10-20-2021, 04:01 PM
Sinceramente, Sasha não era o tipo que interferia na vida sexual de ninguém, afinal, era um mundo livre, e mesmo dentro da escola, desde que houvesse consentimento (e que ninguém fosse óbvio demais a ponto de ser pego), qualquer lugar era lugar. Aliás, a escola podia até apimentar o cenário um pouco? Era o que imaginava, se não precisasse de todo um protocolo e preparação mental primeiro. Porém, e colocava um grande porém aí, tudo isso mudava com a remota ideia de que o culpado de uma fornicação casual na escola era Isaac: o secretário do conselho estudantil, o paragono da organização, o cérebro por trás do carisma dos delinquentes, o bibliotecário das assinaturas de travesti, o arquivador de verbas e projetos inarquiváveis, o pai-filho-espírito-santo-amém que colocava o conselho para andar, o homem que colocou Isaac na lista de funções do conselho. Ouviria Renaud ecoar na sua cabeça que Isaac era um delinquente quando estava solteiro se não tivesse apenas lido a informação de um SMS.
Tinha que tentar tirar provas disso. Não que Renaud fosse mentiroso – nem Yure era, até onde sabia -, mas tipo São Tomé, “não viu, não voga”.
Foi até a sala do conselho onde certamente o secretário estaria e até deu uma olhada de longe para o caso de conseguir pegar uma cena pouco usual, mas era só Isaac lá dentro mesmo, fazendo seu trabalho. “E que trabalho chato, amigo”, pensou enquanto entrava devagar na sala, batendo na porta mais por cerimônia por não ser exatamente a pessoa mais silenciosa da face da terra.
- Lemont? – chamou, olhando ao redor para ver se tinha sinal do ruivinho ou se o outro estava à sós. – Preciso falar com você. Lhe chamaria para minha sala, mas notei que está trabalhando. Acho que vai ser rápido, então posso só fechar a porta para conversar. Tudo bem por você?
Tinha que tentar tirar provas disso. Não que Renaud fosse mentiroso – nem Yure era, até onde sabia -, mas tipo São Tomé, “não viu, não voga”.
Foi até a sala do conselho onde certamente o secretário estaria e até deu uma olhada de longe para o caso de conseguir pegar uma cena pouco usual, mas era só Isaac lá dentro mesmo, fazendo seu trabalho. “E que trabalho chato, amigo”, pensou enquanto entrava devagar na sala, batendo na porta mais por cerimônia por não ser exatamente a pessoa mais silenciosa da face da terra.
- Lemont? – chamou, olhando ao redor para ver se tinha sinal do ruivinho ou se o outro estava à sós. – Preciso falar com você. Lhe chamaria para minha sala, mas notei que está trabalhando. Acho que vai ser rápido, então posso só fechar a porta para conversar. Tudo bem por você?
