Descobertas e Testes [+18][Oliver]
#1
Yure

E se... o Yure e o Oliver fizessem algumas descobertas juntos?
A vida do ruivinho era uma completa montanha russa, indo do ponto mais alto em conseguir algo memorável tirando o diretor do seu covil no setor administrativo de St. Clavier, ao ponto mais baixo, de esta completamente incomunicável dentro da academia, sem celular, sem computador sem nada. Por causa das aulas e das atividades que tinha de cumprir como castigo pelo feito sobrava pouco tempo para estudar afora o reforço na hora do almoço com o estudante da máscara de ferro. Embora o período de castigo tenha ficado muito mais divertido depois de ter sido encaminhado aos cuidados direto do conselho disciplinar e ter aprendido algumas coisas com o presidente daquele conselho.

Naquele final de tarde tinha combinado com Oliver e Lui deles levarem o notebook para o quarto do ruivinho e irem estudar lá. Tinha até arrumado a maior parte da bagunça do quarto de peças de skate, livros, e revistas variadas, para comportar os dois amigos no espaço caótico, talvez por esse motivo que ninguém quisesse dividir o quarto com o ruivinho hiperativo.

Estava distraído terminando de amontoar as coisas e amarra-las pra que não ocupassem muito espaço quando ouviu as batidas na porta, deixando as coisas como estavam, pra dar atenção aos dois amigos, estranhando em só dar de cara com Oliver:

– Oi cara! O que foi que houve com o Lui? Ele se perdeu no caminho até aqui? Entra ai… – deu espaço para que o amigo entrasse no quarto, fechando a porta logo após ele passar: – ignora a bagunça, não to tendo tempo pra arrumar o quarto..

Oliver

Depois do feito de Yure com o diretor da Academia e de ter conseguido uma longa detenção, circulava pouco com o amigo hiperativo que parecia estar sempre fazendo algo como punição pelo feito. Andava pela academia para entregar documentos nos horários livres, ajudava no jardim, fazia mil e uma coisas, exceto o que fazia sempre - conversar muito, andar de patins e skate que tinham sido confiscados também e passar o tempo livre com os amigos.

Mas ficou feliz de receber o convite do ruivo para irem até o quarto dele, estudarem fora da supervisão rigorosa do estudante da máscara de ferro. Seria até mais relaxante também. Mas pouco depois de voltar ao dormitório e tomar banho, ouviu muito baixo o comentário de Lui através da porta do banheiro dizendo que ia sair para tirar fotos - ou era o que tinha entendido da voz baixa do outro -, e que tentaria voltar no meio da sessão de estudos ao menos, se não encontrasse o que queria fotografar... borboletas, talvez, não tinha entendido tudo. Concordou do outro lado da porta, saindo então para trocar de roupa, colocando uma bermuda básica e uma camisa preta regata, os pés em sandálias, quase esquecendo de pegar o notebook que tinha ganhado da mãe ainda no início das aulas e praticamente nunca usava. Levou apenas aquilo para o quarto de Yure, já que era o que ele tinha pedido, chegando lá e batendo alvoroçado na porta, balançando-se nos pés enquanto o outro não atendia.

- Yure! Finalmente você está livre! Fica esses dias todos fazendo um monte de coisa na academia e a gente nem tem tempo pra almoçar direito, sem contar que tem que ficar estudando com o secretário metade do horário do almoço também. - entrou no quarto dele, deixando as sandálias na porta mais por costume, dando uma olhada ao redor na bagunça levemente organizada. Não tinha muitas coisas pessoais no quarto, então não tinha como estar bagunçado, na verdade. - Ah, o Lui disse que ia primeiro tirar umas fotos, não ouvi direito do que era, mas ele disse que assim que voltar ele passa aqui pra terminar de estudar com a gente se não chegar tarde. Eu posso ajudar a arrumar o quarto, se quiser, eu sempre arrumava minha casa na China. Ah, onde eu deixo?

Indicou o notebook debaixo do braço, estendendo-o para Yure como se esperasse que o ruivo usasse ao invés dele, já que não tinha tanto costume de usar.

Yure

Pelo menos não tinham perdido Lui novamente, ele tinha ido fazer o que mais gostava, tirar foto de coisas aleatórias, era mais tranquilizador afinal de contas, do que imaginar o amigo sendo levado por uma gangue de marginais imigrantes, ou o mais comum, ser importunado por Bullys aleatórios dentro da Academia: – que bom que o Lui só foi tirar fotos, lembrou de trazer o celular? Talvez ele envie mensagens quando tiver vindo pra cá, ou qualquer coisa fica mais fácil de falar com ele, mas se você esqueceu não tem problema, pelo menos com o notebook posso enviar um e-mail, tá que demora mais pra responder, mas não é como se estivéssemos incomunicáveis! Ahahha – riu divertido, pegando o notebook da mão do amigo e colocando sobre a escrivaninha pra ligar:

– ah também estou sentindo falta de vocês, é ruim ficar sem conversar com os amigos mais chegados, mas o tempo que estou cumprindo as detenções não é de todo ruim na verdade! Hahah! – coçou a nuca ficando um pouco corado, tinha aprendido muito mais do que burocracia nos últimos dias, e não podia reclamar do tipo de tratamento que tinha recebido, no final das contas além de ficar mais conhecido dentro da Academia por causa do feito, tinha finalmente satisfeito uma de suas curiosidades, embora ainda quisesse explorar o outro lado daquele tipo de relação.

Se pegou um tempo distraído, até ter a atenção voltada ao notebook pelo som de iniciação do Windows: – dei uma viajada legal nas ideias aqui! Ahahaha! – voltou a atenção para o aparelho, notando que ainda estava com o papel de parede padrão do Windows e não tinha praticamente nada na área de trabalho: – nossa! Você quase não usa o seu notebook não é? Não tem curiosidade de pesquisar nada? Ou de assistir nada pela internet? Ou simplesmente não sabe como usar? – comentou por estar realmente surpreso do amigo ter um computador e não aproveitar, enquanto ele sentia tanta falta do seu que estava confiscado.

Oliver

Fez uma expressão de surpresa quando ele perguntou do celular, colocando as mãos na altura dos bolsos da bermuda para confirmar que não tinha levado mesmo o aparelho para lá, focado apenas em pegar o notebook.

- Ahhh! Esqueci! Eu nunca lembro de andar com aquilo!!! Minha mãe reclama também, mas se precisar, eu vou lá buscar depois. Hm, dá pra mandar e-mail pro celular e ele responde? Então não tem problema, ao menos a gente sabe que ele foi mesmo tirar fotos, hahaha. - seguiu pelo quarto do outro até sentar na beira da cama, enquanto Yure pegava o notebook para começar a usá-lo, concordando com um aceno de cabeça quando ele disse que não era tão ruim no fim das contas as detenções. - Bom, se não é tão terrível assim, menos mal. Quando eu tinha detenção na China era muito ruim porque os colegas de classe ficavam me atormentando e eu tinha que fazer um monte de trabalho pesado sozinho e ainda tentar não arrumar mais confusão com o resto dos alunos. Mas eu acabei me acostumando, pegava detenção pelo menos uma vez por mês e os outros que brigavam comigo não pegavam nada. Até me acostumei. Agora é melhor aqui em St. Clavier!

Notou como ele estava um pouco distraído, mas não foi tempo demais, logo voltando a atenção em sua direção com o rosto levemente avermelhado.

- Você tá com febre? Tá vermelho. - aproximou-se do outro, colocando a mão na testa dele, mas não sentiu uma temperatura diferente, dando de ombros depois quando ele perguntou sobre usar o computador. - Ah, não, eu não usava muito na China. Meu pai me ajudava a pesquisar as coisas no computador pra trabalhos da escola, mas só. Minha mãe que me deu de presente, ela sempre me dá essas coisas, mas eu to sempre treinando ou estudando então eu acabo não usando muito. Sei como funciona mais ou menos, mas demoro muito pra digitar, então acho mais fácil escrever. E eu estou acostumado a escrever em ideogramas, olha. - apontou as teclas ocidentais com os símbolos orientais no canto em uma cor diferente, em todas as teclas do computador. - Eu não sei como digitar num teclado assim que é configurado com o alfabeto ocidental. O que eu usava com o meu pai era todo em mandarim e não sei como mudar pra esses símbolos serem digitados ao invés das letras.

Yure

Tinha viajado por tempo suficiente para o amigo pensar que estava com febre, não tinha como negar que ele era fofo quando se preocupava assim com sua saúde, devia se sentir sortudo por ter pessoas assim por perto: – eu tou legal, só viajei mesmo nas ideias! Hahah – completou apenas pra tranquilizar o amigo, logo escutando o porque dele não usar o computador por estar no formato ocidental e não no oriental: – ah, mas isso não é difícil de mudar, é como mudar idioma de celular, já aconteceu com você de alguém mexer no seu celular e desconfigurar o idioma e colocar em coreano? Aconteceu comigo, uma vez, foi uma loucura pra por de volta na configuração original. – riu, puxando a cadeira pra se sentar e mexendo nas configurações de idioma do notebook.

– vamos ver… – começou a procurar no painel de controle e logo chegou na parte de periféricos, não demorou para achar onde mudar e ainda achar qual o atalho pelo próprio teclado fazia a conversão:– pronto, mudei! Quer testar aqui agora? – se levantou de onde estava dando espaço para o amigo sentar:

– aproveita agora e pesquise alguma coisa que você queira na internet! – comentou, esquecendo-se completamente que o intuito do amigo ter ido até o quarto dele tinha sido estudar: – falando em pesquisar, eu lembrei de uma coisa, quando eu peguei o documento na sala do diretor St. Clavier, tá que não era um documento de verdade, mas falava sobre alguma coisa de “relação de dominador e submisso”, eu não entendi direito, perguntei se era um estilo de luta e tals, porque foi a primeira coisa que me veio a mente, não sei você, mas eu penso logo naqueles golpes de submissão de luta livre e tas, dai o diretor me disse pra pesquisar depois, mas ai eu tive meu computador confiscado e nem pude olhar o que era… triste! – cruzou os braços, olhando pra cima, pensando em como tinha esquecido disso até o momento, realmente estava entretido demais com os castigos da detenção.

Oliver

Ficou mais tranquilo que o outro não estava doente, parecia ter voltado à cor normal de pele também, inclinando-se na direção do computador quando ele disse que não era difícil de mudar o idioma.

- Ahhh... não, não sei como é que muda isso não. E nem aconteceu com o meu celular. Eu não tinha celular na China, não me servia. Não podia levar pra escola e não saía pra lugar nenhum sem meu pai ou minha mãe, então só tive um quando cheguei aqui em Cerise e mal me acostumei a andar com ele no bolso, pra você ver, hahahaha. - coçou a nuca, sem graça, afinal, tinha esquecido o celular de novo no quarto e seria bom para falarem com Lui, já que Yure não estava com o próprio celular.

Olhou enquanto ele mexia bem habilmente no computador, impressionado com a habilidade do amigo, olhando do teclado para a tela até ele configurar para digitar em mandarim. Sentou-se no lugar que ele indicou, para digitar algo no endereço da internet, saindo os ideogramas compostos enquanto digitava, embora na metade da velocidade de Yure.

- Ahhhh!!! Agora tá saindo em mandarim! Você é incrível, Yure, eu ia ficar a vida toda com esse troço sem saber usar direito. Se bem que também não uso muito pra fazer nada, exceto os trabalhos da Academia que eu demoro séculos pra digitar por falta de costume, e eu praticava caligrafia com meu pai então tenho vontade até de escrever ao invés de usar o computador. - disse, virando-se para ele quando pediu para pesquisar algo que tivesse interesse, mas não conseguia pensar em nada no momento até o outro discorrer sobre o tal documento do diretor. - Hmmm... na minha linhagem não tem muito isso, mas eu acho que em jiu-jitsu é assim, que um cara tem que segurar o outro até ele se render? Eu não entendo muito das outras artes marciais, só das linhagens de kung fu. Mas a gente pode procurar sim. Podemos pesquisar...

Já ia digitar o equivalente da pesquisa em mandarim, mas sabia que Yure teria mais habilidade naquilo.

- Eu acho melhor você pesquisar. Se eu pesquisar em mandarim, você não vai saber ler o que tem escrito, né? Mas se você pesquisar em francês, nós dois podemos ler. - disse, dando espaço para que ele sentasse de novo, cedendo o computador para o outro.

Yure

Então o amigo tinha treinado caligrafia também? Parecia até aqueles filmes de época chineses onde tinha toda uma filosofia por trás de cada ideograma, “treinar a escrita é como treinar a espada” e essas frases de efeito, embora não conseguisse imaginar a relação de um pincel e de uma espada em si: – de qualquer forma é bom gravar como é o atalho pra mudar o idioma caso precise digitar algum trabalho e entregar impresso. – comentou a critério de nota, afinal era triste o amigo ter uma coisa e não conseguir usar direito por causa de uma coisa simples como os ideogramas.

Concordou com um aceno de cabeça quando o amigo disse que era melhor pesquisar em francês já que os dois poderiam ler. Sentou-se na cadeira e mudou o idioma do teclado para ocidental novamente digitando a frase como lembrava ter lido no contrato de mentira do diretor: – “relação de dominador e submisso” – repetiu em voz alta, e quando deu enter, os primeiros links que apareceram foi sobre um filme: – cinquenta tons de cinza num é aquele livro de sexo? Minha mãe disse que virou febre entre as alunas, confiscou um monte pra elas prestarem atenção nas aulas! – comentou entretido rolando o scroll pra baixo, até achar um link com os dizeres “verdades e mentiras sobre dominador e submisso e BDSM”, clicando no mesmo, foi redirecionado para uma página bastante chamativa com fotos bem indiscretas:

– wow! Nossa! Eu não sabia que esse negocio de “dominador e submisso” tinha haver com sexo. O que é isso?! – clicou em uma das imagens, ampliando uma cena bem explicita de uma mulher nua completamente amarrada e uma expressão bem intensa de prazer no rosto: – engraçado, a pessoa tá amarrada, mas parece que tá gostando, estranho não é? – se virou para o amigo, para dar de cara com um Oliver da cor de um pimentão maduro: – você tá bem cara?

Oliver

- Tá, já sei onde é! - concordou sobre o atalho do teclado, prestando atenção de novo quando Yure o usou para mudar o idioma de novo e poder fazer a pesquisa do tal assunto de dominador e submisso. Apenas uma série de links apareceu na tela e ele não leu muitos deles, Yure sendo bem mais rápido ao comentar sobre um tal livro de alguns tons. - Hm? Sexo? M-Mas não era de luta? Não sei que livro é esse... - engoliu em seco, sentindo o rosto já tomar um tom breve de vermelho.

Não tinha o menor costume de falar sobre aquele assunto, no fim das contas, não tinha como se acostumar ou reagir tão casualmente. Tinha desviado os olhos por um instante quando ouviu a exclamação do outro, virando o olhar de novo para a tela que tinha se enchido de algumas imagens bem... estranhas e constrangedoras. Abriu a boca para comentar algo, mas ficou com os olhos vidrados nas imagens sem conseguir processar direito o que estava vendo, até Yure fazer questão de ampliar uma imagem que tinha uma mulher nua e amarrada, com uma expressão muito estranha. Quase não ouviu o comentário de Yure para si, o rosto ficando mais vermelho do que os cabelos do colega, até ouvir a pergunta se estava bem, parecendo acordar do transe.

- AHHHHH!!! P-P-P-Por que é q-q-que apar-r-eceu is-s-so?!?! - levou as duas mãos ao rosto, tentando cobrir o mesmo e os olhos, mas a curiosidade falou só um pouquinho mais alto a ponto de se virar e confirmar que tinha mesmo visto uma mulher toda amarrada e nua. - N-num era uma c-c-c-coisa d-d-e l-luta?! E-ela t-t-tá nua! E-e-e... p-p-porq-ue t-t-tá g-g-gost-ando?! C-C-como você s-s-sab-e que tá gost-t-tand-d-do?!

Yure

Então o amigo desatou a falar, ou quase isso já que todas as palavras saíram entrecortadas, meio gaguejadas como se ele não soubesse o que estava vendo, parecia que nunca nem tinha visto uma garota sem roupa: – como eu sei que ela tá gostando, ué… olha a cara dela, dá pra perceber que ela tá gostando, porque?! Ai eu já não sei dizer. – comentou simplesmente olhando da tela do monitor para o rosto do amigo todo vermelho e constrangido:

– ou Oliver, você nunca teve curiosidade de ver uma garota sem roupa? Nunca parou pra comprar uma dessas revistas da playboy ou coisas assim? – comentou na maior naturalidade, embora pelas expressões mais exageradas do amigo conseguisse concluir qual seria a resposta: – não vende esse tipo de coisa na China? Pensei que se vendia todo tipo de coisa na China!!!

Girou na cadeira com rodinhas que usava na escrivaninha encarando agora o amigo que parecia que tinha pifado e surtado por um momento: – ok! Respire se não você vai surtar. – só então, voltando a atenção ao computador e minimizando o navegador para então encarar Oliver novamente: – você precisa relaxar mais Oliver, foi só uma mulher nua, seus pais nunca falaram sobre sexo com você? – comentou aquele ponto, completamente descrente que em pleno 2014 os pais não instruíssem seus filhos sobre sexo.

Oliver

- E-e-e-eu n-não quero olhar pra cara dela! Ela devia est-t-tar com dor!! E-Esses... essas c-c-c-ordas parecem apertadas!!! - disse, ainda assim olhando entre os dedos entreabertos sobre o rosto para a imagem para confirmar o que estava dizendo, desviando o olhar depois. Sentia o rosto queimar ainda mais, na verdade, o corpo todo queimava e estava vermelho até o último fio de cabelo. Acabou levantando as pernas sobre a cama quando Yure perguntou se tinha curiosidade de ver uma garota sem roupa. Claro que tinha... mas era uma coisa tão surreal que não sabia exatamente o que pensar ou como pensar e só ficou com a cabeça rodando ainda mais. - E-E-eu n-n-num é pra... v-v-er s-só quando c-c-asa, n-né?! E-e-e-e... o q-que é p-p-layb-boy?! F-Fecha isso!!!

Tentava não prestar muita atenção na imagem, mas não tinha como, já que era algo novo, desconhecido e muito chamativo. Constantemente olhava de Yure para a tela do computador, levado por uma curiosidade e um incômodo diferentes. Acenou positivamente e frenético quando o outro disse para relaxar, respirando fundo e finalmente desviando o olhar do computador quando a imagem foi tirada da tela.

- N-N-Nã-o... n-nunca p-p-pergunt-t-tei nada pr-pro meu p-p-pai... - respondeu, engolindo em seco, puxando as pernas sobre a cama e escondendo a boca com os joelhos dobrados junto ao corpo, apoiando as mãos neles. O rosto estava ainda mais avermelhado. - E-E-eu n-não sei m-muita c-c-coisa d-disso... - engoliu em seco de novo, tentando respirar fundo e se controlar, embora fosse muito difícil àquela altura. Sentia o corpo todo ainda quente, uma sensação muito estranha com a qual estava pouco acostumado.

Yure
Yure observou pasmo todas as reações adversas que o amigo fazia, então era possível um garoto em seus plenos dezesseis anos nunca ter conversado sobre sexo com ninguém. Suspirou e coçou a cabeça achando a situação estranhamente complicada para algo que era incrivelmente simples: – na verdade não, você não precisa casar pra fazer sexo, a menos que você seja cristão ortodoxo praticante, ai a religião prega que você deve se manter puro até o casamente, mas como não é o seu caso imagino, já que a China não é um pais fortemente cristão, então… não tem problema nenhum fazer sexo antes de casar. – falou tão naturalmente que quem ouvia imaginava que o mais novo tinha algum nível de maturidade ali.

Yure se levantou de onde estava sentando-se próximo do amigo, levando a mão ao topo da cabeça de Oliver que ainda estava incrivelmente vermelho, e era até fofo como ele conseguia ficar constrangido com uma coisa tão boba: – e outra, tanto não tem problema, como você pode fazer sexo com quem você quiser, seja garotas ou garotos! – comentou aquele ponto, antes que o amigo surtasse de vez, era melhor explicar tudo de uma vez: – por exemplo, eu já sai com garotos também, e é bom, muito bom, é diferente de sair com garotas é claro, mas é gostoso do mesmo jeito. – dessa vez foi o ruivinho que ficou um pouco corado com a recordação recente do que tinha passado.

Então bateu a mão sobre a outra como se tivesse tido uma ideia brilhante, virando-se para Oliver e falando bem perto: – se você quiser, a gente pode ver um filme pornô, pra você perder a sua vergonha com sexo, o que acha? Pode ser um pornô convencional homem e mulher, ai quem sabe vendo não passa um pouco da sua vergonha, ein?

Oliver

Piscou várias vezes, sem conseguir seguir exatamente a linha de explicação do outro sobre poder fazer sexo se não fosse cristão-sabe-se-lá-o-que. Não fazia ideia se havia problema ou não, mas estava tão acostumado com a vida na China em que as coisas eram daquele jeito... mas também não tinha como esquecer que não tinha um pai porque sua mãe não tinha casado com ele, por isso tinha um pai adotivo. Ainda assim, parecia informação demais para o rapaz que apenas abraçou as pernas mais nervoso, respirando fundo enquanto a cor avermelhada no rosto apenas se intensificava, até ouvir Yure explicar que podia fazer aquilo com homens e mulheres.

- Ahhhh!!! Ahhhh!!! Ah! - não conseguiu falar outra coisa para responder, quase gritando só como se não quisesse ouvir aquilo. Ficou com o rosto ainda mais quente quando lembrou da cena no dojô e como tinha ficado curioso com aquilo também, será que tinha alguma coisa de errada com ele?! Não era pra descobrir aquelas coisas só quando fosse mais velho?! E como assim Yure tinha saído com garotos e garotas e era... gostoso. - C-C-Como assim?! Vo-você já fez sexo com homens?! E mulheres?! SÉRIO?! C-Como ass-sim é g-g-gost-t-toso?! - o rosto ficou ainda mais vermelho, se era possível aquilo, arregalando os olhos ao encarar o outro com estranheza e curiosidade.

Engoliu em seco, estremecendo e quase se defendendo quando sentiu o ato tão natural de Yure colocando a mão no topo da sua cabeça, o corpo quente por conta da conversa constrangedora que só piorou quando Yure propôs que vissem um filme pornô.

- P-p-por que ia... perder a v-v-ergonha?! E-E-eu n-não qu-quero ver dois estranhos f-f-fazendo iss-s-so!!! - falou, a respiração ficando ainda mais intensa quando sentiu o rosto queimar com a possibilidade.

Yure

Então assistir o filme não era uma boa ideia? No final das contas se não fossem assistir pessoas fazendo qualquer coisa do gênero, só restava fazer mais diretamente, não que ignorasse o fato de Oliver ser fofo e isso até era atraente, mas não sabia se isso seria o melhor ou não para o amigo: – primeiro, respire fundo e tente se acalmar, pelo menos um pouco. – começou, apoiando-se sobre os braços atrás de si e olhando o amigo todo encolhido abraçado aos próprios joelhos de cima a baixo, imaginando porque ele estava se mantendo naquela posição: – ok, você não quer ver dois estranhos se pegando… hmmm… – ficou pensativo por um momento olhando para o teto do quarto.

Mas logo voltou a olhar para o amigo a expressão claramente curiosa, encarou o rosto e depois as pernas dobradas, franzindo o cenho de leve e só então voltando a encara-lo mais diretamente: – sério mesmo! já fiz sim! e é bom, tão bom quanto ficar com garotas, na verdade fazer sexo é gostoso de forma geral! – comentou despretensioso, agora fazendo uma expressão mais curiosa: – ou Oliver, você já ficou excitado alguma vez na sua vida? Sabe como é se sentir excitado? – e naquele momento o encarou novamente baixando o olhar como se tivesse caído a ficha: – você ficou excitado agora? Com aquela imagem e a conversa? – perguntou descrente.

Oliver

Ouviu a recomendação do outro e tentou seguir o que ele tinha pedido, respirando fundo várias e várias vezes, o corpo quente e estremecendo diante de todas as possibilidades que surgiam. Não fazia ideia de porque estava reagindo daquele jeito, mas era muito estranho e incômodo. Ainda não conseguia acreditar ou entender quando ele dizia que fazer sexo era gostoso. Não usava aquilo pra falar de comida?! Por que pra falar de sexo?! O tom avermelhado tomou conta de novo do rosto quando ele perguntou se tinha ficado excitado alguma vez na vida. No mesmo instante, deu pra trás na cama, quase caindo da mesma.

- AHHHH! P-por qu-que quer s-s-saber is-s-so?! C-C-Claro q-q-que n-n-não! C-C-Como as-s-sim?! - apertou mais os braços em volta das pernas, nem sabia do que ele estava falando exatamente. Ficava excitado de ter amigos, de treinar, mas não era aquilo que ele estava perguntando, não era? Os pés estava até ficando frios, a respiração levemente descompassada e um calafrio estranho descendo pelo pescoço até os dedos dos pés quando ele lhe lançava aquele olhar de cima abaixo, sabe-se lá porque, perguntando ainda se tinha ficado excitado com a conversa. - N-Não!!! P-Por q-q-que eu ia f-f-f-ficar e-excita-tado c-c-com is-so?! E-E-eu... é-- c-c-constrang-e-dor!

Engoliu em seco, não era empolgante conversar daquilo, não sabia porque Yure estava perguntando se estava excitado. Estava na verdade incomodado e o calor subia pelo corpo de um modo muito peculiar que tinha experimentado poucas vezes, e era ainda mais constrangedor. Principalmente no meio daquela conversa com Yure.

Yure

E é claro que aquela reação excessivamente exagerada e com o rosto totalmente vermelho apenas lhe denunciavam que o outro além de constrangido tinha sim ficado excitado, porque outro motivo ele segurava as pernas com tanto afinco? Voltou a encara-lo olhando de cima a baixo: – porque eu quero saber? Porque você parece excitado, você esta ai abraçado com as pernas, até parece que esta se escondendo. – gesticulou com uma das mãos, levando próximo do próprio baixo ventre, com o indicador para cima: – ficar excitado é sentir calores e arrepios, e isso responder diretamente em baixo, é fácil de perceber principalmente em caras, porque fica bem evidente. – falou na lata.

Depois caminhou sobre a cama se aproximando de Oliver, sentando-se do lado dele, levando a mão ao todo da cabeça do amigo novamente: – não precisa ficar com vergonha, nos somos amigos, eu não vou rir de você ou achar que você tá errado se você estiver excitado. Eu também fico assim se tiver um estimulo direto. – agindo daquela forma, só conseguia achar Oliver ainda mais fofo, na verdade aquela timidez toda era incrivelmente atraente, se o amigo fosse mais aberto, podia até tentar uma investida, ou talvez, fosse esse tipo de coisa que ele precisasse, quem sabe?

Se aproximou de Oliver como se fosse lhe cochichar alguma coisa no ouvido, comentando baixinho num tom cúmplice: – por exemplo…– lambeu o pescoço perto da orelha do amigo, do jeito que ele estava, se já estivesse excitado, com certeza aquilo seria estimulante de alguma forma.



Oliver

Apenas apertou mais os braços em volta das pernas como se aquilo fosse impedir Yure de deduzir alguma coisa a mais quando disse que ele parecia excitado. Estava era incomodado com o modo como o próprio corpo tinha reagido à conversa, à imagem. Arregalou os olhos exageradamente quando ele ainda exemplificou com os dedos o que exatamente tinha acontecido, o rosto queimando tanto que sentiu que ia desmaiar a qualquer instante.

- M-M-Mas... m-m-mas...! - nem conseguiu pensar numa resposta, lógica ou ilógica para dizer ao ruivo, a respiração travando no topo da garganta por descobrir apenas naquele instante o verdadeiro significado da palavra. - Ahhh! - encolheu os ombros quando ele se sentou mais perto, estranhando as reações do próprio corpo, vai que piorava?! Precisava era se levantar e sair dali, sabe-se lá como. - E-Eu e-e-eu... t-t-tenho que... arhhh!!!

Aquilo era tão estranho que não tinha como encontrar uma reação positiva. Não tinha como reagir, na verdade. Até a mão no topo da sua cabeça quase passou despercebida, o corpo estremecendo de leve com a proximidade mais intensa de Yure ao seu lado. Não era pra ele ficar mais perto, era pra ficar mais longe. Na verdade, naquela situação, queria estar sozinho e se enterrar num buraco - ou ao menos no banheiro.

- E-eu pr-preciso ir n-- AHHHHHHHHHHHH!!! - o calafrio percorreu o seu corpo intensamente quando sentiu o toque úmido na sua orelha, quase levantando a mão para socá-lo, mas conseguiu conter o movimento e ao invés de acertá-lo, acabou por empurrá-lo pelo ombro enquanto a outra mão ia até a boca para cobrir o máximo do rosto que conseguia, o baixo ventre reagindo mais do que teria imaginado, mantendo a distância entre os dois de um braço ao tê-lo empurrado. - P-p-por-por-por-p-p-por-q-q-q-quef-f-ez-is-s-so--!!!

Yure

E para sua surpresa ou não, o amigo tinha gritado, como se tivesse arrancado um pedaço dele, isso porque tinha sido uma simples e singela lambida, tinha de agradecer por ele ter apenas lhe empurrado e não dado um golpe ninja de kung fuu que lhe partiria no meio. Olhou do rosto corado do amigo, que parecia muito mais atraente envergonhado e constrangido para o baixo ventre, agora mais visível já que ele tinha soltado as próprias pernas:

– eu não tinha errado você ficou mesmo excitado! – apontou com a mão livre e depois ergueu novamente o olhar: – eu que devia perguntar porque você gritou. Foi ruim por acaso?

Suspirou encarando o amigo e pondo uma reação compreensiva no rosto, no final das contas Oliver estava em pânico porque não entendi ao que se passava com o próprio corpo. No final das contas se tinha deixado o amigo naquele estado tinha de pelo menos ajuda-lo a se resolver: – hey Oliver, o que você acha deu te mostrar algumas coisas hum? No final das contas somos amigos, não sou um estranho pra você, e é melhor você aprender com alguém que você confie, a menos que você não confie em mim pra te ajudar. – comentou muito sinceramente, afinal, não era como se fosse um esforço se sentir atraído pelo amigo, ele era bonito, fofo, e tímido e envergonhado daquele jeito ficava ainda mais atraente.

Oliver

Mantinha uma das mãos sobre a boca e a outra mantendo a distância entre ele e Yure, como se ao abaixar a mão, as coisas fossem piorar de algum jeito que não podia imaginar. Não tinha como ficar mais vermelho do que já estava, se mais sangue circulasse pela sua cabeça, começaria a sangrar pelo nariz e pelas orelhas, especialmente quando ele reforçou que tinha ficado excitado, agora com o entendimento melhor do termo naquela situação. Logo ele perguntou se tinha sido ruim e queria poder falar um milhão de coisas, mas a única reação foi pressionar mais a mão nos lábios - como se aquilo fosse impedi-lo de gritar de novo e chamar atenção de mais alunos - e menear a cabeça num aceno negativo. Não é que tivesse sido ruim, tinha sido estranho. Mas não conseguiu explicar aquilo para Yure também, sentindo-se consciente demais do próprio corpo agora que Yure apontava tudo com tanta facilidade e sem se importar em comentar aquilo. Como é que ele podia estar tão calmo?!

- Q-Q-Que?! M-m-most-trar o q-q-q-que?!?! - perguntou, alarmado, a situação com o corpo começando a se tornar bastante incômoda na verdade, pressionando as pernas uma contra a outra, os dedos folgando um pouco desavisados sobre a camisa de Yure. - A-a-ap-p-prend-d-der?! E-euueu-e-eu... t-t-t-enh-hho q-que ap-prender?! C-Claro que eu c-c-onfio!

Piscou algumas vezes, sem conseguir entender ainda diretamente o que estava acontecendo e o que Yure queria lhe ensinar. Ele queria ensinar alguma coisa sobre sexo? Ia lhe mostrar mais imagens?! A cabeça estava girando tanto que não tinha como pensar nas possibilidades além da situação estranha em que já estavam.

Yure

Não sabia se o amigo tinha entendido sua proposta, pois quase nada do que ele dizia parecia inteiro para formar uma frase, gaguejava mais do que falava, e se contorcia tentando em vão esconder o óbvio, ele realmente precisava de ajuda. Pelo menos sentiu o aperto na camisa folgar e uma resposta quase positiva vir dos lábios encobertos do amigo: – que bom que confia em mim! – sorriu compreensivo, segurando a mão de Oliver que ainda estava em sua camisa:– Vou lhe mostrar algumas coisas, que você provavelmente vai gostar…

Então começaria devagar, provavelmente com alguma coisa que fosse menos agressiva pra ele, o beijaria, mas ele provavelmente entraria em pânico, talvez engasgasse com saliva ou prendesse a respiração até desmaiar, vai saber. Então beijou o topo da mão de Oliver, deslizando os lábios pelos dedos, respirando quente ali: – isso é uma carícia… – murmurou brevemente, não tinha como ele reagir negativamente a um beijo na mão? Pelo menos esperava que não.

Seguiu deslizando os lábios pela extensão dos dedos, beijando a ponta dos mesmos, mordiscou de leve, depois beijou-lhe a palma da mão, respirando quente ali, deixando que mantivesse próxima ao rosto do ruivinho: – isso é ruim? – encarou Oliver mais diretamente, esperando alguma reação dele que não fosse outro grito de pânico.

Oliver

Engoliu em seco quando ele disse que ia mostrar alguma coisa que gostaria. Pelo rumo que as coisas tinham seguido, não esperava nada bom... bom, ao menos nada que já estivesse acostumado. Ainda estava morrendo de vergonha por estar naquela situação perto de um amigo. Por que é que tinha que reagir daquele jeito?! Tá que Yure não parecia se incomodar com aquilo tanto quanto ele... será que era mesmo normal para que amigos ajudassem os outros naquele tipo de situação? Afinal, com quem mais ia falar sobre sexo e aquelas coisas? Só não seria com o seu pai.

Perdeu a chance de perguntara o que exatamente ele ia fazer, baixando a mão dos lábios mas ainda sentindo o coração acelerado. Ia soltar a camisa dele, a mão que escondia o rosto seguiu até a barra da camisa, puxando-a para baixo como se pudesse esconder algo ou evitar que o outro notasse o que já era óbvio demais. Mas foi pego desprevenido quando Yure lhe segurou a mão e beijou-a rapidamente, dizendo que era uma carícia. Bom, não podia ver nada de errado com um beijo na mão, não era? Não era nada para se desesperar totalmente e o corpo não ia reagir aquilo. Ao menos era o que achava, até que ele continuou roçando os lábios em seus dedos, mordendo-os de leve e beijando a sua palma, um arrepio ainda mais intenso passando pelo seu corpo da ponta dos dedos que ele tinha mordido até o último fio de cabelo. Sentiu os pelos do corpo eriçarem, os músculos se retesando no mesmo instante como se estivesse prestes a reagir em alguma técnica, mas acabou não fazendo nada além de mover as pernas sobre a cama, um suspiro involuntário escapando dos lábios a ponto de ficar ainda mais avermelhado.

Não conseguiu responder nada, a mão trêmula perto demais do rosto dele. Estava tão consciente do outro e do próprio corpo que foi o suficiente para não fechá-la num soco naquela posição tão propensa. A única coisa que conseguiu fazer em resposta foi balançar a cabeça num aceno negativo. Não tinha sido ruim... tinha ficado mais quente. Estranhamente mais quente.

Yure

Muito bem, pelo menos ele tinha admitido que não tinha sido ruim, já era um começo muito bom, sorriu gentil para o amigo: – viu só como é bom?! – comentou num tom confidente para o amigo, beijando a palma da mão dele novamente em uma carícia gentil. E em seguida beijou o topo da mesma novamente, olhando rapidamente para Oliver como se pedisse permissão – vou continuar ok?

Dito isto, lambeu a extensão dos dedos e entre eles, agora em um gesto muito mais sugestivo do que qualquer outra coisa, mesmo que Oliver não entendesse o significado daquilo, o calor da língua úmida deslizando sobre a pele com certeza era uma sensação estimulante. Seguiu com as carícias fazendo uma trilha de beijos sobre o braço de Oliver, entrelaçando os dedos da mão com os dele, se aproximando do corpo do amigo a medida que prosseguida, hora deslizando os lábios, hora beijando, parando apenas quando já estava na altura do ombro, depositando um beijo ali.

Manteve os dedos entrelaçados, o polegar fazendo uma carícia no centro da palma da mão de Oliver, aproveitando que já tinha feito caminho até o ombro aproveitou para seguir com os beijos até a altura do pescoço, se afastando apenas para beija-lhe a face, murmurando com os lábios próximos ao rosto do amigo: – posso te beijar?

Oliver

Definitivamente as palavras tinham fugido fosse em francês ou em mandarim. Ficou ainda mais constrangido quando ele ressaltou como aquilo devia ser bom e que iria continuar. A mão ainda estremecia segurada pela dele e arregalou mais os olhos quando dessa vez, ele começou a lamber-lhe os dedos. Sentiu o incômodo aumentar ainda mais no baixo ventre, pressionando de novo as pernas e puxando a camisa mais para baixo. Antes que pudesse perceber, os olhos estavam apenas entreabertos, a respiração descompassada, os dedos se movendo em resposta aos toques e beijos do outro naquela área antes de subirem pelas costas da mão pelo braço.

- Hahh... - o suspiro saiu dos lábios entreabertos, o peito subindo e descendo enquanto sentia uma necessidade crescente de baixar a mão especificamente pelo ventre até o meio das pernas, embora não tivesse a menor coragem de fazer aquilo com Yure bem ali do seu lado. A cada beijo, o corpo estremecia, o coração acelerando mais intensamente e os olhos fechando em resposta aos estímulos como se pudesse senti-los melhor daquele jeito, mergulhando num mundo de sensações tão novas que se perdeu totalmente a ponto de não perceber como Yure estava perigosamente próximo.

Claro, até ouvir a voz dele próximo demais do seu rosto, ignorando até o detalhe de que tinha sentido a trilha de beijos até ali, a mente desconectando aleatoriamente o fato de que se sentia os toques naquela altura, era porque o ruivo estava perigosamente perto. Não sabia o que teria sido pior: ouvi-lo pedindo para lhe beijar, ou ter sentido os lábios dele nos seus. O fato foi que abriu os olhos de uma vez, assustado com a proximidade, reagindo antes mesmo de pensar.

- Ahhhh!!!! - levantou a mão que ele mesmo tinha beijado antes, acertando-o no peito com a palma aberta, virada de lado, empurrando-o com força a ponto do outro se afastar um metro e cair sentado na cama, felizmente, tinha sido com a palma aberta e a posição não era lá ideal para machucar demais o outro. O rosto ficou ainda mais avermelhado, as pernas trêmulas, os olhos arregalados ao se curvar na direção do outro. - AimeuDeus!!! Yure! Você está bem?! D-D-Desculpe!!! Desculpe, desculpe, desculpe!!! Eu te machuquei muito?! Eu sinto muito!!! MUITO MESMO! - ajoelhou-se na cama, curvando o corpo para se curvar com a testa tocando no colchão, os olhos lacrimejantes fosse por conta do excesso de estímulos, fosse pela preocupação de ter machucado o ruivo de verdade. O pior de tudo era que ainda estava incomodado e aquela posição só lhe deixava mais ciente das condições do seu corpo. - Eu sou um péssimo amigo! D-D-Desculpe!!! E-E-E-eu... arhh!!

Yure

As coisas estavam caminhando até bem, exceto pelo fato que no momento que pediu um beijo parecia que tinha ligado o botão de auto defesa do amigo, sendo acertado e arremessado longe, quase caindo fora do colchão da cama. Sentia uma dor incomoda no meio do peitoral, e pensar que mesmo naquelas condições ele conseguia lhe golpear assim: – ui! Sem problema! Eu acho que não quebrei nada! Hahah! Não se preocupe! – sentou na cama, massageando a área atingida vendo o amigo naquelas condições, e bem se ele reagia assim a um beijo imagine se fossem pra outras instâncias:

– eu não imaginava que você fosse tão travado pra contato físico! Foi só um beijinho, tipo selinho e tals! – suspirou encarando o amigo, queria ajuda-lo mas não tinha muitas ideias do que podia fazer, sem levar um golpe kung fuu ninja de volta: – e agora? Não tenho como lhe ajudar se você reagir no automático pra me afastar. – olhou em volta como se buscasse alguma solução milagrosa que pudesse lhe ajudar com aquela situação: – do jeito que você é forte, acho que nem amarrando dá pra segurar! – comentou em tom de piada, como se não estivesse levando a sério o próprio comentário, até parar e ponderar:

– hey Oliver, você não quer bater em mim não é? É tipo, seu modo automático certo? Se eu te amarrasse só pra você não bater em mim, você não ficaria bravo, ficaria? – por mais louca que a ideia parecesse, era ainda mais louco imaginar que um garoto não conseguisse controlar os próprios impulsos e socasse tudo que se aproxima dele.

Oliver

Sentia o corpo todo tremer e os braços principalmente, esperando qualquer resposta de Yure, o calor no corpo lhe deixando sem saber o que fazer. Não tinha como Yure lhe ajudar daquele jeito, era meio óbvio, não queria machucar o amigo, mas também não podia continuar naquele estado e já estava começando a incomodar de verdade.

- Desculpe! E-e-e-eu n-num to acostumado! T-t-todo mundo que chegava perto... queria me b-b-bater...! - levantou apenas a cabeça, mantendo o corpo curvado, talvez aquela posição fosse melhor apenas pra se esconder de Yure no estado em que estava.

Levou as duas mãos até a cabeça, tentando se esconder, bagunçando os cabelos e sentindo a respiração ainda mais descompassada com as reações que tomavam conta do seu corpo. Como é que tinham chegado naquele nível?! Quase saltou, levantando o corpo mas ainda ficando na posição de seiza quando ele ainda perguntou se não queria mesmo bater nele.

- Claro que eu não quero bater em você! Você é meu amigo, por que é que eu ia querer?! F-F-Foi só um acidente!!! - respondeu, quase choramingando, o movimento tinha deixado o corpo ainda mais sensível com o forçar das pernas e simplesmente puxou a camisa mais para baixo, quase rasgando o tecido, tentando cobrir o corpo. Levantou o olhar pra ele, piscando algumas vezes, os olhos cintilantes quando ele falou sobre lhe amarrar, lembrando-se logo de como a mulher estava amarrada na imagem. - A-A-Amarrar?! C-C-como aquela mulher?!?! N-não p-p-parece b-b-bom!! - respirou fundo, remexendo as mãos segurando a barra da camisa, baixando a cabeça. Não era como se fosse uma péssima ideia, embora não lhe agradasse aquele monte de nós e cordas, do jeito que estava, ia começar a se sentir dolorido... aquilo já tinha acontecido e não era legal. - Yure... - mordeu os lábios, levantando o olhar pra o amigo, segurando a roupa ainda com mais força e vergonha que antes. - E-E-E-Eu... estou e-e-est-t-tranho...!!! N-N-Não é-é b-b-bom!!!

Yure

Ok, tinha de admitir pra si mesmo, que Oliver conseguia superar Lui em fofura, como o amigo conseguia ser tão incrivelmente fofo e irresistivelmente charmoso, tinha vontade de abraça-lo e encher de beijos, mordidas e carícias e vê-lo ficar ainda mais vermelho, é claro, se isso não significasse ter muitos ossos quebrados: – você não tá estranho, só precisa de alívio. – comentou aquele ponto bem sabendo como era agoniante estar naquele grau de excitação e precisar se aliviar, e do jeito que ele estava não tinha muita certeza se um banho frio resolveria, talvez antes, mas não tinha pensado nisso primeiro, e a essa altura do campeonato não é como se fosse funcionar: – não precisa ficar tão amarrado como aquela mulher, posso amarrar suas mãos juntas, e suas pernas pra você não me chutar, não vou lhe fazer mal nenhum. – sorriu em resposta.

Se levantou de onde estava voltando a atenção ao notebook e procurando rapidamente no site algum tipo de nó fácil de fazer, e bem tinham muitas formas de se amarrar uma pessoa, mas tinha alguns nós mais básicos que podia usar, só precisava restringir os braços e pernas do amigo: – pronto, achei um fácil, só mãos e pés. – apontou para o monitor mostrando outra mulher com os seios amostra pela blusa aberta, as mãos juntas amarradas acima da cabeça, e as pernas afastadas amarradas também:

– me deixa cuidar disso Oliver! Você não disse que confia em mim? – rodou na cadeira, olhando novamente para o amigo, com um ar confiante de quem tinha achado uma resposta plausível e possível para aquele problema.

Oliver

Queria mesmo que um buraco se abrisse debaixo dele, principalmente ao ouvir Yure falar tão naturalmente que ele só precisava se aliviar. Sabia daquilo, embora na situação que estivesse fosse muito difícil pensar numa solução ou conseguir se levantar sem se sentir ainda mais estranho. Confiava plenamente no amigo que ele não ia lhe fazer mal, nunca tinha feito aquilo, por que é que ia começar agora? Apenas concordou com um aceno de cabeça quase inconsciente, observando-o seguir até o computador para lhe mostrar alguma coisa, fazendo questão de mostrar uma mulher nua de novo, mas amarrada só com as pernas e braços.

Engoliu em seco e teve a impressão fortíssima de que sentiu o baixo ventre pulsando, pressionando ainda mais as pernas fechadas, arregalando os olhos e quase rasgando realmente a barra da camisa de tanto puxar.

- N-n-não me m-m-mostre isso!!! - falou, prendendo a respiração, desviando o olhar de novo quando ele insistiu em lhe ajudar, reforçando sobre confiar nele ou não. - Eu j-j-já d-d-dis-se que confio!!!

Baixou o olhar de novo, não tinha como não se deixar levar pelo espírito animado e positivo de Yure, mesmo depois de quase tê-lo acertado em cheio com os avanços nas carícias. E precisava mesmo de alívio, então, por que não confiar no amigo? Sabia também que as possibilidades de atingi-lo eram altas, então... talvez não fosse tao ruim?

- P-p-pode am-mar-r-rar. - concordou finalmente com um aceno de cabeça, as mãos ainda estremecendo com os dedos esbranquiçados de tanto pressionar as mãos fechadas.

Yure

Se levantou num pulo quando o amigo admitiu que confiava nele e que podia então amarra-lo pra não ter nenhum osso quebrado pelo estilo ninja matador dele: – certo! Vamos lá então! – Olhou em volta se aproximando do amontoado de tralhas, peças e caixas que tinha amarrado mais cedo quando tentava em vão arrumar o quarto, era uma corda sintética pelo menos não tinha fiapos o que certamente iria machucar caso fosse uma corda convencional.

Se aproximou de Oliver notando como ele estava quase arrebentando o tecido da própria camisa de tanto puxa-la para baixo, sorriu compreensivo: – feche os olhos e respire fundo, talvez você fique menos constrangido se não estiver vendo. – tocou de leve as mãos do amigo, pra que ele soltasse a própria camisa, e em seguida segurou a barra da camisa: – levante os braços! – comentou em tom normal, aproveitando que ele ergueria os braços pra lhe tirar a peça de roupa, afinal ficaria complicado tirar a peça depois de amarra-lo. Olhou para o monitor, guiado pelo tutorial que tinha no site e fez o amarrado nos pulsos do amigo, tomando cuidado apenas para não prender a circulação, não sabia se estava muito apertado ou muito folgado, saberia se no meio do processo Oliver se soltasse e lhe golpeasse:

– agora deite, vou te amarrar na base da cama. – comentou naturalmente, como se fosse tipo, super normal você dizer pra uma amigo, “vou te amarrar na cama”, mas para o ruivo a maior preocupação era aliviar o amigo, não estava pensando se aquilo fazia muito sentido ou não. Aproveitou da folga da corda para fazer a amarração das pernas uma em cada perna da cama, embora já na segunda perna tivesse sobrado quase nada de corda para manter uma boa estabilidade: – e ai? Acha que consegue se soltar? – comentou olhando o corpo do amigo de cima a baixo, e vendo como ele estava notoriamente excitado e precisando de alívio, mas bem, tendo a confirmação do outro de que não estava fácil de soltar, poderia começar a resolver aquele problema.
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Descobertas e Testes [+18][Oliver] - by Yure - 09-27-2021, 04:11 PM
RE: Descobertas e Testes [+18][Oliver] - by Yure - 09-27-2021, 04:11 PM

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