09-19-2021, 10:48 PM
Após ser levada para o Hospital Geral de Cerise, não conseguiu entender muito bem o que estava acontecendo. Ainda estava muito tonta por conta da fumaça inalada. Podia sentir a garganta doendo como se estivesse com muita sede. Tentou respirar fundo algumas vezes, mas não conseguiu pelo desconforto que conseguia sentir na garganta. Estava sem seus óculos, então não conseguia enxergar muito bem a distância também, então não fazia ideia de para onde estava indo e quem se aproximava.
Fechou os olhos claros por um instante, desejando ter seu gato de novo em suas mãos. Contudo, saber que o peludinho estava bem e havia sobrevivido já lhe era reconfortante. Soluçou por um momento, sentindo-se culpada pelo incêndio ter acontecido. Tinha certeza que havia desligado os eletrodomésticos antes de ir dormir, assim como o registro de gás na cozinha, mas pelo visto algo havia dado errado. Henrique deveria estar furioso agora que não tinha o próprio quarto para dormir. Ainda assim, ele tinha lhe salvado a vida.
Tentou pensar no que faria quando pudesse respirar adequadamente. Sabia que deveria ligar para o trabalho. Teve vontade de ligar para a própria família, quem sabe ouvir a voz de sua mãe, mas sabia que, no fundo, ela só culparia o ocorrido em suas escolhas pecaminosas por não ter seguido o caminho de deus como ela havia lhe ensinado. Não sabia o que faria caso sua garganta não voltasse logo ao normal, precisava da sua voz para dar aulas, e o que faria sem um empreso em Limoges? Henrique não tinha obrigação nenhuma em lhe ajudar naquela situação. Tentou manter a calma e se sentar na cama enquanto aguardava por algum responsável, visto que os responsáveis pela ambulância já haviam lhe deixado para ser transferida. Queria só beber um pouco de água. Tudo parecia muito frio naquele lugar. Não sabia dizer se era por conta da possível queda de pressão que havia sofrido ou se pelo conjunto de seda e o roupão que ainda estava usando.
Fechou os olhos claros por um instante, desejando ter seu gato de novo em suas mãos. Contudo, saber que o peludinho estava bem e havia sobrevivido já lhe era reconfortante. Soluçou por um momento, sentindo-se culpada pelo incêndio ter acontecido. Tinha certeza que havia desligado os eletrodomésticos antes de ir dormir, assim como o registro de gás na cozinha, mas pelo visto algo havia dado errado. Henrique deveria estar furioso agora que não tinha o próprio quarto para dormir. Ainda assim, ele tinha lhe salvado a vida.
Tentou pensar no que faria quando pudesse respirar adequadamente. Sabia que deveria ligar para o trabalho. Teve vontade de ligar para a própria família, quem sabe ouvir a voz de sua mãe, mas sabia que, no fundo, ela só culparia o ocorrido em suas escolhas pecaminosas por não ter seguido o caminho de deus como ela havia lhe ensinado. Não sabia o que faria caso sua garganta não voltasse logo ao normal, precisava da sua voz para dar aulas, e o que faria sem um empreso em Limoges? Henrique não tinha obrigação nenhuma em lhe ajudar naquela situação. Tentou manter a calma e se sentar na cama enquanto aguardava por algum responsável, visto que os responsáveis pela ambulância já haviam lhe deixado para ser transferida. Queria só beber um pouco de água. Tudo parecia muito frio naquele lugar. Não sabia dizer se era por conta da possível queda de pressão que havia sofrido ou se pelo conjunto de seda e o roupão que ainda estava usando.
