11-21-2021, 07:26 PM
Dominique respirou fundo, porque podia ver claramente a doutora Arlovskaya saindo pela tangente e tentando se livrar da bronca das enfermeiras. Mas sendo sincero, aquele raramente era um setor sob sua supervisão, ou então teria sido bem mais duro com as enfermeiras. Só não era da sua consciência deixar aquele tipo de comportamento relaxado acontecer sem chamar atenção.
Fechou os olhos longamente sentindo a cabeça doer ainda mais quando a palhaç- a colega de profissão decidiu fazer pouco de suas palavras. Mas felizmente ou infelizmente, sabia que ela tinha uma memória boa, e logo ela lhe confirmou que nada demais estava acontecendo ali. Só queria ser menos irritável quando se tratava de trabalho.
- Eu gostaria de dizer o mesmo, Arlovskaya. – murmurou enquanto apertava entre os olhos para aliviar a cabeça mais uma vez, lembrando o tanto de vezes que viu Natalia passeando pelo hospital como se ela não tivesse nada melhor para fazer. Se tinha alguém disposta a estar fora do próprio posto de trabalho era ela. Respirou fundo e então voltou o olhar para a médica, sério como sempre. – Não, terminei meus atendimentos marcados e vim buscar café, acabou o da fisioterapia. Então, por pura coincidência, me deparei com essa cena e com uma certa médica sendo conivente com esse comportamento displicente. E você, o que está fazendo aqui, além de assistir seriado com as enfermeiras?
Duvidava, sem nem pestanejar, que Natalia tinha feito a checagem como tinha dito. O médico pegou um par de copinhos plásticos e encheu, percebendo a inutilidade do segundo copinho com o café que não estava tão quente assim. Então tirou um remédio para dor de cabeça do bolso e tomou com café, respirando aliviado com o gole amargo da bebida.
Fechou os olhos longamente sentindo a cabeça doer ainda mais quando a palhaç- a colega de profissão decidiu fazer pouco de suas palavras. Mas felizmente ou infelizmente, sabia que ela tinha uma memória boa, e logo ela lhe confirmou que nada demais estava acontecendo ali. Só queria ser menos irritável quando se tratava de trabalho.
- Eu gostaria de dizer o mesmo, Arlovskaya. – murmurou enquanto apertava entre os olhos para aliviar a cabeça mais uma vez, lembrando o tanto de vezes que viu Natalia passeando pelo hospital como se ela não tivesse nada melhor para fazer. Se tinha alguém disposta a estar fora do próprio posto de trabalho era ela. Respirou fundo e então voltou o olhar para a médica, sério como sempre. – Não, terminei meus atendimentos marcados e vim buscar café, acabou o da fisioterapia. Então, por pura coincidência, me deparei com essa cena e com uma certa médica sendo conivente com esse comportamento displicente. E você, o que está fazendo aqui, além de assistir seriado com as enfermeiras?
Duvidava, sem nem pestanejar, que Natalia tinha feito a checagem como tinha dito. O médico pegou um par de copinhos plásticos e encheu, percebendo a inutilidade do segundo copinho com o café que não estava tão quente assim. Então tirou um remédio para dor de cabeça do bolso e tomou com café, respirando aliviado com o gole amargo da bebida.
