11-12-2021, 11:01 AM
De certo que o garoto e ambos os seguranças conseguiam correr bem mais que ele. Chegou apenas no momento em que o garoto estava terminando de dar um chilique, gritando e se debatendo como a criança mimada que era. Respirou fundo algumas vezes tentando recuperar o próprio fôlego com o rosto vermelho pela corrida inesperada. Colocou a mão sobre o próprio peito, franzindo o cenho para a cena que o adolescente estava fazendo com os empregados do pai.
- Isso... não vai... dar certo... - tentou falar, fazendo uma nova pausa antes de recuperar o fôlego finalmente. - Ele não quer ir! E vocês não vão conseguir levar ele sem terminarem machucando o menino! - aproximou-se dos seguranças, irritado com aquela situação em que a paternidade do irmão de Benjamin tinha acabado de lhe colocar, juntamente com o namorado. - Tudo bem, Daniel! Você pode ficar! - observou melhor os seguranças. - Podem soltar o garoto. Ele não quer ficar? Ele vai ficar. É melhor que acabarem machucando ele e dando algum problema com o pai dele. Ele vai mudar de ideia, vai ficar uma semana, depois vai sentir falta de casa e vai voltar. - adicionou, imaginando que, de fato, o garoto acabaria entediado de uma vida em Cerise, considerando que era uma cidadezinha do interior francês sem os luxos que ele deveria estar acostumado em ter vivendo sob as graças dos pais dele.
Apesar do ar mimado do garoto, algo lhe incomodava da fala dele sobre não ter ninguém esperando ele em Londres. Conhecia aquela realidade na vida de muitos dos alunos de Benjamin em St. Clavier, muitos dos garotos ali viam de famílias importantes, famosas ou ricas que não pareciam dar a atenção necessária a educação dos próprios filhos. Era uma realidade bem diferente da sua, considerando que costumava reclamar de todo o caos que sua família causava quando estava de volta. Nem mesmo distante, eles deixavam de lhe enviar mensagens todos os dias, até mesmo cartas e presentes eram recebidos todos os meses por ele e agora por Benjamin também que seus pais juravam que era só seu "melhor amigo" ali em Cerise.
- Sinto muito pelo trabalho de vocês em vir até aqui, mas estamos cuidando bem dele. E o Benjamin é mesmo o tio do garoto, ele não deveria ser proibido de estar aqui, não é? - tentou dialogar em defesa do garoto, preocupado, na verdade, com a situação desagradável que Benjamin poderia ter de lidar estando ali no lugar dele. Sabia que a relação entre os irmãos já era problemática o suficiente para que Benjamin tivesse que se estressar com o comportamento birrento do sobrinho.
- Isso... não vai... dar certo... - tentou falar, fazendo uma nova pausa antes de recuperar o fôlego finalmente. - Ele não quer ir! E vocês não vão conseguir levar ele sem terminarem machucando o menino! - aproximou-se dos seguranças, irritado com aquela situação em que a paternidade do irmão de Benjamin tinha acabado de lhe colocar, juntamente com o namorado. - Tudo bem, Daniel! Você pode ficar! - observou melhor os seguranças. - Podem soltar o garoto. Ele não quer ficar? Ele vai ficar. É melhor que acabarem machucando ele e dando algum problema com o pai dele. Ele vai mudar de ideia, vai ficar uma semana, depois vai sentir falta de casa e vai voltar. - adicionou, imaginando que, de fato, o garoto acabaria entediado de uma vida em Cerise, considerando que era uma cidadezinha do interior francês sem os luxos que ele deveria estar acostumado em ter vivendo sob as graças dos pais dele.
Apesar do ar mimado do garoto, algo lhe incomodava da fala dele sobre não ter ninguém esperando ele em Londres. Conhecia aquela realidade na vida de muitos dos alunos de Benjamin em St. Clavier, muitos dos garotos ali viam de famílias importantes, famosas ou ricas que não pareciam dar a atenção necessária a educação dos próprios filhos. Era uma realidade bem diferente da sua, considerando que costumava reclamar de todo o caos que sua família causava quando estava de volta. Nem mesmo distante, eles deixavam de lhe enviar mensagens todos os dias, até mesmo cartas e presentes eram recebidos todos os meses por ele e agora por Benjamin também que seus pais juravam que era só seu "melhor amigo" ali em Cerise.
- Sinto muito pelo trabalho de vocês em vir até aqui, mas estamos cuidando bem dele. E o Benjamin é mesmo o tio do garoto, ele não deveria ser proibido de estar aqui, não é? - tentou dialogar em defesa do garoto, preocupado, na verdade, com a situação desagradável que Benjamin poderia ter de lidar estando ali no lugar dele. Sabia que a relação entre os irmãos já era problemática o suficiente para que Benjamin tivesse que se estressar com o comportamento birrento do sobrinho.
