10-18-2021, 04:17 PM
- Ela inalou muita fumaça e isso pode danificar garganta e cordas vocais. O médico já pediu uns exames de rotina para confirmar se houve algum dano mais grave aos pulmões. Mas ela está consciente, é um bom sinal. - Paul explicou o estado de Magali a Henrique. - Por enquanto, precisa receber medicação, se manter hidratada e evitar falar muito.
- Certo, não parece difícil. - Henrique concordou, colocando uma das mãos dentro do bolso e procurando o celular de novo. - Quando ela vai receber alta?
- Vamos esperar os resultados dos exames, dependendo disso, talvez precise ficar em observação durante a noite. Caso contrário, ela deve receber alta até o fim do dia. - explicou o enfermeiro, desviando de novo o olhar de Henrique para as tatuagens e depois para Magali, e foi bem em tempo de ouvir o som baixo do choro, seguido do movimento dela e a tentativa quase desesperada de se desculpar com o suposto colega de quarto.
Paul só olhou da mulher entregue ao choro para o homem tatuado que suspirou resignado em resposta, apoiando uma mão na cintura e ignorando o celular por enquanto.
- Por que está se desculpando? Não colocou fogo na casa de propósito. E ainda nem sabemos o que foi. - ele respondeu, e com aquela resposta, até Paul se divertiu internamente com a completa insensibilidade. - O chefe dos bombeiros disse que vai demorar uns dias para enviar o relatório. Eu já falei com a seguradora, mas temos que esperar a reforma, então eu vou procurar uma pousada pra ficarmos no meio tempo, a seguradora cobre parte do valor. Na academia que você ensina tem dormitório pra os professores, não é? Você prefere ficar lá? Quer que eu ligue pra alguém?
Não ajudava muito no estado da paciente que o amigo ficasse fazendo um monte de perguntas por cima uma da outra, especialmente porque ela devia evitar falar, então Paul achou melhor intervir, ficando de pé ao lado de Henrique.
- Posso sugerir que espere até um pouco mais tarde para resolverem os assuntos técnicos? Não é bom pra paciente ficar falando agora, pro conta da garganta. Também não é muito bom causar estresse, pode afetar o tempo de recuperação. - disse Paul, recebendo uma expressão torta de Henrique que ajustou o óculos no rosto.
- Eu não estou estressando ela. - ele retrucou, mas Paul só retribuiu com um sorriso de lábios fechados. Precisava mesmo discordar daquilo em voz alta?
- Certo. Eu preciso atender outros pacientes e pegar os resultados dos exames, se precisar de alguma coisa, me chame. - ele informou ao homem, voltando-se então para a paciente em seguida. - E a senhorita, evite falar muito agora, certo? Se sentir muito desconforto na garganta, beba um pouco de água. Eu volto para checar a sua recuperação.
- Certo, não parece difícil. - Henrique concordou, colocando uma das mãos dentro do bolso e procurando o celular de novo. - Quando ela vai receber alta?
- Vamos esperar os resultados dos exames, dependendo disso, talvez precise ficar em observação durante a noite. Caso contrário, ela deve receber alta até o fim do dia. - explicou o enfermeiro, desviando de novo o olhar de Henrique para as tatuagens e depois para Magali, e foi bem em tempo de ouvir o som baixo do choro, seguido do movimento dela e a tentativa quase desesperada de se desculpar com o suposto colega de quarto.
Paul só olhou da mulher entregue ao choro para o homem tatuado que suspirou resignado em resposta, apoiando uma mão na cintura e ignorando o celular por enquanto.
- Por que está se desculpando? Não colocou fogo na casa de propósito. E ainda nem sabemos o que foi. - ele respondeu, e com aquela resposta, até Paul se divertiu internamente com a completa insensibilidade. - O chefe dos bombeiros disse que vai demorar uns dias para enviar o relatório. Eu já falei com a seguradora, mas temos que esperar a reforma, então eu vou procurar uma pousada pra ficarmos no meio tempo, a seguradora cobre parte do valor. Na academia que você ensina tem dormitório pra os professores, não é? Você prefere ficar lá? Quer que eu ligue pra alguém?
Não ajudava muito no estado da paciente que o amigo ficasse fazendo um monte de perguntas por cima uma da outra, especialmente porque ela devia evitar falar, então Paul achou melhor intervir, ficando de pé ao lado de Henrique.
- Posso sugerir que espere até um pouco mais tarde para resolverem os assuntos técnicos? Não é bom pra paciente ficar falando agora, pro conta da garganta. Também não é muito bom causar estresse, pode afetar o tempo de recuperação. - disse Paul, recebendo uma expressão torta de Henrique que ajustou o óculos no rosto.
- Eu não estou estressando ela. - ele retrucou, mas Paul só retribuiu com um sorriso de lábios fechados. Precisava mesmo discordar daquilo em voz alta?
- Certo. Eu preciso atender outros pacientes e pegar os resultados dos exames, se precisar de alguma coisa, me chame. - ele informou ao homem, voltando-se então para a paciente em seguida. - E a senhorita, evite falar muito agora, certo? Se sentir muito desconforto na garganta, beba um pouco de água. Eu volto para checar a sua recuperação.
