09-28-2021, 10:27 PM
As coisas estavam finalmente indo bem para Xaiver. Depois do início de vida desastroso em Cerise com o acidente no porto e no cemitério, seguido da visita inesperada em seu apartamento e até do agente funerário mafioso italiano, ele estava começando a se adaptar. O mafioso não era tão mafioso e tinha até lhe dado um emprego como ajudante de serviços gerais na funerária, o que estava indo muito bem até ser assombrado por uma adolescente que ele tinha quase certeza de que não era uma pessoa viva, por mais que Diodoro insistisse que sim. Bom, se não estava sendo assombrado por fantasmas, seria assombrado pelos descontos no salário por causa do caixão quebrado no episódio da fantasminha.
Ele chegava à funerária logo cedo e saía no início da noite, não tinha muito o que fazer e ele ajudava pouco quando se tratava de lidar diretamente com corpos, o que agradecia internamente. Por outro lado, até ficava curioso de vez em quando, quando chegavam alguns corpos e Diodoro se trancava na sala dos fundos para poder dar um jeito na aparência dos mortos antes do enterro. A última coisa que Xavier precisava era ver um corpo de perto, especialmente aqueles de acidentes graves, mas enquanto varria o lugar e tirava a poeira, se pegava olhando discretamente na direção da sala de embalsamento.
Não prestou muita atenção em quanto tempo Diodoro ficou lá dentro, mas desistiu de espreitar e foi terminar o seu trabalho de organização na sala da frente. Ainda bem que não tinha nenhum cliente, porque ele não tinha cara nem preparo para atender alguém - não que a cara de Diodoro fosse melhor. Quando Xavier estava terminando de varrer a sala com os caixões na entrada, finalmente ouviu a aproximação de Diodoro e antes mesmo de se virar para perguntar o que faria depois, ouviu um baque alto e seco que fez com que ele quase pulasse no lugar, agarrando a vassoura com força, para só então perceber que depois do miado alto, Diodoro ainda tinha caído e batido a testa no portal.
- Caralho-- essa deve ter doído. - Xavier deu com a língua nos dentes antes de pensar duas vezes. Do jeito que estava alerta para a movimentação sobrenatural na funerária, nem tinha como ter achado graça da situação. - Cê tá bem?
Ele chegava à funerária logo cedo e saía no início da noite, não tinha muito o que fazer e ele ajudava pouco quando se tratava de lidar diretamente com corpos, o que agradecia internamente. Por outro lado, até ficava curioso de vez em quando, quando chegavam alguns corpos e Diodoro se trancava na sala dos fundos para poder dar um jeito na aparência dos mortos antes do enterro. A última coisa que Xavier precisava era ver um corpo de perto, especialmente aqueles de acidentes graves, mas enquanto varria o lugar e tirava a poeira, se pegava olhando discretamente na direção da sala de embalsamento.
Não prestou muita atenção em quanto tempo Diodoro ficou lá dentro, mas desistiu de espreitar e foi terminar o seu trabalho de organização na sala da frente. Ainda bem que não tinha nenhum cliente, porque ele não tinha cara nem preparo para atender alguém - não que a cara de Diodoro fosse melhor. Quando Xavier estava terminando de varrer a sala com os caixões na entrada, finalmente ouviu a aproximação de Diodoro e antes mesmo de se virar para perguntar o que faria depois, ouviu um baque alto e seco que fez com que ele quase pulasse no lugar, agarrando a vassoura com força, para só então perceber que depois do miado alto, Diodoro ainda tinha caído e batido a testa no portal.
- Caralho-- essa deve ter doído. - Xavier deu com a língua nos dentes antes de pensar duas vezes. Do jeito que estava alerta para a movimentação sobrenatural na funerária, nem tinha como ter achado graça da situação. - Cê tá bem?
