Babylon [Lucius]
#13
Apesar da forma ainda um tanto hesitante de Lucius, ele não pareceu tirar a mão de onde tinha posicionado. Marion encarou o moreno de volta, levemente satisfeito quando ele começou a passear com os dedos por sua ereção, testando os toques e se apreciava o que ele estava fazendo. Sentiu um arrepio pelo corpo ao sentir a unha percorrer o topo da glande úmida. Não desviou o olhar do dele, um sorriso no canto de sua boca. Roçou o peito com o dele, os beijos brevemente descendo do rosto ao pescoço e ao ombro tatuado.

- Ahh... não fica só me provocando não... – reclamou com a voz baixa, mas em um tom que claramente transparecia soa vontade de um toque mais intenso, se não até a carência de Marion.

Lucius lhe ouviu bem, os toques indo do seu ventre e cruzando seu corpo, trazendo-o mais para perto do moreno. Outro arrepio percorreu seu corpo inteiro ao sentir o pênis de Lucius pressionado entre os corpos, roçando contra o seu, o quadril movendo-se quase que automático, roçando no dele em busca de ainda mais prazer.

Aos poucos, ele lhe acolheu com os toques na nuca e os beijos no rosto, devolvendo o carinho que tinha feito antes, e os toques diretos no baixo-ventre, que antes eram apenas seus, foram igualmente devolvidos. A mão de Mariou percorreu a cintura de Lucius, e envolveu parcialmente o moreno pelas costas com o braço livre, aproximando mais os corpos e livrando-o em parte da parede fria. Assim podia sentir os corpos ainda mais unidos, e o leve roçar das peles úmidas combinado com a masturbação lhe excitava imensamente.

- Safado... hnn...! – Marion riu quando notou a forma como Lucius lhe levava quase até o limite e reduzia o ritmo para que durasse mais. Pelo menos assim tinha certeza que não estava sendo ruim para ele, se ele queria que continuassem até os corpos cederem. Devolveu a moeda masturbando o moreno com a mão firme, alternando sempre que notava pequenos sinais do corpo dele com a mão mais leve, os movimentos do próprio quadril pressionando contra o dele, notando cada vez mais os sinais de que o corpo dele também estava no limite.

Respirou fundo, os suspiros já um pouco menos controlados ecoando no banheiro. Marion suspirou longo, a ereção rija pulsando enquanto fechava os olhos um momento, sentindo a mente nublada por mais essa onda de prazer.

- Não para, Lucius... hnnn...!! – pediu com um fio de voz, esperando que dessa vez ele não reduzisse o ritmo, tentando manter os movimentos firmes da própria mão masturbando o outro, embora se perdesse um pouco no próprio prazer, a ereção dolorida já clamando por alívio ao finalmente gozar entre os corpos, lambuzando as próprias mãos e a do moreno. Encostou a testa no ombro de Lucius, respirando fundo enquanto retomava o movimento das mãos no intuito de dar o mesmo prazer ao outro, a mão nas costas dele arranhando a pele morena, os lábios distribuindo beijos pelo colo.
#14
Marion possuía uma necessidade de proximidade que lhe era estranha, justamente por nunca ter tido aquele tipo de impulso ou convivido com um parceiro como ele. Além disso, o rapaz era bem vocal diante de todas suas ações. Agradeceu mentalmente pela mão e o braço em suas costas, a lhe envolver, impedindo que o único contato ali fosse com a parede fria do banheiro. Ao receber o pedido para continuar, ficou instintivamente mais excitado, dando continuidade ao mover da própria mão, acelerando o movimento de vai e vem ao sentir a resposta positiva de Marion aos seus estímulos. Estava prestes a chegar ao próprio orgasmo, mas respirou fundo, concentrando-se em satisfazer o outro primeiro, buscou o ar por entre os dentes, deixando escapar um gemido quase engasgado por estar próximo de seu limite. Marion também não lhe ajudava naquele quesito. O outro era atencioso e habilidoso com a própria mão, com estamina o bastante para lhe deixar pensando sobre quantas aproximações, toques, posições e ideias ele não estaria disposto a tentar pelo desejo em saciar a própria libido.

Gozou com os lábios cerrados, fazendo pouco ruído ao finalmente se dar ao luxo de ter um orgasmo após que Marion tivesse o momento dele. Piscou algumas vezes, a cabeça arqueada para trás enquanto recuperava o próprio fôlego. Ficou parado, esperando que o rapaz se distanciasse depois de alcançar o próprio clímax, mas Marion era cheio de surpresas. Sentia as costas ardendo de um jeito agradável pelos arranhões do outro e os beijos que eram espalhados em seu colo.

Baixou o olhar, inclinando a cabeça para poder acompanhar as reações do outro. Limpou a própria mão na lateral do corpo antes de tocar as costas do outro, movendo a ponta dos dedos devagar em movimentos circulares perto da linha da coluna dele. Ainda podia sentir a sujeira que haviam criado entre os corpos e a sensação de umidade entre seu abdômen ainda próximo do outro, podia até sentir aquele piercing que Marion tinha no umbigo. Olhou para o lado e abriu o registro do chuveiro novamente. Segurou a mão de Marion, guiando-o para debaixo da água corrente, dando-se ao trabalho de limpar o rapaz, atento ao misto de água e fluídos corporais que o sujavam. Detestava aquela sensação, mas como não detestava Marion, ocupou-se em livrá-lo daquilo primeiro.
#15
Estava relaxado e satisfeito, mas não ia deixar Lucius sem seu próprio alivio também. A proximidade e as carícias extras eram no intuito de que ele também chegasse ao ápice, e embora ele parecesse querer continuar se segurando e aproveitando aquela sensação crescente de excitação, não demorou até o moreno chegar ao próprio orgasmo. Deixou que ele se entregasse momentaneamente ao próprio prazer, satisfeito com a expressão de Lucius tão próxima.

Antes dele retomar sua mão ao seu corpo, notou como ele limpou os dedos e riu baixo, encostando o queixo sobre o ombro dele, sem exatamente o mesmo cuidado, apenas apreciando a proximidade dos corpos e a sensação escorregadia entre os dois. Mas Lucius realmente não gostava de sujeira, porque bastou alguns instantes para que ele lhe pegasse pela mão e lhe colocasse debaixo do chuveiro novamente, lhe limpando daquela bagunça que tinham feito e que estava aproveitando sem problemas. Piscou algumas vezes e então começou a rir, ajudando Lucius com a limpeza também.

- Você não gosta mesmo de sujeira, né? – murmurou, aproximando-se para deixar um beijo breve no rosto do moreno. Pegou o sabonete líquido novamente para ajudá-lo com o banho e para que dessa vez se limpassem de verdade para que pudessem ir dormir.

Não demoraram até tirar toda a sujeira e Marion se enxugou rapidamente, entregando uma toalha para Lucius e indo buscar roupas limpas que o amigo pudesse usar para dormir. Entregou a ele uma calça de moletom e uma camiseta, e tratou de colocar uma roupa de baixo e camiseta apenas, bem acostumado com a liberdade de dormir sem tanta roupa lhe cobrindo, mas respeitando a presença do outro como achava melhor. Tirou as cobertas da cama e pegou uns travesseiros extras no armário, se jogando na cama e deixando espaço o suficiente para que Lucius coubesse confortável ali.

- Eu posso pegar o colchonete se quiser, mas você não vai querer dormir no chão, né? – Marion falou com a expressão animada de um cachorro que esperava um petisco. - Eu sou quentinho.- riu.
#16
Ficou um pouco constrangido novamente quando ouviu o comentário de Marion sobre não gostar de sujeira. Fechou os olhos por um momento, apreciando o gesto de carinho com o beijo em seu rosto. Apreciou a ajuda para ficar limpo de verdade e aproveitou da toalha para se dedicar a secar bem o próprio cabelo, esfregando com força o couro cabeludo. Agradeceu em silêncio com um aceno da cabeça pelas peças de roupas limpas que lhe eram emprestadas. Prestou atenção no cheiro dos produtos de limpeza que usavam para lavar as roupas, atencioso com os detalhes da rotina daquela casa.

Observou Marion jogado na cama com aquele ar de antecipação, animado com a ideia de dormir com sua pessoa. Aproximou-se ainda com a toalha em mãos, ocupando-se em puxar o rapaz pelo braço para que ele se sentasse. Deu atenção especial aos cabelos dele, massageando com a toalha para que ele não molhasse o travesseiro com aqueles fios molhados pela pouca atenção que o sujeito dava ao ato de se secar depois do banho. Assim que terminou, afastou-se para estender as toalhas no banheiro para que secassem.

Retornou para o quarto, buscando o próprio celular em suas coisas para escrever algumas mensagens para si mesmo, registrando o horário, o local e com quem estava. Precisava manter um registro de seu sono e de quantas horas estava conseguindo obter por noite, por isso, havia feito daquilo um hábito. Aproximou-se da cama, incerto de como Marion queria dormir consigo, mas pela personalidade dele, imaginou que ele era do tipo que gostava de adormecer abraçado, por isso, envolveu o rapaz pela cintura e se inclinou, beijando-o no pescoço em um gesto de "boa noite" antes de fechar seus olhos, imaginando que era aquilo o que ele queria que fizesse.
#17
Marion até tinha entendido que Lucius era mais dedicado que ele, mas não esperava ser puxado para ter o cabelo enrolado na toalha e seco. Nada contra, a sensação dele secando os fios escuros foi bem agradável, e embora quisesse devolver o gesto, notando como ele era particular sobre todo o processo de limpeza, achou melhor não mexer com os belos cabelos dele.

Ao invés disso, esperou ele organizar as toalhas e mandar uma mensagem, apoiando o cotovelo na cama e o rosto na mão.

- E depois de você me dizer que eu não podia mexer no celular. – falou com ar de falsa indignação, esperando o outro terminar se juntar a ele na cama.

E como esperava de Lucius, ele entendeu perfeitamente como gostava de dormir agarrado aos outros, Apreciou o beijo no pescoço, mas não deixou de abraçar o moreno com força em retorno, afundando o rosto na curva entre o pescoço e o ombro, esfregando o rosto de um lado para o outro no cheirinho de limpeza dos cabelos escuros e do seu moletom de dormir com cheiro de amaciante.

- Hmm! Boa noite! – disse animado, sem soltar o moreno e plenamente satisfeito como aquele encontro tinha terminado. Pelo menos dormiria confortável e quente, até a manhã seguinte quando teriam que se esgueirar de volta para St. Clavier evitando um encontro esquisito com sua mãe para evitar explicar a visita sem aviso de uma segunda pessoa. Bom, não que fosse novidade também.

[Thread encerrada]


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