10-17-2021, 12:58 AM
Ainda com a mão sobre os olhos para esconder as lágrimas, concordou com o enfermeiro sobre ele se afastar para buscar água. Sabia que ele teria que ir cuidar de outros pacientes também mais cedo ou mais tarde, então não fazia sentido esperar que ele lhe desse atenção o tempo todo ali. Agradeceu mentalmente quando ele retornou e lhe ajudou a se sentar. Gemeu baixo de dor com o movimento ao sentir a agulha de novo em seu braço. Virou o rosto, o nariz já avermelhado pelo choro. Tomou a água com pequenos goles, suspirando aliviada quando o copo esvaziou e podia sentir a queimação em sua garganta diminuir o bastante para que conseguisse engolir a própria saliva sem sentir muito incômodo.
Concordou com um aceno de cabeça assim que o enfermeiro lhe ajudou a se deitar e tentou não virar o rosto para não ver a agulha que ainda estava em seu braço. Voltou a atenção para o rapaz, estendendo a mão do braço útil para poder pedir a ele que lhe conseguisse algum cobertor, considerando que não sairia logo dali. Foi então que Henrique adentrou na sala, chamando-lhe pelo nome. Automaticamente, sentiu os olhos enchendo de lágrimas de novo, imaginando que o homem iria finalmente brigar com sua pessoa pelo incêndio ocorrido.
Sequer prestou atenção ao que os dois conversavam, notando que o amigo havia guardado o celular. Como ele tinha recuperado o próprio celular? Se recordava que os bombeiros haviam chegado rápido e que tinha visto seu gatinho com Henrique antes de chegar ali no Hospital Geral de Cerise. Cobriu os olhos com a mão que conseguia mover de novo, tentando esconder o choro inutilmente, pois os soluços lhe denunciavam.
- Descul... pa... Henri... que... Desc... ulpa... Des... culpa... - tentou falar entre os soluços, o esforço fazendo com que o desconforto voltasse a sua garganta. Não fazia ideia do que iria fazer dali em diante. Talvez Henrique finalmente desistisse da ideia de ser seu colega de aluguel e decidisse que era melhor morar sozinho. Talvez conseguisse uma vaga no dormitório de funcionários de Limoges, mas não sabia por qual burocracia precisaria passar para conseguir um quarto. Talvez tivesse problemas no trabalho já que estava sem sequer conseguir falar, como iria conseguir dar aulas?
Concordou com um aceno de cabeça assim que o enfermeiro lhe ajudou a se deitar e tentou não virar o rosto para não ver a agulha que ainda estava em seu braço. Voltou a atenção para o rapaz, estendendo a mão do braço útil para poder pedir a ele que lhe conseguisse algum cobertor, considerando que não sairia logo dali. Foi então que Henrique adentrou na sala, chamando-lhe pelo nome. Automaticamente, sentiu os olhos enchendo de lágrimas de novo, imaginando que o homem iria finalmente brigar com sua pessoa pelo incêndio ocorrido.
Sequer prestou atenção ao que os dois conversavam, notando que o amigo havia guardado o celular. Como ele tinha recuperado o próprio celular? Se recordava que os bombeiros haviam chegado rápido e que tinha visto seu gatinho com Henrique antes de chegar ali no Hospital Geral de Cerise. Cobriu os olhos com a mão que conseguia mover de novo, tentando esconder o choro inutilmente, pois os soluços lhe denunciavam.
- Descul... pa... Henri... que... Desc... ulpa... Des... culpa... - tentou falar entre os soluços, o esforço fazendo com que o desconforto voltasse a sua garganta. Não fazia ideia do que iria fazer dali em diante. Talvez Henrique finalmente desistisse da ideia de ser seu colega de aluguel e decidisse que era melhor morar sozinho. Talvez conseguisse uma vaga no dormitório de funcionários de Limoges, mas não sabia por qual burocracia precisaria passar para conseguir um quarto. Talvez tivesse problemas no trabalho já que estava sem sequer conseguir falar, como iria conseguir dar aulas?
