09-05-2021, 11:55 PM
A situação era pior do que imaginava, julgando que ambos não tinham outro lugar onde ficar na cidade e a mulher provavelmente passaria a noite no hospital para se recuperar adequadamente. As roupas dos dois eram de dormir e, na noite de Cerise, deveriam ser desconfortáveis para passarem em um quarto de hospital ou de hotel.
Observou com certo pesar quando a figura feminina e delicada apenas meneou a cabeça, concordando com o "colega", o gatinho, que imaginava ser dela, pulando para se acomodar no colo da morena. Agradeceu quando um de seus colegas de trabalho lhe ofereceu uma garrafa de água para tomar também, assim como a equipe oferecia uma para o homem de tatuagens. Por um momento, chegou a se recordar de seu amigo japonês, mas ele era bem mais largo e forte que o homem a sua frente.
- Monsieur não tem permissão para entrar na residência. A estrutura pode estar em risco, se lembra? - adicionou, ajustando o capacete para voltar a colocá-lo. Acenou para alguns de seus colegas de trabalho que já estavam recolhendo as mangueiras para que se aproximassem. - Eu vou entrar para buscar algumas coisas desse casal aqui. Eles não tem um lugar para ficar na cidade. Um de vocês vai me dar suporte e eu subo as escadas. - informou, afastando-se para dar início ao seu trabalho de resgate dos pertences.
Normalmente, ignoraria aquele tipo de pedido dado ao risco de adentrar em uma construção com a possibilidade da estrutura principal ter sido afetada, mas como o sujeito não tinha para onde ir, preferia confiar na própria experiência e ao menos tentar. Seguiu os procedimentos de segurança ao adentrar novamente na casa, verificando que o fogo de fato havia partido da cozinha e que, ao que parecia, o primeiro andar havia sido atingido apenas nas acomodações que ficavam acima da cozinha, ou seja, um dos quartos e o banheiro. Como a estrutura de madeira estava encharcada e queimada, não conseguia se mover muito rápido sem tomar o devido cuidado onde pisava. O ambiente também estava escuro pelo corte de energia e pelo horário noturno, mas conseguiu arrumar algumas roupas em uma mochila que encontrou no armário e encontrar os documentos de ambos, o que já era muito importante. Encontrou o celular do homem abandonado no quarto, a tela apagada, e um par de óculos que imaginou ser do homem.
Enquanto isso, a professora de música tentava recuperar o próprio fôlego, ficando acordada pela própria força de vontade enquanto observava o que havia acontecido com sua casa, não conseguindo conter as próprias lágrimas devido ao medo de quase ter perdido a própria vida. Devido a alta sensibilidade, não foi nenhuma surpresa quando o calor se tornou insuportável e a fumaça facilmente lhe tomou a garganta, sufocando-a não fosse pela interferência de Henrique.
- Henrique... - falou baixinho, o tom de voz meio rasgado pela rouquidão.
Observou com certo pesar quando a figura feminina e delicada apenas meneou a cabeça, concordando com o "colega", o gatinho, que imaginava ser dela, pulando para se acomodar no colo da morena. Agradeceu quando um de seus colegas de trabalho lhe ofereceu uma garrafa de água para tomar também, assim como a equipe oferecia uma para o homem de tatuagens. Por um momento, chegou a se recordar de seu amigo japonês, mas ele era bem mais largo e forte que o homem a sua frente.
- Monsieur não tem permissão para entrar na residência. A estrutura pode estar em risco, se lembra? - adicionou, ajustando o capacete para voltar a colocá-lo. Acenou para alguns de seus colegas de trabalho que já estavam recolhendo as mangueiras para que se aproximassem. - Eu vou entrar para buscar algumas coisas desse casal aqui. Eles não tem um lugar para ficar na cidade. Um de vocês vai me dar suporte e eu subo as escadas. - informou, afastando-se para dar início ao seu trabalho de resgate dos pertences.
Normalmente, ignoraria aquele tipo de pedido dado ao risco de adentrar em uma construção com a possibilidade da estrutura principal ter sido afetada, mas como o sujeito não tinha para onde ir, preferia confiar na própria experiência e ao menos tentar. Seguiu os procedimentos de segurança ao adentrar novamente na casa, verificando que o fogo de fato havia partido da cozinha e que, ao que parecia, o primeiro andar havia sido atingido apenas nas acomodações que ficavam acima da cozinha, ou seja, um dos quartos e o banheiro. Como a estrutura de madeira estava encharcada e queimada, não conseguia se mover muito rápido sem tomar o devido cuidado onde pisava. O ambiente também estava escuro pelo corte de energia e pelo horário noturno, mas conseguiu arrumar algumas roupas em uma mochila que encontrou no armário e encontrar os documentos de ambos, o que já era muito importante. Encontrou o celular do homem abandonado no quarto, a tela apagada, e um par de óculos que imaginou ser do homem.
Enquanto isso, a professora de música tentava recuperar o próprio fôlego, ficando acordada pela própria força de vontade enquanto observava o que havia acontecido com sua casa, não conseguindo conter as próprias lágrimas devido ao medo de quase ter perdido a própria vida. Devido a alta sensibilidade, não foi nenhuma surpresa quando o calor se tornou insuportável e a fumaça facilmente lhe tomou a garganta, sufocando-a não fosse pela interferência de Henrique.
- Henrique... - falou baixinho, o tom de voz meio rasgado pela rouquidão.
