega estava mal. Ele está bem? Ele quase caiu da escada.] - informou por meio da mensagem do celular, mostrando a tela para o outro enquanto usava a mão livre para secar o suor do próprio rosto com o antebraço.

Giles

Com Angus sumindo dentro do quarto, restou a Giles observar o rapaz que chegava atrás dele, e notou o cumprimento singular, que lhe fez arquear as sobrancelhas discretamente. Esperou uma resposta, mas ela não veio. Ao invés disso o outro pegou o celular, e só então, quando ele lhe mostrou a tela, percebeu que estava lidando com um rapaz peculiar.

Leu as mensagens, se questionando por um instante se aquela era Língua de Sinais Francesa, mas supunha que se ele tinha se apresentado e tinha entendido sua conversa inicial para poder responder de acordo, ele não deveria ser surdo. Talvez só tivesse um problema com a fala? Bom, poderia descobrir ao longo da conversa.

- Satisfação, Ambrosi. – Giles falou, estendendo a mão e esperando ele apertar, mesmo com a mão suja do suor de ter corrido atrás de Angus, supunha. – O Angus, meu colega, tem algum problema para demorar a acordar. Eu observei isso nos últimos dias. Ele sai e faz tudo, como se fosse um sonâmbulo, e lembra só vagamente do que fez. Ele se acidenta bastante também. Mas não é como se ele atravessasse na frente dos carros, não, até onde eu sei. Na verdade, pelo que eu estudei até agora, 98,4% dos acidentes dele são leves. Cair da escada poderia ser desastroso, mas ainda bem que você estava com ele. – riu. – Valeu.


Lucius

Ficou satisfeito que o outro parecia ter entendido rápido que ele era mudo e não surdo. Contudo, julgou ser bastante curioso o colega de quarto do maior sonolento ser capaz de calcular a porcentagem de acidentes do sujeito, mas aparentemente não se preocupar em tentar evitar que eles acontecessem. Pegou o próprio celular antes de digitar rapidamente uma resposta, era bem rápido com os dedos.

[O senhor está fazendo algum tipo de experimento com seu colega de quarto? Como foi que chegou nessa porcentagem? Outra coisa. Se importaria se eu falasse com alguém da enfermaria sobre ele? Eu costumo fazer exercícios pelo manhã, mas não é 100% de chance que sempre vou estar presente quando ele correr o risco de sofrer um acidente de 2,6% de gravidade.] - respondeu e mostrou a tela para o outro.

Esperou que o rapaz lesse a mensagem antes de gesticular para ele, sinalizando um telefone com os dedos ao seu ouvido e os números do teclado. Virou o celular novamente para Giles, mostrando a ele sua resumida lista de contatos que apresentava apenas alguns contatos como polícia, ambulância, número de atendimento de St. Clavier, o número de sua psicóloga, de sua mãe e de seu primeiro amigo ali, Marion.

Giles

Giles ficou verdadeiramente impressionado com a habilidade do outro em digitar rápido. Olhou por cima, mas não por muito tempo, deixando que ele ficasse livre para escrever a mensagem. Quando terminou, arqueou uma sobrancelha e riu, ponderando como ele tinha chegado a conclusão de que estava fazendo um experimento, e não só colocando um número arbitrário naquela situação. Será que passava muita segurança?

- Olha, pra falar a verdade, estou sim. Eu andei seguindo ele alguns dias. Se o professor da matéria de estatística aceitar, posso até fazer um relatório para ele baseado nesse experimento. – Giles riu, então cruzando os braços por um instante, pensando se não era melhor só acompanhar Angus mais de perto ao invés de contar com a ajuda de estranhos. – Eu ficaria feliz com um acidente de 2,6% de gravidade. O problema são os 2,6% de chance de sofrer um acidente com 100% de gravidade. Ou melhor, 2,6% não, 1,6%, que a diferença dos 98,4%... o que faz uma imensa diferença, apesar de não parecer. – riu, conformado. – Se você tiver o número, seria ótimo.

Olhou então os pouquíssimos números na agenda do outro, e, antes de pedir permissão, estendeu o dedo na tela, digitando rapidamente o seu número.

- Se quiser salvar... é o meu. Pode me ligar sempre que encontrar com ele pela manhã. Na verdade, as vezes acompanho a corrida matinal dele, mas quando não der... é sempre bom saber com quem contar. – comentou animado sobre a possibilidade.
Lucius

Encarou o sujeito com certa surpresa ao se dar conta de que havia errado uma conta tão simples. Continuou achando curioso como o outro parecia encarar as circunstâncias do bem estar do colega de quarto dele como um “experimento”. Entretanto, ficou satisfeito com a preocupação do outro ser o bastante para que pudesse salvar o contato dele no caso do colega de quarto precisar de ajuda.

Concordou com um breve aceno de cabeça antes de separar o próprio celular, salvando o nome de Giles em sua agenda de contatos, colocando os fones de ouvido com as músicas que mantinha em sua playlist matinal. Voltou a atenção para o novo conhecido e sinalizou “obrigado, bom dia” antes de acenar, despedindo-se para retornar aos seus próprios exercícios matinais.

Já que havia parado para ajudar o tal de Angus, ficou mais consciente do próprio suor e da pele transpirando. Queria terminar logo seus últimos minutos de exercício para tomar um banho e vestir roupas limpas de novo. Aquela instituição estava se provando ter alguns rapazes bem curiosos.

[Thread encerrada]


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