11-20-2021, 10:05 PM
Ouviu o relato com uma expressão apreensiva, imaginando como deveria ter sido difícil para uma criança lidar com uma marca como aquela quando ainda muito jovem. Agradeceu mentalmente a Deus por permitir que ele ainda mantivesse a visão. O enfermeiro parecia um profissional muito capaz e gentil, ainda que tivesse passado por uma situação tão complicada como a que ele lhe narrava.
- Ah, claro, obrigada... - respondeu, desejando não atrapalhar mais o serviço do enfermeiro. Acomodou-se na tal cadeira de espera e baixou o olhar, esperando que ele removesse a agulha de seu braço.
Cerrou os lábios com a sensação desagradável, antecipando o movimento da agulha que conseguia sentir muito bem dentro de seu corpo como algo estranho. Pelo menos, o medicamento que ele havia lhe oferecido era absorvido rapidamente por seu organismo e já se sentia com bem menos incômodo para falar, considerando que não conseguia falar normalmente ainda. Moveu a ponta dos dedos, apreensiva quanto a mover o braço que havia passado horas estirado e tensionado por conta do seu medo em mover a agulha de lugar.
- Isso é... normal... - avisou sobre a marca avermelhada onde a agulha havia sido colocada. Não queria que o enfermeiro pensasse que havia mexido o braço de novo depois de sair da maca. - E-eu nasci... prematura... por isso... ugh... por isso, eu tenho hipersensibilidade... - tentou justificar algo que era natural e o problema com o qual convivia desde quando se entendia por gente. - Se apertar... fica assim... - sorriu, tentando manter o bom humor.
- Ah, claro, obrigada... - respondeu, desejando não atrapalhar mais o serviço do enfermeiro. Acomodou-se na tal cadeira de espera e baixou o olhar, esperando que ele removesse a agulha de seu braço.
Cerrou os lábios com a sensação desagradável, antecipando o movimento da agulha que conseguia sentir muito bem dentro de seu corpo como algo estranho. Pelo menos, o medicamento que ele havia lhe oferecido era absorvido rapidamente por seu organismo e já se sentia com bem menos incômodo para falar, considerando que não conseguia falar normalmente ainda. Moveu a ponta dos dedos, apreensiva quanto a mover o braço que havia passado horas estirado e tensionado por conta do seu medo em mover a agulha de lugar.
- Isso é... normal... - avisou sobre a marca avermelhada onde a agulha havia sido colocada. Não queria que o enfermeiro pensasse que havia mexido o braço de novo depois de sair da maca. - E-eu nasci... prematura... por isso... ugh... por isso, eu tenho hipersensibilidade... - tentou justificar algo que era natural e o problema com o qual convivia desde quando se entendia por gente. - Se apertar... fica assim... - sorriu, tentando manter o bom humor.
