10-06-2021, 03:42 PM
Sentiu o arrepio atravessar seu corpo com o toque mais seguro em seu braço e as palavras do enfermeiro. Ergueu o olhar para observar melhor o rapaz, piscando algumas vezes, apreensiva por não conseguir enxergar com exatidão pela falta do par de óculos. Ainda assim, conseguia reconhecer o cabelo vermelho e os fios claro do sujeito. Ficou com o braço ainda tenso, mas não ousou se mover e terminar piorando a sensação invasiva da agulha em seu braço.
Ouviu o aviso sobre seu "namorado" e baixou o olhar de novo, sentindo as lágrimas que haviam se formado em seus olhos começarem a cair, lavando seu rosto. Não estava triste por Henrique não ser seu namorado, nem por não ter um namorado. Estava triste porque tinha certeza que havia sido sua culpa que o incêndio havia ocorrido na casa onde vivia com o português. Henrique não deveria sequer aparecer ali, deveria estar furioso com ela, apesar de ter salvo sua vida. Queria ao menos conseguir vocalizar e pedir perdão a ele por conta de sua incapacidade em cuidar de ambos.
Não se moveu, buscando evitar dar trabalho para o enfermeiro que parecia gentil e preocupado com seu bem estar. Concordou com um aceno positivo de sua cabeça sobre beber água, estava com sede de fato. Usou a mão livre para cobrir o próprio rosto, tentando ignorar o desconforto que era estar naquela maca, com frio e uma agulha enfiada em seu braço. Esperava que o enfermeiro pudesse ficar mais tempo, pelo menos prestar atenção ao toque dele era mais agradável que ficar sozinha ali, imaginando o que faria agora que sua residência havia pegado fogo.
Ouviu o aviso sobre seu "namorado" e baixou o olhar de novo, sentindo as lágrimas que haviam se formado em seus olhos começarem a cair, lavando seu rosto. Não estava triste por Henrique não ser seu namorado, nem por não ter um namorado. Estava triste porque tinha certeza que havia sido sua culpa que o incêndio havia ocorrido na casa onde vivia com o português. Henrique não deveria sequer aparecer ali, deveria estar furioso com ela, apesar de ter salvo sua vida. Queria ao menos conseguir vocalizar e pedir perdão a ele por conta de sua incapacidade em cuidar de ambos.
Não se moveu, buscando evitar dar trabalho para o enfermeiro que parecia gentil e preocupado com seu bem estar. Concordou com um aceno positivo de sua cabeça sobre beber água, estava com sede de fato. Usou a mão livre para cobrir o próprio rosto, tentando ignorar o desconforto que era estar naquela maca, com frio e uma agulha enfiada em seu braço. Esperava que o enfermeiro pudesse ficar mais tempo, pelo menos prestar atenção ao toque dele era mais agradável que ficar sozinha ali, imaginando o que faria agora que sua residência havia pegado fogo.
