12-26-2021, 05:56 PM
Foi difícil para Dominique controlar as sobrancelhas de arquearem – foi talvez a coisa mais difícil do seu dia inteiro de trabalho – quando Natalia se convidou para ir jantar em sua casa, apesar de serem apenas colegas e não terem sequer uma relação vagamente amigável. Ela estava lhe provocando de propósito? Bom, de fato, mais surpreendente que ela se convidar seria se sua esposa tivesse mesmo feito o jantar. Quer dizer, ela sabia cozinhar, como toda socialite criada para ser esposinha perfeita, mas ela preferiria mil vezes pedir a empregada para fazer o jantar, e na ausência do seu filho, servir uma bela torta de climão entre os dois.
- A comida dela não é muito diferente da do hospital, doutora, mas é feita com muito sentimento. – Dominique respondeu com o que imaginava ser um bom equilíbrio entre ofensa e elogio, embora não devesse nada a Natalia que ainda queria exigir carne no jantar na casa de outra pessoa.
Na verdade, queria arrumar uma desculpa para sair daquele compromisso imaginário que tinha se metido com Natalia. Queria mentir que sua esposa não se sentiria confortável com a ideia de que ele ficasse aquele tempo fora, mas bem verdade era que inúmeras vezes voltava propositalmente tarde para casa. Aquele dia em particular sequer tinha um bom compromisso imaginário para criar, seu filho havia saído com alguns amigos e a esposa claramente já tinha arranjado algo mais interessante para fazer que voltar para casa. Com as batidas na porta, revirou os olhos. Quem sabe aquele era um sinal divino de que deveria interagir com a colega de trabalho folgada?
- Oui, doutora Arlovskaya. Já vou. – guardou tudo em seu devido lugar e saiu da sala com sua maleta. – Aparentemente estou livre, minha esposa foi as compras com algumas amigas. Acho que vou jantar antes de buscá-la. – comentou lutando internamente contra si mesmo. – O que você costuma jantar?
- A comida dela não é muito diferente da do hospital, doutora, mas é feita com muito sentimento. – Dominique respondeu com o que imaginava ser um bom equilíbrio entre ofensa e elogio, embora não devesse nada a Natalia que ainda queria exigir carne no jantar na casa de outra pessoa.
Na verdade, queria arrumar uma desculpa para sair daquele compromisso imaginário que tinha se metido com Natalia. Queria mentir que sua esposa não se sentiria confortável com a ideia de que ele ficasse aquele tempo fora, mas bem verdade era que inúmeras vezes voltava propositalmente tarde para casa. Aquele dia em particular sequer tinha um bom compromisso imaginário para criar, seu filho havia saído com alguns amigos e a esposa claramente já tinha arranjado algo mais interessante para fazer que voltar para casa. Com as batidas na porta, revirou os olhos. Quem sabe aquele era um sinal divino de que deveria interagir com a colega de trabalho folgada?
- Oui, doutora Arlovskaya. Já vou. – guardou tudo em seu devido lugar e saiu da sala com sua maleta. – Aparentemente estou livre, minha esposa foi as compras com algumas amigas. Acho que vou jantar antes de buscá-la. – comentou lutando internamente contra si mesmo. – O que você costuma jantar?
