10-11-2021, 11:23 AM
Diodoro só podia juntar uma quantidade limitada de papéis em pouco tempo, por mais que tivesse pressa de colocar todos de volta. Porém, sendo um bom funcionário, Xavier logo chegou ao seu resgate, o que lhe deixou aliviado. Se fosse sua irmã, que costumava trabalhar ali antes, ela provavelmente teria ajudado enquanto reclamava em italiano sobre o quão desastrado era. E o pior era que nem era desastrado!
- Não... acho. – o agente funerário respondeu a pergunta de Xavier com um movimento negativo da cabeça, mas pequena como fosse a sacudidela, ainda sentiu o peso na cabeça ao se mover.
Logo pegou os carnês que tinha derrubado no chão com ajuda de Xavier e agradeceu silenciosamente enquanto juntava os últimos embaixo da mesa. Subiu assim que todos estavam na sua mão, mas calculou mal o ângulo da subida e bateu a parte de trás da cabeça enquanto saía de debaixo da mesa para ficar em pé. Ao menos essa pancada não foi com tanta força, fazendo só um “tuc” breve. Mas ela foi um sinal forte de que o dia de Diodoro não ia ser fácil.
Depois das duas pancadas na cabeça, não recebeu mais nenhuma, porém, tropeçou no carpete de entrada quando foi tentar receber um cliente, perdeu o cartão da senhora para quem iria organizar o funeral e teve que buscar um monte de registros antigos para preencher outro. Os registros caíram em seu pé enquanto tentava carregar, além da poeira ter lhe causado uma crise breve de espirros com a qual teve que atender o telefone (e se ninguém lhe escutava quando estava normal, menos ainda sendo rude e espirrando horrores ao telefone com alguém cujo familiar faleceu recentemente). Depois de voltar para a sala com o falecido monsieur Reynold – que graças a Deus não teve nenhum vazamento de formaldeído ou nada do tipo – ainda derrubou café no chão, o que era o auge da falta de limpeza para Diodoro, afinal, aquele era seu ambiente de trabalho, e se café respingasse na roupa do velho Reynold, comeriam seu couro vivo, principalmente sua mãe.
Cansado, abatido e faminto de não ter tomado um café da manhã decente, depois de limpar a sala do fundo, Diodoro só fez mais uma verificação no corpo antes de voltar para sua mesa de trabalho e verificar que estava na hora do almoço. Merecia comer algo decente, pelo menos, depois de todo o trabalho.
- Hamburguer? – perguntou a Xavier enquanto pegava o telefone para ligar para o delivery de um restaurante que gostava.
- Não... acho. – o agente funerário respondeu a pergunta de Xavier com um movimento negativo da cabeça, mas pequena como fosse a sacudidela, ainda sentiu o peso na cabeça ao se mover.
Logo pegou os carnês que tinha derrubado no chão com ajuda de Xavier e agradeceu silenciosamente enquanto juntava os últimos embaixo da mesa. Subiu assim que todos estavam na sua mão, mas calculou mal o ângulo da subida e bateu a parte de trás da cabeça enquanto saía de debaixo da mesa para ficar em pé. Ao menos essa pancada não foi com tanta força, fazendo só um “tuc” breve. Mas ela foi um sinal forte de que o dia de Diodoro não ia ser fácil.
Depois das duas pancadas na cabeça, não recebeu mais nenhuma, porém, tropeçou no carpete de entrada quando foi tentar receber um cliente, perdeu o cartão da senhora para quem iria organizar o funeral e teve que buscar um monte de registros antigos para preencher outro. Os registros caíram em seu pé enquanto tentava carregar, além da poeira ter lhe causado uma crise breve de espirros com a qual teve que atender o telefone (e se ninguém lhe escutava quando estava normal, menos ainda sendo rude e espirrando horrores ao telefone com alguém cujo familiar faleceu recentemente). Depois de voltar para a sala com o falecido monsieur Reynold – que graças a Deus não teve nenhum vazamento de formaldeído ou nada do tipo – ainda derrubou café no chão, o que era o auge da falta de limpeza para Diodoro, afinal, aquele era seu ambiente de trabalho, e se café respingasse na roupa do velho Reynold, comeriam seu couro vivo, principalmente sua mãe.
Cansado, abatido e faminto de não ter tomado um café da manhã decente, depois de limpar a sala do fundo, Diodoro só fez mais uma verificação no corpo antes de voltar para sua mesa de trabalho e verificar que estava na hora do almoço. Merecia comer algo decente, pelo menos, depois de todo o trabalho.
- Hamburguer? – perguntou a Xavier enquanto pegava o telefone para ligar para o delivery de um restaurante que gostava.
