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Descobertas e Testes [+18][Oliver]
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Yure
E se... o Yure e o Oliver fizessem algumas descobertas juntos?
A vida do ruivinho era uma completa montanha russa, indo do ponto mais alto em conseguir algo memorável tirando o diretor do seu covil no setor administrativo de St. Clavier, ao ponto mais baixo, de esta completamente incomunicável dentro da academia, sem celular, sem computador sem nada. Por causa das aulas e das atividades que tinha de cumprir como castigo pelo feito sobrava pouco tempo para estudar afora o reforço na hora do almoço com o estudante da máscara de ferro. Embora o período de castigo tenha ficado muito mais divertido depois de ter sido encaminhado aos cuidados direto do conselho disciplinar e ter aprendido algumas coisas com o presidente daquele conselho.
Naquele final de tarde tinha combinado com Oliver e Lui deles levarem o notebook para o quarto do ruivinho e irem estudar lá. Tinha até arrumado a maior parte da bagunça do quarto de peças de skate, livros, e revistas variadas, para comportar os dois amigos no espaço caótico, talvez por esse motivo que ninguém quisesse dividir o quarto com o ruivinho hiperativo.
Estava distraído terminando de amontoar as coisas e amarra-las pra que não ocupassem muito espaço quando ouviu as batidas na porta, deixando as coisas como estavam, pra dar atenção aos dois amigos, estranhando em só dar de cara com Oliver:
– Oi cara! O que foi que houve com o Lui? Ele se perdeu no caminho até aqui? Entra ai… – deu espaço para que o amigo entrasse no quarto, fechando a porta logo após ele passar: – ignora a bagunça, não to tendo tempo pra arrumar o quarto..
Oliver
Depois do feito de Yure com o diretor da Academia e de ter conseguido uma longa detenção, circulava pouco com o amigo hiperativo que parecia estar sempre fazendo algo como punição pelo feito. Andava pela academia para entregar documentos nos horários livres, ajudava no jardim, fazia mil e uma coisas, exceto o que fazia sempre - conversar muito, andar de patins e skate que tinham sido confiscados também e passar o tempo livre com os amigos.
Mas ficou feliz de receber o convite do ruivo para irem até o quarto dele, estudarem fora da supervisão rigorosa do estudante da máscara de ferro. Seria até mais relaxante também. Mas pouco depois de voltar ao dormitório e tomar banho, ouviu muito baixo o comentário de Lui através da porta do banheiro dizendo que ia sair para tirar fotos - ou era o que tinha entendido da voz baixa do outro -, e que tentaria voltar no meio da sessão de estudos ao menos, se não encontrasse o que queria fotografar... borboletas, talvez, não tinha entendido tudo. Concordou do outro lado da porta, saindo então para trocar de roupa, colocando uma bermuda básica e uma camisa preta regata, os pés em sandálias, quase esquecendo de pegar o notebook que tinha ganhado da mãe ainda no início das aulas e praticamente nunca usava. Levou apenas aquilo para o quarto de Yure, já que era o que ele tinha pedido, chegando lá e batendo alvoroçado na porta, balançando-se nos pés enquanto o outro não atendia.
- Yure! Finalmente você está livre! Fica esses dias todos fazendo um monte de coisa na academia e a gente nem tem tempo pra almoçar direito, sem contar que tem que ficar estudando com o secretário metade do horário do almoço também. - entrou no quarto dele, deixando as sandálias na porta mais por costume, dando uma olhada ao redor na bagunça levemente organizada. Não tinha muitas coisas pessoais no quarto, então não tinha como estar bagunçado, na verdade. - Ah, o Lui disse que ia primeiro tirar umas fotos, não ouvi direito do que era, mas ele disse que assim que voltar ele passa aqui pra terminar de estudar com a gente se não chegar tarde. Eu posso ajudar a arrumar o quarto, se quiser, eu sempre arrumava minha casa na China. Ah, onde eu deixo?
Indicou o notebook debaixo do braço, estendendo-o para Yure como se esperasse que o ruivo usasse ao invés dele, já que não tinha tanto costume de usar.
Yure
Pelo menos não tinham perdido Lui novamente, ele tinha ido fazer o que mais gostava, tirar foto de coisas aleatórias, era mais tranquilizador afinal de contas, do que imaginar o amigo sendo levado por uma gangue de marginais imigrantes, ou o mais comum, ser importunado por Bullys aleatórios dentro da Academia: – que bom que o Lui só foi tirar fotos, lembrou de trazer o celular? Talvez ele envie mensagens quando tiver vindo pra cá, ou qualquer coisa fica mais fácil de falar com ele, mas se você esqueceu não tem problema, pelo menos com o notebook posso enviar um e-mail, tá que demora mais pra responder, mas não é como se estivéssemos incomunicáveis! Ahahha – riu divertido, pegando o notebook da mão do amigo e colocando sobre a escrivaninha pra ligar:
– ah também estou sentindo falta de vocês, é ruim ficar sem conversar com os amigos mais chegados, mas o tempo que estou cumprindo as detenções não é de todo ruim na verdade! Hahah! – coçou a nuca ficando um pouco corado, tinha aprendido muito mais do que burocracia nos últimos dias, e não podia reclamar do tipo de tratamento que tinha recebido, no final das contas além de ficar mais conhecido dentro da Academia por causa do feito, tinha finalmente satisfeito uma de suas curiosidades, embora ainda quisesse explorar o outro lado daquele tipo de relação.
Se pegou um tempo distraído, até ter a atenção voltada ao notebook pelo som de iniciação do Windows: – dei uma viajada legal nas ideias aqui! Ahahaha! – voltou a atenção para o aparelho, notando que ainda estava com o papel de parede padrão do Windows e não tinha praticamente nada na área de trabalho: – nossa! Você quase não usa o seu notebook não é? Não tem curiosidade de pesquisar nada? Ou de assistir nada pela internet? Ou simplesmente não sabe como usar? – comentou por estar realmente surpreso do amigo ter um computador e não aproveitar, enquanto ele sentia tanta falta do seu que estava confiscado.
Oliver
Fez uma expressão de surpresa quando ele perguntou do celular, colocando as mãos na altura dos bolsos da bermuda para confirmar que não tinha levado mesmo o aparelho para lá, focado apenas em pegar o notebook.
- Ahhh! Esqueci! Eu nunca lembro de andar com aquilo!!! Minha mãe reclama também, mas se precisar, eu vou lá buscar depois. Hm, dá pra mandar e-mail pro celular e ele responde? Então não tem problema, ao menos a gente sabe que ele foi mesmo tirar fotos, hahaha. - seguiu pelo quarto do outro até sentar na beira da cama, enquanto Yure pegava o notebook para começar a usá-lo, concordando com um aceno de cabeça quando ele disse que não era tão ruim no fim das contas as detenções. - Bom, se não é tão terrível assim, menos mal. Quando eu tinha detenção na China era muito ruim porque os colegas de classe ficavam me atormentando e eu tinha que fazer um monte de trabalho pesado sozinho e ainda tentar não arrumar mais confusão com o resto dos alunos. Mas eu acabei me acostumando, pegava detenção pelo menos uma vez por mês e os outros que brigavam comigo não pegavam nada. Até me acostumei. Agora é melhor aqui em St. Clavier!
Notou como ele estava um pouco distraído, mas não foi tempo demais, logo voltando a atenção em sua direção com o rosto levemente avermelhado.
- Você tá com febre? Tá vermelho. - aproximou-se do outro, colocando a mão na testa dele, mas não sentiu uma temperatura diferente, dando de ombros depois quando ele perguntou sobre usar o computador. - Ah, não, eu não usava muito na China. Meu pai me ajudava a pesquisar as coisas no computador pra trabalhos da escola, mas só. Minha mãe que me deu de presente, ela sempre me dá essas coisas, mas eu to sempre treinando ou estudando então eu acabo não usando muito. Sei como funciona mais ou menos, mas demoro muito pra digitar, então acho mais fácil escrever. E eu estou acostumado a escrever em ideogramas, olha. - apontou as teclas ocidentais com os símbolos orientais no canto em uma cor diferente, em todas as teclas do computador. - Eu não sei como digitar num teclado assim que é configurado com o alfabeto ocidental. O que eu usava com o meu pai era todo em mandarim e não sei como mudar pra esses símbolos serem digitados ao invés das letras.
Yure
Tinha viajado por tempo suficiente para o amigo pensar que estava com febre, não tinha como negar que ele era fofo quando se preocupava assim com sua saúde, devia se sentir sortudo por ter pessoas assim por perto: – eu tou legal, só viajei mesmo nas ideias! Hahah – completou apenas pra tranquilizar o amigo, logo escutando o porque dele não usar o computador por estar no formato ocidental e não no oriental: – ah, mas isso não é difícil de mudar, é como mudar idioma de celular, já aconteceu com você de alguém mexer no seu celular e desconfigurar o idioma e colocar em coreano? Aconteceu comigo, uma vez, foi uma loucura pra por de volta na configuração original. – riu, puxando a cadeira pra se sentar e mexendo nas configurações de idioma do notebook.
– vamos ver… – começou a procurar no painel de controle e logo chegou na parte de periféricos, não demorou para achar onde mudar e ainda achar qual o atalho pelo próprio teclado fazia a conversão:– pronto, mudei! Quer testar aqui agora? – se levantou de onde estava dando espaço para o amigo sentar:
– aproveita agora e pesquise alguma coisa que você queira na internet! – comentou, esquecendo-se completamente que o intuito do amigo ter ido até o quarto dele tinha sido estudar: – falando em pesquisar, eu lembrei de uma coisa, quando eu peguei o documento na sala do diretor St. Clavier, tá que não era um documento de verdade, mas falava sobre alguma coisa de “relação de dominador e submisso”, eu não entendi direito, perguntei se era um estilo de luta e tals, porque foi a primeira coisa que me veio a mente, não sei você, mas eu penso logo naqueles golpes de submissão de luta livre e tas, dai o diretor me disse pra pesquisar depois, mas ai eu tive meu computador confiscado e nem pude olhar o que era… triste! – cruzou os braços, olhando pra cima, pensando em como tinha esquecido disso até o momento, realmente estava entretido demais com os castigos da detenção.
Oliver
Ficou mais tranquilo que o outro não estava doente, parecia ter voltado à cor normal de pele também, inclinando-se na direção do computador quando ele disse que não era difícil de mudar o idioma.
- Ahhh... não, não sei como é que muda isso não. E nem aconteceu com o meu celular. Eu não tinha celular na China, não me servia. Não podia levar pra escola e não saía pra lugar nenhum sem meu pai ou minha mãe, então só tive um quando cheguei aqui em Cerise e mal me acostumei a andar com ele no bolso, pra você ver, hahahaha. - coçou a nuca, sem graça, afinal, tinha esquecido o celular de novo no quarto e seria bom para falarem com Lui, já que Yure não estava com o próprio celular.
Olhou enquanto ele mexia bem habilmente no computador, impressionado com a habilidade do amigo, olhando do teclado para a tela até ele configurar para digitar em mandarim. Sentou-se no lugar que ele indicou, para digitar algo no endereço da internet, saindo os ideogramas compostos enquanto digitava, embora na metade da velocidade de Yure.
- Ahhhh!!! Agora tá saindo em mandarim! Você é incrível, Yure, eu ia ficar a vida toda com esse troço sem saber usar direito. Se bem que também não uso muito pra fazer nada, exceto os trabalhos da Academia que eu demoro séculos pra digitar por falta de costume, e eu praticava caligrafia com meu pai então tenho vontade até de escrever ao invés de usar o computador. - disse, virando-se para ele quando pediu para pesquisar algo que tivesse interesse, mas não conseguia pensar em nada no momento até o outro discorrer sobre o tal documento do diretor. - Hmmm... na minha linhagem não tem muito isso, mas eu acho que em jiu-jitsu é assim, que um cara tem que segurar o outro até ele se render? Eu não entendo muito das outras artes marciais, só das linhagens de kung fu. Mas a gente pode procurar sim. Podemos pesquisar...
Já ia digitar o equivalente da pesquisa em mandarim, mas sabia que Yure teria mais habilidade naquilo.
- Eu acho melhor você pesquisar. Se eu pesquisar em mandarim, você não vai saber ler o que tem escrito, né? Mas se você pesquisar em francês, nós dois podemos ler. - disse, dando espaço para que ele sentasse de novo, cedendo o computador para o outro.
Yure
Então o amigo tinha treinado caligrafia também? Parecia até aqueles filmes de época chineses onde tinha toda uma filosofia por trás de cada ideograma, “treinar a escrita é como treinar a espada” e essas frases de efeito, embora não conseguisse imaginar a relação de um pincel e de uma espada em si: – de qualquer forma é bom gravar como é o atalho pra mudar o idioma caso precise digitar algum trabalho e entregar impresso. – comentou a critério de nota, afinal era triste o amigo ter uma coisa e não conseguir usar direito por causa de uma coisa simples como os ideogramas.
Concordou com um aceno de cabeça quando o amigo disse que era melhor pesquisar em francês já que os dois poderiam ler. Sentou-se na cadeira e mudou o idioma do teclado para ocidental novamente digitando a frase como lembrava ter lido no contrato de mentira do diretor: – “relação de dominador e submisso” – repetiu em voz alta, e quando deu enter, os primeiros links que apareceram foi sobre um filme: – cinquenta tons de cinza num é aquele livro de sexo? Minha mãe disse que virou febre entre as alunas, confiscou um monte pra elas prestarem atenção nas aulas! – comentou entretido rolando o scroll pra baixo, até achar um link com os dizeres “verdades e mentiras sobre dominador e submisso e BDSM”, clicando no mesmo, foi redirecionado para uma página bastante chamativa com fotos bem indiscretas:
– wow! Nossa! Eu não sabia que esse negocio de “dominador e submisso” tinha haver com sexo. O que é isso?! – clicou em uma das imagens, ampliando uma cena bem explicita de uma mulher nua completamente amarrada e uma expressão bem intensa de prazer no rosto: – engraçado, a pessoa tá amarrada, mas parece que tá gostando, estranho não é? – se virou para o amigo, para dar de cara com um Oliver da cor de um pimentão maduro: – você tá bem cara?
Oliver
- Tá, já sei onde é! - concordou sobre o atalho do teclado, prestando atenção de novo quando Yure o usou para mudar o idioma de novo e poder fazer a pesquisa do tal assunto de dominador e submisso. Apenas uma série de links apareceu na tela e ele não leu muitos deles, Yure sendo bem mais rápido ao comentar sobre um tal livro de alguns tons. - Hm? Sexo? M-Mas não era de luta? Não sei que livro é esse... - engoliu em seco, sentindo o rosto já tomar um tom breve de vermelho.
Não tinha o menor costume de falar sobre aquele assunto, no fim das contas, não tinha como se acostumar ou reagir tão casualmente. Tinha desviado os olhos por um instante quando ouviu a exclamação do outro, virando o olhar de novo para a tela que tinha se enchido de algumas imagens bem... estranhas e constrangedoras. Abriu a boca para comentar algo, mas ficou com os olhos vidrados nas imagens sem conseguir processar direito o que estava vendo, até Yure fazer questão de ampliar uma imagem que tinha uma mulher nua e amarrada, com uma expressão muito estranha. Quase não ouviu o comentário de Yure para si, o rosto ficando mais vermelho do que os cabelos do colega, até ouvir a pergunta se estava bem, parecendo acordar do transe.
- AHHHHH!!! P-P-P-Por que é q-q-que apar-r-eceu is-s-so?!?! - levou as duas mãos ao rosto, tentando cobrir o mesmo e os olhos, mas a curiosidade falou só um pouquinho mais alto a ponto de se virar e confirmar que tinha mesmo visto uma mulher toda amarrada e nua. - N-num era uma c-c-c-coisa d-d-e l-luta?! E-ela t-t-tá nua! E-e-e... p-p-porq-ue t-t-tá g-g-gost-ando?! C-C-como você s-s-sab-e que tá gost-t-tand-d-do?!
Yure
Então o amigo desatou a falar, ou quase isso já que todas as palavras saíram entrecortadas, meio gaguejadas como se ele não soubesse o que estava vendo, parecia que nunca nem tinha visto uma garota sem roupa: – como eu sei que ela tá gostando, ué… olha a cara dela, dá pra perceber que ela tá gostando, porque?! Ai eu já não sei dizer. – comentou simplesmente olhando da tela do monitor para o rosto do amigo todo vermelho e constrangido:
– ou Oliver, você nunca teve curiosidade de ver uma garota sem roupa? Nunca parou pra comprar uma dessas revistas da playboy ou coisas assim? – comentou na maior naturalidade, embora pelas expressões mais exageradas do amigo conseguisse concluir qual seria a resposta: – não vende esse tipo de coisa na China? Pensei que se vendia todo tipo de coisa na China!!!
Girou na cadeira com rodinhas que usava na escrivaninha encarando agora o amigo que parecia que tinha pifado e surtado por um momento: – ok! Respire se não você vai surtar. – só então, voltando a atenção ao computador e minimizando o navegador para então encarar Oliver novamente: – você precisa relaxar mais Oliver, foi só uma mulher nua, seus pais nunca falaram sobre sexo com você? – comentou aquele ponto, completamente descrente que em pleno 2014 os pais não instruíssem seus filhos sobre sexo.
Oliver
- E-e-e-eu n-não quero olhar pra cara dela! Ela devia est-t-tar com dor!! E-Esses... essas c-c-c-ordas parecem apertadas!!! - disse, ainda assim olhando entre os dedos entreabertos sobre o rosto para a imagem para confirmar o que estava dizendo, desviando o olhar depois. Sentia o rosto queimar ainda mais, na verdade, o corpo todo queimava e estava vermelho até o último fio de cabelo. Acabou levantando as pernas sobre a cama quando Yure perguntou se tinha curiosidade de ver uma garota sem roupa. Claro que tinha... mas era uma coisa tão surreal que não sabia exatamente o que pensar ou como pensar e só ficou com a cabeça rodando ainda mais. - E-E-eu n-n-num é pra... v-v-er s-só quando c-c-asa, n-né?! E-e-e-e... o q-que é p-p-layb-boy?! F-Fecha isso!!!
Tentava não prestar muita atenção na imagem, mas não tinha como, já que era algo novo, desconhecido e muito chamativo. Constantemente olhava de Yure para a tela do computador, levado por uma curiosidade e um incômodo diferentes. Acenou positivamente e frenético quando o outro disse para relaxar, respirando fundo e finalmente desviando o olhar do computador quando a imagem foi tirada da tela.
- N-N-Nã-o... n-nunca p-p-pergunt-t-tei nada pr-pro meu p-p-pai... - respondeu, engolindo em seco, puxando as pernas sobre a cama e escondendo a boca com os joelhos dobrados junto ao corpo, apoiando as mãos neles. O rosto estava ainda mais avermelhado. - E-E-eu n-não sei m-muita c-c-coisa d-disso... - engoliu em seco de novo, tentando respirar fundo e se controlar, embora fosse muito difícil àquela altura. Sentia o corpo todo ainda quente, uma sensação muito estranha com a qual estava pouco acostumado.
Yure
Yure observou pasmo todas as reações adversas que o amigo fazia, então era possível um garoto em seus plenos dezesseis anos nunca ter conversado sobre sexo com ninguém. Suspirou e coçou a cabeça achando a situação estranhamente complicada para algo que era incrivelmente simples: – na verdade não, você não precisa casar pra fazer sexo, a menos que você seja cristão ortodoxo praticante, ai a religião prega que você deve se manter puro até o casamente, mas como não é o seu caso imagino, já que a China não é um pais fortemente cristão, então… não tem problema nenhum fazer sexo antes de casar. – falou tão naturalmente que quem ouvia imaginava que o mais novo tinha algum nível de maturidade ali.
Yure se levantou de onde estava sentando-se próximo do amigo, levando a mão ao topo da cabeça de Oliver que ainda estava incrivelmente vermelho, e era até fofo como ele conseguia ficar constrangido com uma coisa tão boba: – e outra, tanto não tem problema, como você pode fazer sexo com quem você quiser, seja garotas ou garotos! – comentou aquele ponto, antes que o amigo surtasse de vez, era melhor explicar tudo de uma vez: – por exemplo, eu já sai com garotos também, e é bom, muito bom, é diferente de sair com garotas é claro, mas é gostoso do mesmo jeito. – dessa vez foi o ruivinho que ficou um pouco corado com a recordação recente do que tinha passado.
Então bateu a mão sobre a outra como se tivesse tido uma ideia brilhante, virando-se para Oliver e falando bem perto: – se você quiser, a gente pode ver um filme pornô, pra você perder a sua vergonha com sexo, o que acha? Pode ser um pornô convencional homem e mulher, ai quem sabe vendo não passa um pouco da sua vergonha, ein?
Oliver
Piscou várias vezes, sem conseguir seguir exatamente a linha de explicação do outro sobre poder fazer sexo se não fosse cristão-sabe-se-lá-o-que. Não fazia ideia se havia problema ou não, mas estava tão acostumado com a vida na China em que as coisas eram daquele jeito... mas também não tinha como esquecer que não tinha um pai porque sua mãe não tinha casado com ele, por isso tinha um pai adotivo. Ainda assim, parecia informação demais para o rapaz que apenas abraçou as pernas mais nervoso, respirando fundo enquanto a cor avermelhada no rosto apenas se intensificava, até ouvir Yure explicar que podia fazer aquilo com homens e mulheres.
- Ahhhh!!! Ahhhh!!! Ah! - não conseguiu falar outra coisa para responder, quase gritando só como se não quisesse ouvir aquilo. Ficou com o rosto ainda mais quente quando lembrou da cena no dojô e como tinha ficado curioso com aquilo também, será que tinha alguma coisa de errada com ele?! Não era pra descobrir aquelas coisas só quando fosse mais velho?! E como assim Yure tinha saído com garotos e garotas e era... gostoso. - C-C-Como assim?! Vo-você já fez sexo com homens?! E mulheres?! SÉRIO?! C-Como ass-sim é g-g-gost-t-toso?! - o rosto ficou ainda mais vermelho, se era possível aquilo, arregalando os olhos ao encarar o outro com estranheza e curiosidade.
Engoliu em seco, estremecendo e quase se defendendo quando sentiu o ato tão natural de Yure colocando a mão no topo da sua cabeça, o corpo quente por conta da conversa constrangedora que só piorou quando Yure propôs que vissem um filme pornô.
- P-p-por que ia... perder a v-v-ergonha?! E-E-eu n-não qu-quero ver dois estranhos f-f-fazendo iss-s-so!!! - falou, a respiração ficando ainda mais intensa quando sentiu o rosto queimar com a possibilidade.
Yure
Então assistir o filme não era uma boa ideia? No final das contas se não fossem assistir pessoas fazendo qualquer coisa do gênero, só restava fazer mais diretamente, não que ignorasse o fato de Oliver ser fofo e isso até era atraente, mas não sabia se isso seria o melhor ou não para o amigo: – primeiro, respire fundo e tente se acalmar, pelo menos um pouco. – começou, apoiando-se sobre os braços atrás de si e olhando o amigo todo encolhido abraçado aos próprios joelhos de cima a baixo, imaginando porque ele estava se mantendo naquela posição: – ok, você não quer ver dois estranhos se pegando… hmmm… – ficou pensativo por um momento olhando para o teto do quarto.
Mas logo voltou a olhar para o amigo a expressão claramente curiosa, encarou o rosto e depois as pernas dobradas, franzindo o cenho de leve e só então voltando a encara-lo mais diretamente: – sério mesmo! já fiz sim! e é bom, tão bom quanto ficar com garotas, na verdade fazer sexo é gostoso de forma geral! – comentou despretensioso, agora fazendo uma expressão mais curiosa: – ou Oliver, você já ficou excitado alguma vez na sua vida? Sabe como é se sentir excitado? – e naquele momento o encarou novamente baixando o olhar como se tivesse caído a ficha: – você ficou excitado agora? Com aquela imagem e a conversa? – perguntou descrente.
Oliver
Ouviu a recomendação do outro e tentou seguir o que ele tinha pedido, respirando fundo várias e várias vezes, o corpo quente e estremecendo diante de todas as possibilidades que surgiam. Não fazia ideia de porque estava reagindo daquele jeito, mas era muito estranho e incômodo. Ainda não conseguia acreditar ou entender quando ele dizia que fazer sexo era gostoso. Não usava aquilo pra falar de comida?! Por que pra falar de sexo?! O tom avermelhado tomou conta de novo do rosto quando ele perguntou se tinha ficado excitado alguma vez na vida. No mesmo instante, deu pra trás na cama, quase caindo da mesma.
- AHHHH! P-por qu-que quer s-s-saber is-s-so?! C-C-Claro q-q-que n-n-não! C-C-Como as-s-sim?! - apertou mais os braços em volta das pernas, nem sabia do que ele estava falando exatamente. Ficava excitado de ter amigos, de treinar, mas não era aquilo que ele estava perguntando, não era? Os pés estava até ficando frios, a respiração levemente descompassada e um calafrio estranho descendo pelo pescoço até os dedos dos pés quando ele lhe lançava aquele olhar de cima abaixo, sabe-se lá porque, perguntando ainda se tinha ficado excitado com a conversa. - N-Não!!! P-Por q-q-que eu ia f-f-f-ficar e-excita-tado c-c-com is-so?! E-E-eu... é-- c-c-constrang-e-dor!
Engoliu em seco, não era empolgante conversar daquilo, não sabia porque Yure estava perguntando se estava excitado. Estava na verdade incomodado e o calor subia pelo corpo de um modo muito peculiar que tinha experimentado poucas vezes, e era ainda mais constrangedor. Principalmente no meio daquela conversa com Yure.
Yure
E é claro que aquela reação excessivamente exagerada e com o rosto totalmente vermelho apenas lhe denunciavam que o outro além de constrangido tinha sim ficado excitado, porque outro motivo ele segurava as pernas com tanto afinco? Voltou a encara-lo olhando de cima a baixo: – porque eu quero saber? Porque você parece excitado, você esta ai abraçado com as pernas, até parece que esta se escondendo. – gesticulou com uma das mãos, levando próximo do próprio baixo ventre, com o indicador para cima: – ficar excitado é sentir calores e arrepios, e isso responder diretamente em baixo, é fácil de perceber principalmente em caras, porque fica bem evidente. – falou na lata.
Depois caminhou sobre a cama se aproximando de Oliver, sentando-se do lado dele, levando a mão ao todo da cabeça do amigo novamente: – não precisa ficar com vergonha, nos somos amigos, eu não vou rir de você ou achar que você tá errado se você estiver excitado. Eu também fico assim se tiver um estimulo direto. – agindo daquela forma, só conseguia achar Oliver ainda mais fofo, na verdade aquela timidez toda era incrivelmente atraente, se o amigo fosse mais aberto, podia até tentar uma investida, ou talvez, fosse esse tipo de coisa que ele precisasse, quem sabe?
Se aproximou de Oliver como se fosse lhe cochichar alguma coisa no ouvido, comentando baixinho num tom cúmplice: – por exemplo…– lambeu o pescoço perto da orelha do amigo, do jeito que ele estava, se já estivesse excitado, com certeza aquilo seria estimulante de alguma forma.
Oliver
Apenas apertou mais os braços em volta das pernas como se aquilo fosse impedir Yure de deduzir alguma coisa a mais quando disse que ele parecia excitado. Estava era incomodado com o modo como o próprio corpo tinha reagido à conversa, à imagem. Arregalou os olhos exageradamente quando ele ainda exemplificou com os dedos o que exatamente tinha acontecido, o rosto queimando tanto que sentiu que ia desmaiar a qualquer instante.
- M-M-Mas... m-m-mas...! - nem conseguiu pensar numa resposta, lógica ou ilógica para dizer ao ruivo, a respiração travando no topo da garganta por descobrir apenas naquele instante o verdadeiro significado da palavra. - Ahhh! - encolheu os ombros quando ele se sentou mais perto, estranhando as reações do próprio corpo, vai que piorava?! Precisava era se levantar e sair dali, sabe-se lá como. - E-Eu e-e-eu... t-t-tenho que... arhhh!!!
Aquilo era tão estranho que não tinha como encontrar uma reação positiva. Não tinha como reagir, na verdade. Até a mão no topo da sua cabeça quase passou despercebida, o corpo estremecendo de leve com a proximidade mais intensa de Yure ao seu lado. Não era pra ele ficar mais perto, era pra ficar mais longe. Na verdade, naquela situação, queria estar sozinho e se enterrar num buraco - ou ao menos no banheiro.
- E-eu pr-preciso ir n-- AHHHHHHHHHHHH!!! - o calafrio percorreu o seu corpo intensamente quando sentiu o toque úmido na sua orelha, quase levantando a mão para socá-lo, mas conseguiu conter o movimento e ao invés de acertá-lo, acabou por empurrá-lo pelo ombro enquanto a outra mão ia até a boca para cobrir o máximo do rosto que conseguia, o baixo ventre reagindo mais do que teria imaginado, mantendo a distância entre os dois de um braço ao tê-lo empurrado. - P-p-por-por-por-p-p-por-q-q-q-quef-f-ez-is-s-so--!!!
Yure
E para sua surpresa ou não, o amigo tinha gritado, como se tivesse arrancado um pedaço dele, isso porque tinha sido uma simples e singela lambida, tinha de agradecer por ele ter apenas lhe empurrado e não dado um golpe ninja de kung fuu que lhe partiria no meio. Olhou do rosto corado do amigo, que parecia muito mais atraente envergonhado e constrangido para o baixo ventre, agora mais visível já que ele tinha soltado as próprias pernas:
– eu não tinha errado você ficou mesmo excitado! – apontou com a mão livre e depois ergueu novamente o olhar: – eu que devia perguntar porque você gritou. Foi ruim por acaso?
Suspirou encarando o amigo e pondo uma reação compreensiva no rosto, no final das contas Oliver estava em pânico porque não entendi ao que se passava com o próprio corpo. No final das contas se tinha deixado o amigo naquele estado tinha de pelo menos ajuda-lo a se resolver: – hey Oliver, o que você acha deu te mostrar algumas coisas hum? No final das contas somos amigos, não sou um estranho pra você, e é melhor você aprender com alguém que você confie, a menos que você não confie em mim pra te ajudar. – comentou muito sinceramente, afinal, não era como se fosse um esforço se sentir atraído pelo amigo, ele era bonito, fofo, e tímido e envergonhado daquele jeito ficava ainda mais atraente.
Oliver
Mantinha uma das mãos sobre a boca e a outra mantendo a distância entre ele e Yure, como se ao abaixar a mão, as coisas fossem piorar de algum jeito que não podia imaginar. Não tinha como ficar mais vermelho do que já estava, se mais sangue circulasse pela sua cabeça, começaria a sangrar pelo nariz e pelas orelhas, especialmente quando ele reforçou que tinha ficado excitado, agora com o entendimento melhor do termo naquela situação. Logo ele perguntou se tinha sido ruim e queria poder falar um milhão de coisas, mas a única reação foi pressionar mais a mão nos lábios - como se aquilo fosse impedi-lo de gritar de novo e chamar atenção de mais alunos - e menear a cabeça num aceno negativo. Não é que tivesse sido ruim, tinha sido estranho. Mas não conseguiu explicar aquilo para Yure também, sentindo-se consciente demais do próprio corpo agora que Yure apontava tudo com tanta facilidade e sem se importar em comentar aquilo. Como é que ele podia estar tão calmo?!
- Q-Q-Que?! M-m-most-trar o q-q-q-que?!?! - perguntou, alarmado, a situação com o corpo começando a se tornar bastante incômoda na verdade, pressionando as pernas uma contra a outra, os dedos folgando um pouco desavisados sobre a camisa de Yure. - A-a-ap-p-prend-d-der?! E-euueu-e-eu... t-t-t-enh-hho q-que ap-prender?! C-Claro que eu c-c-onfio!
Piscou algumas vezes, sem conseguir entender ainda diretamente o que estava acontecendo e o que Yure queria lhe ensinar. Ele queria ensinar alguma coisa sobre sexo? Ia lhe mostrar mais imagens?! A cabeça estava girando tanto que não tinha como pensar nas possibilidades além da situação estranha em que já estavam.
Yure
Não sabia se o amigo tinha entendido sua proposta, pois quase nada do que ele dizia parecia inteiro para formar uma frase, gaguejava mais do que falava, e se contorcia tentando em vão esconder o óbvio, ele realmente precisava de ajuda. Pelo menos sentiu o aperto na camisa folgar e uma resposta quase positiva vir dos lábios encobertos do amigo: – que bom que confia em mim! – sorriu compreensivo, segurando a mão de Oliver que ainda estava em sua camisa:– Vou lhe mostrar algumas coisas, que você provavelmente vai gostar…
Então começaria devagar, provavelmente com alguma coisa que fosse menos agressiva pra ele, o beijaria, mas ele provavelmente entraria em pânico, talvez engasgasse com saliva ou prendesse a respiração até desmaiar, vai saber. Então beijou o topo da mão de Oliver, deslizando os lábios pelos dedos, respirando quente ali: – isso é uma carícia… – murmurou brevemente, não tinha como ele reagir negativamente a um beijo na mão? Pelo menos esperava que não.
Seguiu deslizando os lábios pela extensão dos dedos, beijando a ponta dos mesmos, mordiscou de leve, depois beijou-lhe a palma da mão, respirando quente ali, deixando que mantivesse próxima ao rosto do ruivinho: – isso é ruim? – encarou Oliver mais diretamente, esperando alguma reação dele que não fosse outro grito de pânico.
Oliver
Engoliu em seco quando ele disse que ia mostrar alguma coisa que gostaria. Pelo rumo que as coisas tinham seguido, não esperava nada bom... bom, ao menos nada que já estivesse acostumado. Ainda estava morrendo de vergonha por estar naquela situação perto de um amigo. Por que é que tinha que reagir daquele jeito?! Tá que Yure não parecia se incomodar com aquilo tanto quanto ele... será que era mesmo normal para que amigos ajudassem os outros naquele tipo de situação? Afinal, com quem mais ia falar sobre sexo e aquelas coisas? Só não seria com o seu pai.
Perdeu a chance de perguntara o que exatamente ele ia fazer, baixando a mão dos lábios mas ainda sentindo o coração acelerado. Ia soltar a camisa dele, a mão que escondia o rosto seguiu até a barra da camisa, puxando-a para baixo como se pudesse esconder algo ou evitar que o outro notasse o que já era óbvio demais. Mas foi pego desprevenido quando Yure lhe segurou a mão e beijou-a rapidamente, dizendo que era uma carícia. Bom, não podia ver nada de errado com um beijo na mão, não era? Não era nada para se desesperar totalmente e o corpo não ia reagir aquilo. Ao menos era o que achava, até que ele continuou roçando os lábios em seus dedos, mordendo-os de leve e beijando a sua palma, um arrepio ainda mais intenso passando pelo seu corpo da ponta dos dedos que ele tinha mordido até o último fio de cabelo. Sentiu os pelos do corpo eriçarem, os músculos se retesando no mesmo instante como se estivesse prestes a reagir em alguma técnica, mas acabou não fazendo nada além de mover as pernas sobre a cama, um suspiro involuntário escapando dos lábios a ponto de ficar ainda mais avermelhado.
Não conseguiu responder nada, a mão trêmula perto demais do rosto dele. Estava tão consciente do outro e do próprio corpo que foi o suficiente para não fechá-la num soco naquela posição tão propensa. A única coisa que conseguiu fazer em resposta foi balançar a cabeça num aceno negativo. Não tinha sido ruim... tinha ficado mais quente. Estranhamente mais quente.
Yure
Muito bem, pelo menos ele tinha admitido que não tinha sido ruim, já era um começo muito bom, sorriu gentil para o amigo: – viu só como é bom?! – comentou num tom confidente para o amigo, beijando a palma da mão dele novamente em uma carícia gentil. E em seguida beijou o topo da mesma novamente, olhando rapidamente para Oliver como se pedisse permissão – vou continuar ok?
Dito isto, lambeu a extensão dos dedos e entre eles, agora em um gesto muito mais sugestivo do que qualquer outra coisa, mesmo que Oliver não entendesse o significado daquilo, o calor da língua úmida deslizando sobre a pele com certeza era uma sensação estimulante. Seguiu com as carícias fazendo uma trilha de beijos sobre o braço de Oliver, entrelaçando os dedos da mão com os dele, se aproximando do corpo do amigo a medida que prosseguida, hora deslizando os lábios, hora beijando, parando apenas quando já estava na altura do ombro, depositando um beijo ali.
Manteve os dedos entrelaçados, o polegar fazendo uma carícia no centro da palma da mão de Oliver, aproveitando que já tinha feito caminho até o ombro aproveitou para seguir com os beijos até a altura do pescoço, se afastando apenas para beija-lhe a face, murmurando com os lábios próximos ao rosto do amigo: – posso te beijar?
Oliver
Definitivamente as palavras tinham fugido fosse em francês ou em mandarim. Ficou ainda mais constrangido quando ele ressaltou como aquilo devia ser bom e que iria continuar. A mão ainda estremecia segurada pela dele e arregalou mais os olhos quando dessa vez, ele começou a lamber-lhe os dedos. Sentiu o incômodo aumentar ainda mais no baixo ventre, pressionando de novo as pernas e puxando a camisa mais para baixo. Antes que pudesse perceber, os olhos estavam apenas entreabertos, a respiração descompassada, os dedos se movendo em resposta aos toques e beijos do outro naquela área antes de subirem pelas costas da mão pelo braço.
- Hahh... - o suspiro saiu dos lábios entreabertos, o peito subindo e descendo enquanto sentia uma necessidade crescente de baixar a mão especificamente pelo ventre até o meio das pernas, embora não tivesse a menor coragem de fazer aquilo com Yure bem ali do seu lado. A cada beijo, o corpo estremecia, o coração acelerando mais intensamente e os olhos fechando em resposta aos estímulos como se pudesse senti-los melhor daquele jeito, mergulhando num mundo de sensações tão novas que se perdeu totalmente a ponto de não perceber como Yure estava perigosamente próximo.
Claro, até ouvir a voz dele próximo demais do seu rosto, ignorando até o detalhe de que tinha sentido a trilha de beijos até ali, a mente desconectando aleatoriamente o fato de que se sentia os toques naquela altura, era porque o ruivo estava perigosamente perto. Não sabia o que teria sido pior: ouvi-lo pedindo para lhe beijar, ou ter sentido os lábios dele nos seus. O fato foi que abriu os olhos de uma vez, assustado com a proximidade, reagindo antes mesmo de pensar.
- Ahhhh!!!! - levantou a mão que ele mesmo tinha beijado antes, acertando-o no peito com a palma aberta, virada de lado, empurrando-o com força a ponto do outro se afastar um metro e cair sentado na cama, felizmente, tinha sido com a palma aberta e a posição não era lá ideal para machucar demais o outro. O rosto ficou ainda mais avermelhado, as pernas trêmulas, os olhos arregalados ao se curvar na direção do outro. - AimeuDeus!!! Yure! Você está bem?! D-D-Desculpe!!! Desculpe, desculpe, desculpe!!! Eu te machuquei muito?! Eu sinto muito!!! MUITO MESMO! - ajoelhou-se na cama, curvando o corpo para se curvar com a testa tocando no colchão, os olhos lacrimejantes fosse por conta do excesso de estímulos, fosse pela preocupação de ter machucado o ruivo de verdade. O pior de tudo era que ainda estava incomodado e aquela posição só lhe deixava mais ciente das condições do seu corpo. - Eu sou um péssimo amigo! D-D-Desculpe!!! E-E-E-eu... arhh!!
Yure
As coisas estavam caminhando até bem, exceto pelo fato que no momento que pediu um beijo parecia que tinha ligado o botão de auto defesa do amigo, sendo acertado e arremessado longe, quase caindo fora do colchão da cama. Sentia uma dor incomoda no meio do peitoral, e pensar que mesmo naquelas condições ele conseguia lhe golpear assim: – ui! Sem problema! Eu acho que não quebrei nada! Hahah! Não se preocupe! – sentou na cama, massageando a área atingida vendo o amigo naquelas condições, e bem se ele reagia assim a um beijo imagine se fossem pra outras instâncias:
– eu não imaginava que você fosse tão travado pra contato físico! Foi só um beijinho, tipo selinho e tals! – suspirou encarando o amigo, queria ajuda-lo mas não tinha muitas ideias do que podia fazer, sem levar um golpe kung fuu ninja de volta: – e agora? Não tenho como lhe ajudar se você reagir no automático pra me afastar. – olhou em volta como se buscasse alguma solução milagrosa que pudesse lhe ajudar com aquela situação: – do jeito que você é forte, acho que nem amarrando dá pra segurar! – comentou em tom de piada, como se não estivesse levando a sério o próprio comentário, até parar e ponderar:
– hey Oliver, você não quer bater em mim não é? É tipo, seu modo automático certo? Se eu te amarrasse só pra você não bater em mim, você não ficaria bravo, ficaria? – por mais louca que a ideia parecesse, era ainda mais louco imaginar que um garoto não conseguisse controlar os próprios impulsos e socasse tudo que se aproxima dele.
Oliver
Sentia o corpo todo tremer e os braços principalmente, esperando qualquer resposta de Yure, o calor no corpo lhe deixando sem saber o que fazer. Não tinha como Yure lhe ajudar daquele jeito, era meio óbvio, não queria machucar o amigo, mas também não podia continuar naquele estado e já estava começando a incomodar de verdade.
- Desculpe! E-e-e-eu n-num to acostumado! T-t-todo mundo que chegava perto... queria me b-b-bater...! - levantou apenas a cabeça, mantendo o corpo curvado, talvez aquela posição fosse melhor apenas pra se esconder de Yure no estado em que estava.
Levou as duas mãos até a cabeça, tentando se esconder, bagunçando os cabelos e sentindo a respiração ainda mais descompassada com as reações que tomavam conta do seu corpo. Como é que tinham chegado naquele nível?! Quase saltou, levantando o corpo mas ainda ficando na posição de seiza quando ele ainda perguntou se não queria mesmo bater nele.
- Claro que eu não quero bater em você! Você é meu amigo, por que é que eu ia querer?! F-F-Foi só um acidente!!! - respondeu, quase choramingando, o movimento tinha deixado o corpo ainda mais sensível com o forçar das pernas e simplesmente puxou a camisa mais para baixo, quase rasgando o tecido, tentando cobrir o corpo. Levantou o olhar pra ele, piscando algumas vezes, os olhos cintilantes quando ele falou sobre lhe amarrar, lembrando-se logo de como a mulher estava amarrada na imagem. - A-A-Amarrar?! C-C-como aquela mulher?!?! N-não p-p-parece b-b-bom!! - respirou fundo, remexendo as mãos segurando a barra da camisa, baixando a cabeça. Não era como se fosse uma péssima ideia, embora não lhe agradasse aquele monte de nós e cordas, do jeito que estava, ia começar a se sentir dolorido... aquilo já tinha acontecido e não era legal. - Yure... - mordeu os lábios, levantando o olhar pra o amigo, segurando a roupa ainda com mais força e vergonha que antes. - E-E-E-Eu... estou e-e-est-t-tranho...!!! N-N-Não é-é b-b-bom!!!
Yure
Ok, tinha de admitir pra si mesmo, que Oliver conseguia superar Lui em fofura, como o amigo conseguia ser tão incrivelmente fofo e irresistivelmente charmoso, tinha vontade de abraça-lo e encher de beijos, mordidas e carícias e vê-lo ficar ainda mais vermelho, é claro, se isso não significasse ter muitos ossos quebrados: – você não tá estranho, só precisa de alívio. – comentou aquele ponto bem sabendo como era agoniante estar naquele grau de excitação e precisar se aliviar, e do jeito que ele estava não tinha muita certeza se um banho frio resolveria, talvez antes, mas não tinha pensado nisso primeiro, e a essa altura do campeonato não é como se fosse funcionar: – não precisa ficar tão amarrado como aquela mulher, posso amarrar suas mãos juntas, e suas pernas pra você não me chutar, não vou lhe fazer mal nenhum. – sorriu em resposta.
Se levantou de onde estava voltando a atenção ao notebook e procurando rapidamente no site algum tipo de nó fácil de fazer, e bem tinham muitas formas de se amarrar uma pessoa, mas tinha alguns nós mais básicos que podia usar, só precisava restringir os braços e pernas do amigo: – pronto, achei um fácil, só mãos e pés. – apontou para o monitor mostrando outra mulher com os seios amostra pela blusa aberta, as mãos juntas amarradas acima da cabeça, e as pernas afastadas amarradas também:
– me deixa cuidar disso Oliver! Você não disse que confia em mim? – rodou na cadeira, olhando novamente para o amigo, com um ar confiante de quem tinha achado uma resposta plausível e possível para aquele problema.
Oliver
Queria mesmo que um buraco se abrisse debaixo dele, principalmente ao ouvir Yure falar tão naturalmente que ele só precisava se aliviar. Sabia daquilo, embora na situação que estivesse fosse muito difícil pensar numa solução ou conseguir se levantar sem se sentir ainda mais estranho. Confiava plenamente no amigo que ele não ia lhe fazer mal, nunca tinha feito aquilo, por que é que ia começar agora? Apenas concordou com um aceno de cabeça quase inconsciente, observando-o seguir até o computador para lhe mostrar alguma coisa, fazendo questão de mostrar uma mulher nua de novo, mas amarrada só com as pernas e braços.
Engoliu em seco e teve a impressão fortíssima de que sentiu o baixo ventre pulsando, pressionando ainda mais as pernas fechadas, arregalando os olhos e quase rasgando realmente a barra da camisa de tanto puxar.
- N-n-não me m-m-mostre isso!!! - falou, prendendo a respiração, desviando o olhar de novo quando ele insistiu em lhe ajudar, reforçando sobre confiar nele ou não. - Eu j-j-já d-d-dis-se que confio!!!
Baixou o olhar de novo, não tinha como não se deixar levar pelo espírito animado e positivo de Yure, mesmo depois de quase tê-lo acertado em cheio com os avanços nas carícias. E precisava mesmo de alívio, então, por que não confiar no amigo? Sabia também que as possibilidades de atingi-lo eram altas, então... talvez não fosse tao ruim?
- P-p-pode am-mar-r-rar. - concordou finalmente com um aceno de cabeça, as mãos ainda estremecendo com os dedos esbranquiçados de tanto pressionar as mãos fechadas.
Yure
Se levantou num pulo quando o amigo admitiu que confiava nele e que podia então amarra-lo pra não ter nenhum osso quebrado pelo estilo ninja matador dele: – certo! Vamos lá então! – Olhou em volta se aproximando do amontoado de tralhas, peças e caixas que tinha amarrado mais cedo quando tentava em vão arrumar o quarto, era uma corda sintética pelo menos não tinha fiapos o que certamente iria machucar caso fosse uma corda convencional.
Se aproximou de Oliver notando como ele estava quase arrebentando o tecido da própria camisa de tanto puxa-la para baixo, sorriu compreensivo: – feche os olhos e respire fundo, talvez você fique menos constrangido se não estiver vendo. – tocou de leve as mãos do amigo, pra que ele soltasse a própria camisa, e em seguida segurou a barra da camisa: – levante os braços! – comentou em tom normal, aproveitando que ele ergueria os braços pra lhe tirar a peça de roupa, afinal ficaria complicado tirar a peça depois de amarra-lo. Olhou para o monitor, guiado pelo tutorial que tinha no site e fez o amarrado nos pulsos do amigo, tomando cuidado apenas para não prender a circulação, não sabia se estava muito apertado ou muito folgado, saberia se no meio do processo Oliver se soltasse e lhe golpeasse:
– agora deite, vou te amarrar na base da cama. – comentou naturalmente, como se fosse tipo, super normal você dizer pra uma amigo, “vou te amarrar na cama”, mas para o ruivo a maior preocupação era aliviar o amigo, não estava pensando se aquilo fazia muito sentido ou não. Aproveitou da folga da corda para fazer a amarração das pernas uma em cada perna da cama, embora já na segunda perna tivesse sobrado quase nada de corda para manter uma boa estabilidade: – e ai? Acha que consegue se soltar? – comentou olhando o corpo do amigo de cima a baixo, e vendo como ele estava notoriamente excitado e precisando de alívio, mas bem, tendo a confirmação do outro de que não estava fácil de soltar, poderia começar a resolver aquele problema.
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Oliver
Yure parecia com certeza mais controlado e mais animado para seguir com o que tinham começado. Nem parecia que era ele que tinha passado dez anos com treino e meditação para estar naquele alerta todo, o corpo ainda reagindo a qualquer toque. Acompanhou o outro com o olhar até ele se aproximar, indicando que fechasse os olhos para talvez se sentir menos constrangido. Concordou com um aceno de cabeça, fechando os olhos com força, assim como a boca, mordendo os lábios e levantando os braços a contragosto, afinal, dava para ver muita coisa com os braços levantados. Mas não era como se Yure não soubesse o que estava acontecendo, então, manteve os braços acima da cabeça, retesando os músculos com força como se estivesse treinando, para evitar de baixar os braços e bater nele por lhe tirar a camisa. Ainda assim, sentiu outro arrepio percorrer o corpo quando os dedos dele tocaram o tronco involuntariamente ao tirar a peça de roupa.
Ainda manteve os olhos fechados, deitando-se e engolindo em seco. Estava muito nervoso e ansioso, não era como se tivesse feito aquilo antes, mas com os beijos que tinha recebido nos dedos... queria descobrir mais. Engoliu em seco quando sentiu as cordas em volta de seus braços e logo depois, das pernas, com Yure perguntando se conseguia se soltar. Abriu apenas um dos olhos, puxando as mãos e as pernas, sentindo a firmeza das cordas, embora imaginasse que se colocasse muita força, conseguiria soltar ou rasgar alguma coisa? Era melhor achar que não.
- Hm... acho que n-n-não... - falou, encarando-o com o rosto ainda avermelhado, remexendo as pernas agora com um desconforto maior. Puxou de leve as mãos amarradas, mas não teve como movê-las demais. Encarou o outro com os olhos entreabertos, a respiração já descompassada. - Yure... f-f-faz... alg-guma c-c-coisa...?
Agora que estava amarrado, com certeza não conseguiria fazer nada pra se aliviar. Queria mesmo se sentir melhor e já que tinha determinado que confiava no amigo, era melhor não pensar muito.
Yure
Finalmente tinha tido a confirmação de que o amigo não poderia se soltar e sentia um grande alivio por dentro por se sentir mais seguro em chegar perto de Oliver. Não adiantava nada querer ajudar e ser golpeado e desmaiar no processo, imagina ter de explicar isso ao enfermeiro? Sentiu o rosto corar quando Oliver lhe pediu tão diretamente pra fazer alguma coisa por ele, não tinha como dizer não, então levou a mão a própria camisa, apertando forte o tecido sentido o coração pular no peito: – faço sim! – respondeu na lata.
Aproveitou e tirou a própria camisa, já estava sentindo calor também e jogou no chão do lado da cama. Subiu na cama e passou a perna sobre o corpo do amigo, ficando com um joelho de cada lado e o olhando de cima, achando-o incrivelmente atraente naquela posição mais submissa, mas não demorou encarando-o daquela forma. Desceu as mãos ásperas para o tronco de Oliver tateando toda a extensão do corpo do mais jovem, da altura do pescoço até o cós da calça, passando a mão pelo volume encoberto pelo tecido e pressionando de leve.
Respirou fundo, sentindo-se quente por tocar o amigo daquela forma, o calor da pele dele debaixo de seus dedos, as expressões extremamente sinceras, se reclinou e beijou Oliver no peitoral, subindo com um rastro de beijos pelo pescoço até chegar o rosto, roçou os lábios contra os de Oliver, sentindo a respiração nervosa do amigo contra os próprios lábios, murmurou no tom de voz bem cumplice: – posso te beijar?
Oliver
A respiração estava pesada e entrecortada enquanto apenas seguia Yure com o olhar, o corpo reagindo a qualquer movimento dele, tentando fechar as pernas com o desconforto no baixo ventre, acabando por suspirar em aprovação involuntária quando ele concordou em fazer algo, tirando a camisa e exibindo o corpo que lhe era tão familiar e comum... mas que pareceu causar um efeito bem diferente naquele instante. Engoliu em seco quando ele se moveu para ficar sobre o seu corpo, os braços reagindo automáticos ao tentar rebater, mas logo foram detidos pela corda, a tensão muscular se esvaindo gradualmente ao se acostumar com a cena sem achá-la ameaçadora. Sentiu o rosto corar ainda mais quando Yure o encarou tão intensamente, as mãos dele passeando pelo seu corpo e fazendo cada parte reagir positivamente, tremendo mais sob os toques dele, puxando os braços amarrados por mero instinto.
- Arhh... hmmm... - os suspiros foram audíveis em aprovação enquanto os olhos voltavam a se fechar, sentindo a mão dele pressionando o membro num toque indireto sobre a roupa, mas que imediatamente lhe causou um espasmo. - Ahh!!
Mordeu os lábios, arqueando as costas sobre a cama, o corpo se remexendo inquieto sob o de Yure, as mãos fechadas com força e os lábios entreabertos para conseguir acompanhar a respiração descompassada. Sentiu o beijo úmido no peito, o mesmo subindo e descendo por conta do ar entrando mais intenso, o rosto se reclinando para o lado como se fosse dar mais espaço para que o ruivo continuasse com os beijos naquele caminho, o membro pulsando em resposta ao mero roçar dos lábios dele contra os seus, numa sensação tão agradável e nova.
- Hmm... p-porfavor...! - respirou fundo contra os lábios dele, mais uma vez, puxando os braços de modo instintivo, mas sem conseguir fazer nada com o nó que tinha sido feito ali, mantendo os lábios entreabertos enquanto o corpo se movia pedindo por mais. Nunca tinha sentido algo parecido... afinal, nunca tivera a sensação de calor humano daquele jeito tão íntimo... e tão bom.
Yure
Não imaginava que o amigo fosse tão charmoso daquela forma, como ele conseguia ser tão bonito e interessante estando tão envergonhado e constrangido. O “por favor” lhe soou como muito mais que charmoso, ele conseguia ser sexy mesmo daquele jeito ingênuo. Passou a língua de leve sobre os lábios de Oliver, depois unido- os em seguida, invadindo a boca do outro com a própria língua, em um beijo lento, enquanto degustava da boca do outro, dando espaço para que ele respirasse entre os lábios.
Apoiou o corpo com um dos braços, enquanto uma das mãos que deslizava sobre o membro encoberto, ia para o cós da calça, invadindo o espaço entre o tecido e a pele quente com a ponta dos dedos, roçando ali até finalmente se entreter em abrir lentamente a peça, dando tempo do amigo se acostumar aos toques diferentes naquela região, desceu o zíper dando um pouco de alívio ao aperto que o outro devia esta sentindo.
Cessou o beijo, mas sem afastar demais o rosto, descendo com a língua no queixo e maxilar de Oliver, até alcançar a orelha do amigo, mordiscando a cartilagem e sugando o lóbulo, até sussurra próximo: – você fica difícil de resistir quando esta assim Oliver… fico com vontade de beijar você todinho… – mordiscou e beijou no pescoço descendo com as carícias até a curva do pescoço. Os dedos se movendo habilmente em uma carícia ainda sobre o tecido da cueca, subindo e descendo.
Sentia o próprio corpo ficar quente e o baixo ventre responder bem, ao sentir a ereção do amigo contida apenas pela fina camada de tecido da cueca. Ergueu o olhar para encarar o rosto de Oliver corado daquela forma: –vou lhe mostrar algumas coisas que são muito boas! – sorriu entretido, as maçãs do rosto já ficando coradas também. Usou a mão que se apoiava na cama, para apertar Oliver na cintura com certa força, e levou os lábios até o peitoral, roçando ali, até chegar em um dos mamilos, roçando os dentes, beijando e deslizando com a língua úmida na região. Simultaneamente pressionou a ereção com um pouco mais de firmeza os dedos finos guiados até a parte mais abaixo e os testículos, roçando a ponta dos dedos na virilha e afastando ainda mais a bermuda que o outro vestia.
Oliver
Os lábios estremeceram de leve quando o outro se aproximou, tentando-o com o roçar dos lábios, fechando as mãos com força de novo e tentando puxar os braços, mas sem sucesso. Entreabriu os lábios quando ele passou a língua ali, na expectativa do gesto se aprofundar, até que ele tocou os lábios nos seus e invadiu sua boca. Prendeu o ar no começo, retribuindo de jeito totalmente inexperiente e tímido, estranhando a invasão da língua na sua boca e sem saber como reagir. Puxou o ar de uma vez no espaço entre os lábios, erguendo a perna e sentindo o corpo ainda mais quente por conta daquele gesto que parecia tão simples... era o seu primeiro beijo, não era? Como podia ser tão... excitante? Arqueou as costas na cama, ainda tentando compassar a respiração, o rosto queimando com o excesso de sangue circulando ali, até se surpreender com o toque direto no membro, mais uma vez puxando os braços para tentar se soltar, o abdômen se contraindo em tensão com a gama de sensações ainda mais intensas.
Perdeu totalmente o ritmo do beijo com o toque mais indiscreto, mordendo o canto dos lábios quando ele cessou finalmente o beijo, puxando o ar de uma vez com força.
- Ahhh...! Hmmm!!! Y-Yure... o qu-- arrhh!! - Tentou fechar as pernas, estranhando a sensação, sem saber como processar todas as novidades, afinal, o beijo intenso misturado àquele toque mais direto só fizeram o incômodo aumentar no baixo ventre quente, o membro latejando por alívio. Contraiu os ombros quando ele lambeu até a sua orelha, mais arrepios perpassando todo o corpo totalmente sensível e alerta aos toques. Ficou ainda mais constrangido com o comentário dele, mas não tinha como se segurar, aproveitando cada um dos toques. - Ahhh-- Hahhhh!!! Hmmmm!!!
Movia os quadris erráticos abaixo dele em resposta à mão roçando na sua cueca. Ainda sentiu o rosto dele próximo demais e o comentário, engolindo em seco, os olhos entreabertos e marejados pelo excesso de informações, a respiração intensa apenas pela boca, o peito subindo e descendo quando Yure dispendeu mais atenção ali, apertando a sua cintura e fazendo-o tremer, sentindo a língua quente no seu mamilo, deixando-o rijo imediatamente numa sensação que não estava acostumado e muito boa também.
- HAHHHH!!! Ahhhh... iss-- hmmmm!! Yur-- hmmmmmmmm... - mordeu os lábios de novo, até sentir a mão dele descer mais sobre o membro num toque mais direto e numa área onde não estava acostumado, tentando fechar as pernas de novo enquanto puxava as mãos para perto do corpo, o membro reagindo muito rapidamente aos toques ainda indiretos. - Nhnnn! N-não... Y-Yure... ass-- arhhh!! Hahhh!!!
O membro latejava tanto que sabia que qualquer toque mais direto e certeiro do ruivo provocaria um estrago imediato.
Yure
As reações totalmente nervosas e sinceras do amigo apenas lhe instigavam a continuar com as carícias, tinha tantas coisas que podia mostrar ao amigo, tantos lugares diferentes que podia tocar e despertar mais daqueles gemidos incontidos que faziam o sangue do ruivinho correr mais rápido nas veias. Seguiu com a língua para o outro mamilo que já estava rijo, o corpo todo estremecendo com as carícias, mordeu e sugou a região de leve deixando-a quente com a boca.
Subiu com os dedos, finalmente afastando o tecido da cueca revelando a ereção pulsante por alívio de Oliver, encarou o corpo do amigo sentindo o próprio baixo ventre quente e apertado ao observa-lo. Voltou a roçar os lábios contra os de Oliver, murmurando em um tom cumplice: – desculpe por demorar tanto… – mordiscou os lábios de Oliver, enquanto a mão de dedos finos seguia por toda a extensão do pênis, fazendo movimentos de vai e vem, pressionando o polegar contra a entrada da glande em movimentos circulares, sentindo o calor do outro na palma da sua mão.
O próprio corpo reagindo aquelas carícias que despendia para o amigo, e foi Yure que suspirou entre os lábios do amigo, gostando da sensação de poder proporcionar aquilo ao outro, sentindo o próprio membro reagindo. A mão na cintura de Oliver se fechou com mais força pressionando a área em uma carícia mais firme e masculina, subindo para o peitoral beliscando o mamilo rijo do amigo, enquanto seguia com a masturbação com a outra mão.
Oliver
Não fazia ideia de que o toque naquela parte do seu corpo podia ser tão intenso. Aliás, não fazia ideia de que a língua de Yure passeando por toda a sua pele podia despertar aquela gama de sensações. Estava extremamente ansioso e nervoso, preso por aquelas cordas sem poder reagir, totalmente entregue aos toques alheios... o que não era inteiramente ruim - pelo contrário, era excessivamente bom, até demais - e nem ele mesmo tinha certeza do que faria com as mãos e pés soltos. O corpo todo estava tão quente que mal notou quando Yure finalmente tirou a cueca do caminho, mais atento a proximidade dele ao roçar os lábios nos seus, só o beijo já lhe levava à loucura, nunca teria imaginado como o gesto podia ser bom. A intenção de unir os lábios aos dele foi por água abaixo quando sentiu finalmente a mão dele tocar diretamente seu membro, os músculos do abdômen se contraindo imediatamente em resposta com os dedos certeiros na ereção em movimentos precisos.
- AHHHHHH! AHNNNN!! NHNNNN...!!! - moveu o corpo todo como conseguia, não sabia se queria se livrar das cordas ou se queria se livrar do toque dele, mas a segunda opção era muito improvável. Nunca tinha sentido uma coisa parecida na vida e o calor se concentrou todo no baixo ventre, as pernas estremecendo e os pés se contraindo sobre a cama, as mãos se fechando com força e puxando a corda até o limite, ou talvez mais do que o limite. - Yu-re...!!! N-- Ngnnnn!!! Est-t-- arhhh!! N-não.... não--!! HAHHHH!!!
Não sabia exatamente o próprio limite, mas sabia que as sensações eram extremas. Precisou apenas sentir a mão mais firme em volta de sua cintura somada ao beliscão no mamilo para que alcançasse o clímax, incapaz de se controlar em qualquer nível, o sêmen escapando entre os dedos de Yure e sujando parte do seu corpo e da cama também.
- AHHH!! Ahhh... - a respiração continuava intensa e o coração acelerado. Mesmo com a ejaculação, sentia-se ainda excitado e o membro ainda rijo entre os dedos do ruivo numa sensação totalmente inédita. - Hmmmm... arhhh... d-desculpe-- e-eu... hnnnnn--! Ah, ainda... mais-- Yure, eu quero mais... - o pedido saiu quase num choramingo ao encarar o amigo com a vista levemente embaçada, os olhos entreabertos, o corpo ainda estremecendo no espasmo de prazer por conta do orgasmo e da sensibilidade grande.
Yure
Não demorou naquelas carícias o corpo todo de Oliver reagindo extremamente sincero aos toques novos, sentiu o pênis pulsar em sua mão um calor intenso, o corpo abaixo de si estremecendo e logo a sensação úmida em seus dedos, do orgasmo do amigo. Yure encarou toda a cena, sentindo o rosto corar, todo o conjunto lhe parecendo extremamente excitante, principalmente quando Oliver naquela expressão tão charmosa lhe pedindo por mais. Engoliu em seco e precisou se apoiar sobre os joelhos e levar uma mão a própria roupa e desabotoar a calça, dando um pouco mais de espaço a própria ereção.
Se reclinou beijando os lábios do outro e depois a face carinhoso, respirando ali, enquanto mantinha os dedos deslizando sobre a ereção do outro: – não se preocupe, vou lhe dar tudo que você pedir e um pouco mais! – levou a mão suja de gozo aos próprios lábios, sentindo o gosto do outro, lambendo totalmente os dedos, e introduzindo-os dentro da boca completamente, em um gesto altamente sugestivo.
Sorriu em seguida lambendo os próprios lábios, abaixou a própria cueca exibindo o próprio membro já ereto e se reclinou próximo a Oliver, usando as duas mãos para unir os dois, os calores somados, lhe causando arrepios, o rosto ficando corado imediatamente também. Os dedos finos e calejados da prática de Parkour percorriam toda a extensão de ambos os membros, seguia pressionando na base e nos pontos mais sensíveis, as vezes alternando em gestos mais rápidos e gestos mais lentos: – você tá tão quente Oliver…hmm!!! – respirou fundo, suspirando prazerosamente, enquanto também provia prazer a amigo, o gozo entre os dois membros servindo de lubrificação para intensificar os movimentos, pressionou o topo da glande para frente e para trás, devia está sensível depois de ter um orgasmo, então com certeza as reações de Oliver seriam ainda mais sinceras e intensas, estava apreciando mais do que imaginava poder toca-lo daquela forma.
Oliver
O tempo que Yure tomou para desabotoar a calça pareceu uma eternidade. Se pegou olhando o corpo do amigo com atenção pela primeira vez... bom, com uma atenção diferente, ao menos, já que já o tinha visto sem camisa. E nunca tinha pensado no corpo de outro homem de um jeito que lhe deixasse excitado. Aceitou o beijo de novo, comprovando que gostava muito daquele toque mais pessoal, mas logo Yure se afastou, deixando apenas o traço da respiração levando os dedos até os lábios, chupando o líquido viscoso que tinha ficado ali. Arregalou de leve os olhos em surpresa: por não esperar aquilo, por achar que não devia ser feito... e por ser perturbadoramente sexy.
- Ahhh!! N-Não f-f-az is-so... hn! - mordeu o canto dos lábios, a respiração mais pesada e o vermelho do rosto intensificando ainda mais. Mas ainda estava mais excitado com a visão, não entendia porque, o membro reagindo de novo enquanto estremecia da cintura para baixo, o corpo se remexendo abaixo do de Yure, os braços forçando cada vez mais a corda. A surpresa aumentou ainda mais quando sentiu o membro dele contra o seu, o calor das ereções juntas e os gestos da mão calejada de Yure nos dois de uma vez, mais uma sensação nova e inebriante. - Ahhhh!! Hmmm... s- arhnn!!! Q-Quente...! Arh, arhhh!!
Antes que percebesse, arqueou as costas, movendo os quadris também em movimentos leves, acompanhando o ritmo do outro como podia naquela posição, além de estar preso por cordas. Sentiu ainda mais espasmos de prazer percorrerem o corpo, dos quadris até a ponta dos pés, quando ele pressionou a glande sensível, causando reações ainda mais intensas.
- Ahhh! Yur-- Yure...! Hmmm... eu q-quero... ahnn!! Me b-beija... d-d-e novo...?? - a respiração estava ainda mais arfante na tentativa de encará-lo, arqueando as costas ainda mais para se manter próximo, para que os movimentos da mão dele fossem mais fortes.
Yure
Sentia os calores somados e o próprio calor vindo do corpo crescendo ainda mais, isso porque estava apenas em uma masturbação, é claro que as reações extremamente sinceras do amigo contribuíam tanto ou mais que os toques conjuntos das ereções. O rosto estava corado com a circulação intensa, e suspirava ao ver Oliver abaixo de si se movendo querendo acompanhar o que fazia ali, queria poder solta-lo, mas ainda tinha muitas sensações novas pra ele experimentar e se acostumar antes de poder chegar naquele ponto.
Mordeu o próprio lábio inferior quando ouviu o amigo lhe pedir tão diretamente que lhe beijasse, como ele conseguia ser tão irresistível? Se reclinou sobre ele mantendo-se bem apoiado sobre os joelhos, levou uma das mãos ao rosto de Oliver, segurando-o pelo queixo, pra que ele entreabrisse os lábios, e invadiu a boca dele com a língua, em um beijo mais intenso, e demorado, manteve o corpo colado ao dele, e desceu com a mão livre em carícias da base do membro até os testículos, pressionando os pontos sensíveis, os dedos arranhando a virilha, antes de voltar a massagear os dois membros unindo-os com certa pressão para poder seguir com a masturbação.
Descolou os lábios apenas quando sentiu o próprio prazer subir ainda mais, deixando suspiros prazerosos escaparem: – Arhh- Oliver!! Tá gostoso não tá?! Hmmm! – perguntou a voz manchada pelo próprio prazer, assim como a expressão sincera bem delatava, mordeu o lábio inferior de Oliver e seguiu deslizando a língua pelo queixo, pescoço até o ouvido: – eu…arh! Eu vou acabar gozando também!! – admitiu para o amigo, encostando testa a testa com Oliver, pra poder encara-lo bem de perto, enquanto levava as duas mãos, massageando ambos os membros, com mais intensidade sentindo o calor tomar toda aquela região, sentiu os arrepios perpassarem todo o corpo, da ponta dos pés até o topo da garganta, o corpo estremecendo, sentiu o próprio membro pulsar entre os dedos, intensificou os movimentos, até não aguentar mais.
Teve de erguer o corpo parcialmente, Oliver tendo uma visão privilegiada do corpo exposto do ruivinho e dos dois membros unidos, enquanto Yure chegava ao ápice, o jato de sêmen sujando ambos os corpos, a sensação de calor tanto do gozo quanto do corpo do amigo abaixo de si, os dedos não afrouxaram a pegada, mas diminuiu o ritmo com que masturbava até sentir a ultima gota sair.
Oliver
A respiração continuava pesada e o corpo inquieto, movia as mãos tentando se livrar das cordas, mas não teve qualquer sucesso imediato. Yure finalmente se curvou mais sobre o seu corpo, o calor aumentando com a proximidade e os arrepios tomando conta de cada músculo, para que ele lhe beijasse de novo, como tinha pedido, aprofundando o ato e estendendo-o o máximo possível. Não conseguia não gostar do ato, por mais que todos os outros toques fossem em partes certeiras que lhe deixavam mais excitado, aqueles beijos pareciam ligar ainda mais a energia e a vontade de ser tocado - já que estava impossibilitado de tocar o outro de volta. Moveu os quadris quando sentiu o toque direto no membro de novo, mesmo em meio ao beijo, a sensibilidade ficando muito mais aguçada com aquele avanço.
Quando ele cessou o beijo, puxou o ar todo de uma vez, percebendo como tinha prendido a respiração até ali para aproveitar cada instante do toque novo e excitante. Saliva escorria pelo canto dos lábios e os gemidos escapavam também sem autorização, os comentários de Yure lhe deixando mais vermelho, se aquilo era possível.
- T-Tá... ahn!! Bom... g-g-gosto-s-s... hmmmm-- concordou com as palavras dele, mais entregue aos toques do que ao constrangimento de ter que admitir aquilo, movendo os quadris, tentando puxar as pernas mais para perto embora as cordas limitassem seus movimentos. Ergueu a cabeça um pouco com a mordida nos lábios, estendendo a língua para lamber os dele na tentativa de beijá-lo de novo, mas o corpo apenas estremeceu quando ele se aproximou do ouvido com um rastro úmido, sussurrando como estava perto de gozar também. - Hnnnn!! N-Não f-f-al-- arhnnn!!!
Não sabia o efeito das palavra tão perto do seu ouvido também, mas sentiu o membro latejar com as mãos dele em volta dos dois, o movimento mais rápido aumentando o calor na área, os olhos entreabertos mal conseguindo notar o rosto de Yure mesmo estando tão próximo do seu, o coração acelerado indicando de novo, mesmo num período tão breve, como estava perto do clímax.
- Ahhh!! Yure--!! E-Eu... hmmmm...!!! - não sabia exatamente como as coisas funcionavam, mas a pegada firme dele em volta do seu membro, a visão do ruivo atingindo o clímax também se uniram para tornar as sensações mais intensas, do jeito que não estava acostumado. Sentiu não apenas o líquido quente jorrando do membro dele, mas pouco depois, com a pegada ainda forte das mãos do amigo, alcançou o orgasmo também, puxando os braços com tanta força que as pontas dos dedos ficaram dormentes com o aperto da corda. A respiração ficou ainda mais descompassada, as costas arqueadas e a cabeça jogada para trás com os olhos entreabertos, lacrimejando pelo acúmulo de sensações, encarando Yure de baixo com a pele ainda mais vermelho, mais constrangido se era possível. - Ahhh... e-e-eu-d-de-nov-v-vo... nhnnn!!! D-d-d-de-scul-p-pa... arhh...!! Eu n-n-não cons-s-segu-i... hahhh-- s-s-s-egur-r-rar... hmmm - as novidades eram tantas que nem fazia ideia do que era certo ou errado ali, se era normal ter ejaculado de novo tão rápido, o que devia ou não fazer. A única coisa que sabia era que era tão bom... não queria ter que parar.
Yure
Respirava fundo enquanto ainda sentia o prazer do primeiro orgasmo passando pelo corpo, o pênis sensível enquanto mantinha os movimentos firmes dos dedos sobre os dois membros, o calor não diminuía eles iam se somando, e não demorou para notar o quanto o amigo estava inquieto, o corpo todo estremecendo e ele tendo seu segundo orgasmo. Sentiu o próprio rosto corar ainda mais, não tinha como negar que Oliver era extremamente sexy quando se entregava ao próprio prazer, até as desculpas que se seguiram gaguejadas, também somavam pra deixa-lo ainda mais atraente.
Se apoiou sobre os braços agora, se reclinando para beijar Oliver, sorrindo sincero e respirando próximo, para que ele sentisse o calor emanado dos lábios entreabertos: – não tem problema Oliver, disse que ia te ajudar, vamos até você ficar satisfeito. [/i] – beijou os lábios dele, de forma mais carinhosa, como se para acalma-lo um pouco do nervosismo – como se fosse possível – Desceu dos lábios fazendo um rastro úmido de beijos pelo pescoço até o meio do peitoral do amigo.
Deslizou a língua pelo abdomem, sem se importar com os rastros de sêmen no caminho, mordiscando na lateral da cintura de Oliver, até seguir para o baixo ventre do outro e o membro parcialmente rijo ainda, e provavelmente muito mais sensível após o segundo orgasmo:– você pode ter dois, três, cinco orgasmos Oliver! Se esta bom, então não tem porque parar, não é? – comentou no tom de voz divertido, encostou a ponta da língua na entra da uretra do membro de Oliver, só pra ver qual seria a reação do amigo, em seguida deslizando a língua por toda extensão até a base, e abaixo, lambendo os testículos e a virilha, até voltar para o membro englobando completamente com os lábios, enquanto usava a língua para estimular.
Sentia o próprio baixo ventre reagir as carícias que fazia no outro, depois precisaria se dar um pouco de atenção, mas por hora, queria mostrar ao amigo algumas novas sensações, e não demorou para começar a movimentar a cabeça para cima e para baixo, usava uma das mãos para afastar ainda mais a peça de roupa de Oliver, no limite que podia já que o outro estava com as pernas amarradas, pra poder apalpar a coxa e o quadril do amigo.
Oliver
Queria conseguir se esconder ou ao menos esconder o rosto, mas enquanto aquelas cordas eram convenientes para não bater em Yure, eram extremamente inconvenientes para quando queria se afundar num buraco de tanta vergonha. Era uma coisa boa, se não estivesse preso, não teria conseguido aproveitar até ali e mais, pelo visto. Mordeu o canto dos lábios quando ele disse que não tinha problema, encolhendo os ombros como podia numa tentativa inconsciente de se esconder, o corpo ainda com alguns espasmos de prazer fazendo-o tremer de leve.
- N-n-não t-t-em? - perguntou, engolindo em seco, mordendo de novo os lábios ao falar aquilo. Não podia negar que queria continuar, o corpo não estava cansado, longe daquilo... estava aliviado e até pedia mais, embora não tivesse coragem de colocar em palavras no momento. Não viu mais do que os cabelos vermelhos abaixo de si quando sentiu a língua percorrendo o pescoço e o peito, descendo até mais, no lugar onde estava sujo com o sêmen. Ergueu a cabeça, parecendo bem alarmado com o rumo que o outro seguia. - N-não fa-z isso Yure! Est-t-t-t-tá s-s-s-sujo!!! Hnnn... - mordeu os lábios de novo, nervoso que ainda assim ele continuava lhe lambendo o corpo até onde havia sêmen, nervoso também que aquilo só lhe deixava mais excitado. Ele tinha descido demais até, e ao observar onde ele tinha parado, sentiu o coração quase saltar pela garganta. - O q-u-e est-á f-f-azendo?! Eu n-não qu-quero parar m-mas... por que est-t-á aí emb-- AHHH!
Os olhos se arregalaram em surpresa e em um arrepio que pareceu mais um choque de prazer quando a língua de Yure pressionou exatamente na entrada sensível do membro pós-orgasmo. A saliva escorreu de novo pelo canto dos lábios quando jogou a cabeça para trás, o corpo se remexendo sobre a cama como se quisesse escapar daquilo - e ao mesmo tempo pedisse por mais. Não teve muito tempo de protestar, apenas sentiu a língua quente e úmida deslizando não só na ponta do membro, mas desde a base até os testículos em sensações de novo, inéditas...
- HAHHH!!! Ahhhh!! Hmmmmm...!!! - não conseguia pensar em mais nada quando Yure colocou o membro todo na boca, começando a se movimentar. Era uma sensação totalmente diferente de ser estimulado pela mão dele, a boca do outro era úmida e a língua se movia enquanto ele chupava e subia e descia a cabeça a ponto de lhe causar outra ereção quase imediatamente. Jamais teria imaginado que podia sentir mais prazer ainda daquele jeito, os olhos revirando com a sensação, os quadris começando a se mover também como se quisesse alcançar o ritmo dele, as pernas tentando se soltar das amarras assim como os braços com todos os tremores que lhe atingiram naquele instante. - Ahhh-hahhhhhh!!! Nhnnnn... is-s-so... bom-- ahnnn t-t-tão g-gos-toso... HAHH! Hahhhh! M-mais... q-quente...!!!
Com o estímulo da boca do outro nos lugares mais certos... oficialmente estava entregue à sensação, sem conseguir ao menos medir as palavras e os gemidos que escapavam.
Yure
E é claro que as reações do amigo foram intensas, era tudo novo e em um nível muito rápido para processar, mas não era como se fosse ruim, era prova viva de que experimentações extensas era uma boa forma de aprender, fosse com garotas ou com garotos. Os gemidos altos e sinceros responderam diretamente no baixo ventre do ruivinho, e sabia que ainda estava rijo, mas na mesma medida que queria ser tocado, queria explorar mais do corpo de Oliver. E a vontade só ficou mais forte quando escutou a frase entrecortada alegando como estava bom.
Parou apenas um momento, o rastro de saliva unido dos lábios ao topo do pênis rijo do amigo, observar a expressão entregue e extremamente avermelhada, apenas o deixava mais inclinado a prover mais e mais prazer a Oliver. Dito isto, voltou a deslizar com a língua demoradamente do topo a base, usando dos lábios para pressionar a área mais sensível, enquanto simultaneamente, seguia apalpando uma das coxas, enquanto a outra, deslizava do quadril, para a parte interna próximo a virilha, arranhando a área com as unhas curtas. Desceu com a língua até os escrotos e abocanhou um deles, sugando a parte sensível com certa vontade, enquanto levava a mão, para o pênis rijo masturbando-o devagar, pressionando a entrada da uretra com o polegar, um duplo estimulo.
Mordeu a virilha e a parte interna das coxas, não com muita força, apenas para atiçar, e logo voltou a dar atenção ao membro, colocando-o completamente na boca, afundando-o até onde conseguia, o rosto ficando incrivelmente corado e os olhos marejando um pouco, e diferente da vez anterior, começou a mover a cabeça em um ritmo mais intenso, que aumentava gradativamente.
Oliver
De novo, tentou puxar os braços e pernas, mas não tinha como se soltar dali, o corpo se remexendo inquieto por conta da gama de sensações cada vez mais intensas... mas daquela vez ao colocar mais força nos braços para tentar se libertar mesmo inconscientemente, teve a impressão de que a corda tinha cedido, só um pouco. Mas a impressão sumiu totalmente quando Yure deteve um pouco o movimento, arrancando-lhe um gemido de protesto ao encará-lo por cima do próprio corpo com o rosto vermelho e os olhos lacrimejando pela excitação crescente.
- Hnnnnn... n-não p-par-r-e... por-f-f-favor... - rangeu os dentes, fechando mais as mãos com força. As sensações eram tão boas que nem sabia os limites e os limites de Yure, querendo só chegar no ápice de novo e experimentar mais os toques ágeis do ruivinho. Mas Yure não precisou nem ouvir sua voz e já tinha voltado a lamber o pênis e devolver o olhar, a língua passeando por toda a extensão e tocando nas áreas que mais lhe deixavam quente. O corpo todo tremia, o membro pulsava dentro da boca de Yure e não sabia que podia experimentar aquele tipo de coisa em toda a sua vida. - Arh... Hahhhh!!! Hmmmm-- arh... Y-Yure...!! - não sabia nem o que falar ao sentir o corpo reagir mais facilmente também com o toque no escroto, numa área que nunca tinha pensado poder sentir algum prazer, a respiração se tornando ainda mais descompassada enquanto puxava mais as pernas e braços ainda amarrados. Estava totalmente inquieto e queria fazer alguma coisa também, mas não sabia o que faria com os braços livres, o corpo tão entregue daquele jeito.
Gemeu mais alto com a mordida, não pela dor, mas também pela surpresa de que aquilo lhe causaria mais prazer e espasmos agradáveis fazendo todos os pelos do corpo se arrepiarem com a sensação. Contraiu as nádegas quando ele abocanhou o membro de novo, daquela vez até mais fundo, sentindo a glande roçar contra a garganta do outro num toque agradável e enlouquecedor.
- Ahhhhh!! Ass-- arhhh!! Y-yure...!! HMMM!!!
Yure
Estava difícil de segurar a própria vontade de fazer algo além com o amigo, mas tinha de apresenta-lo a cada uma das sensações, se avançasse demais não sabia nem como o mais novo reagiria, ele já parecia completamente fora de si. Embora fosse uma visão extremamente excitando vê-lo se debater sem saber como reagir, apenas pedindo por mais e mais carícias.
Moveu a cabeça em um ritmo mais ágil e logo reduziu usando da língua para estimular a glande enquanto mantinha o membro rijo totalmente imerso na boca, uso da mão para apalpar a coxa de Oliver, apertando a carne e roçando as unhas, enquanto que com a mão livre, apalpava os testículos e subia com o polegar massageando a base do pênis por ser mais sensível. Afastou mais da roupa do amigo até o limite imposto pela corda, não daria pra ir muito mais que aquilo, não queria ter de cortar a roupa do amigo, mas também não estava disposto a desamarra-lo enquanto ele não esfriasse as ideias e ficasse satisfeito.
Continuou chupando-o com vontade a saliva escorrendo por entre as pernas de Oliver, afastou-se um momento apenas para tomar ar, mas continuava masturbando o pênis ereto com a mão lambuzada, que deslizava, pousou o polegar sobre a glande fazendo movimentos de vai e vem, estimulando a área e passou a língua sobre a pele do amigo nas áreas que tinha arranhado e distribuiu várias mordidas que ia ficando mais fortes a medida que tinha mais carne para morder nas coxas do amigo, deixando algumas marcas vermelhas. Aproveitou a região próxima da virilha para depositar um chupão com mais vontade, sugou a região com os lábios deixando-a mais quente com a somatória do calor da boca em seguida mordiscou para enfim soltar e deslizar a língua de volta ao membro, para lambê-lo de ponta a ponta, descendo por entre os escrotos e o perímetro até onde conseguia .
Sentia a própria ereção latejar por alívio, mudou de posição e ficou sobre Oliver, uma das mãos ainda masturbando-o com certa agilidade, mas dessa vez depositou parte do peso sobre o corpo do mais novo, roçou o próprio membro ereto contra o corpo do amigo, o lambeu na extensão da curva do pescoço até a boca, beijando-o de forma intensa e lascívia, quase tomando o fôlego dele completamente, até se afastar e sussurar: – Oliver, vou arrancar sua roupa fora, nem que tenha de cortar…hmmm! – acelerou a masturbação, ainda estava muito excitado e aquela proximidade só o deixava ainda mais, mordeu o peitoral de Oliver próximo ao mamilo, roçando os dentes na área e deixando algumas marcas ali enquanto mantinha os movimentos certeiros, pressionando da base até o topo, a saliva ajudando na lubrificação, sentia o membro pulsar entre seus dedos, estava ficando cada vez mais quente.
Oliver
Podia sentir o corpo esquentar ainda mais, o suor escorrendo na testa com os fios grudados ali e molhados. Não podia ter imaginado nem em uma vida que ficaria suado por conta daquele tipo de situação. Estava acostumado a se cansar com os treinamentos e corridas, mas não com aquilo e o corpo todo parecia cansado e disposto ao mesmo tempo numa novidade muito bem vinda. Os gemidos saíram mais altos enquanto o ruivo continuava com as carícias certeiras. Não sabia como Yure tinha descoberto fazer aquilo, mas devia ser algo comum para os ocidentais. A cada estímulo, tensionava mais os braços, colocando força nas mãos fechadas, movendo os dedos como se quisesse usá-las mais do que as cordas permitiam. Já tinha puxado com tanta violência em uma reação automática que não fazia ideia do estado da corda ou do né que a segurava, mas os pulsos com certeza estavam avermelhados e arranhados.
- C-c-com-o... hmmmm t-tão q-qu-ent-t-e b-bom... ahhhnnnn!!! - não conseguia nem organizar mais as palavras em sua mente ou em sua boca, queria fechar as pernas mais por instinto, mas não tinha como. Puxava os pés e as mãos com mais força do que era necessário. - Y-Yur-r-e...!! Hahhh!!!
Sentiu o corpo tremer e as pernas tensionarem quando ele chupou a parte interna das coxas mais de uma vez. Até mesmo aquele gesto simples e as mordidas pareciam muito mais excitantes do que tinha imaginado em outras situações, como no quarto de Ethan. Como o seu corpo podia sentir tudo aquilo que sequer tinha imaginado? Queria provar ainda mais e agradeceu mentalmente quando ele se curvou sobre o seu corpo, trocando o calor e o suor pela proximidade, sentindo a língua dele passando cm vontade pela curva do seu pescoço e as palavras sussurradas num tom que despertava ainda mais a excitação em seu corpo, o membro latejando entre as mãos dele. Puxou de novo os braços com força, sentindo algo ceder um pouco, mas pouco prestando atenção naquele ato. Queria fazer mais coisas, queria sentir mais coisas e os quadris se moviam e se inclinavam contra o corpo dele por causa dos gestos mais intensos.
- AHHHHH!! Y-Yure!!! - arqueou as costas com a mordida no peito também, os mamilos rijos diante do toque e do movimento intenso na ereção dos dois. O calor aumentou quando puxou de novo os braços e num gesto totalmente inesperado, as mãos estavam passando direto por cima do corpo de Yure, ainda amarradas embora a parte que estava segurando à cama estivesse solta.
O corpo reagiu aos braços soltos e a primeira coisa que fez foi jogar os braços sobre os ombros dele, ao contrário do esperado como se fosse empurrá-lo ou socá-lo, as mãos espalmaram nas costas suadas do amigo, puxando-o para mais perto e fincando as unhas curtas nas costas dele, aproveitando que tinha puxado-o para perto para beijá-lo com intensidade também, a língua invadindo a boca alheia com o calor aumentando, a saliva escorrendo pelo canto dos lábios.
Yure
Estava completamente febril, e se perdesse a concentração por um momento, podia ir muito além do que o amigo teria pensado quando aceitou aquela proposta ousada do ruivo. Mas o que podia fazer quando Oliver se mostrava tão suscetível as suas carícias, aos toques, principalmente a voz dele, envergonhada, mas não parecia desgostar de nada que estavam fazendo. Apoiou a testa contra o peito do amigo, respirando fundo o hálito quente contra a pele do outro, sentia as ereções pulsarem entre seus dedos, e estava pronto pra seguir com mais mordidas e lambidas, quando sentiu um calafrio passar por sua coluna, ao ter a mão de Oliver espalmando em suas costas.
Sua reação imediata foi erguer o olhar e encarar o amigo, a mão sessou o movimento da masturbação, mas não teve tempo para qualquer reação, quando foi puxado para um beijo por Oliver, percebeu no meio daquela bagunça que talvez não fosse bom parar pra avisar que ele estava com o braço solto. Retribuiu o beijo com igual lascívia, e sentiu um arrepio quando ele lhe arranhou sobre a pele, porque não esperava aquela reação do amigo. Como os dois eram atletas, o beijo se prolongou deixando que as línguas se enroscassem a ponto da saliva escorrer pelo canto da boca.
Roçou o baixo ventre contra o do amigo, sentindo a excitação crescente ainda maior, embora no fundo da cabeça fosse assombrado pela ideia de receber um soco ou chute no momento que fizesse algo errado. Arranhou a lateral do corpo de Oliver rumo as nádegas apalpando a carne com vontade. Tentava pensar que talvez pelo amigo estar quente demais não fosse mais ficar agressivo, será que podia confiar e solta-lo de uma vez? Ou será que ele só não estava sendo agressivo porque não tinha percebido que estava solto? Eram coisas demais pra pensar no meio de algo que estava tão bom que lhe impedia de organizar as ideias racionalmente.
Quando descolou os lábios dos de Oliver, o mordeu o lábio inferior, e roçou os dentes na linha do queixo, a respiração pesada, o suor escorrendo da testa: – Arhh- Oliver!! Assim- eu não… aguento… assim eu quero você… todo!!! – admitiu para o amigo incapaz de lhe perguntar se podia solta-lo de vez, mas sendo praticamente impelindo por aquilo, aproveitando a mão livre, para puxar uma das cordas e terminar de soltar a outra mão. Fosse o que acontecesse já tinham ido muito longe pra simplesmente voltar atrás.
Apoiou-se sobre um cotovelo, deixando que Oliver lhe agarrasse ou estapeasse como achasse melhor, voltou a beija-lo com vontade, enquanto a mão que antes o apalpava voltava a dar atenção ao membro do mais novo, pressionou com a palma da mão todo o volume, movendo os polegares massageando a base, e seguindo com os movimentos de vai e vem intensamente.
Oliver
O beijo estava tão intenso que ele não notou de primeira que as mãos estavam soltas e arranhando as costas de Yure, forçando-o a ficar perto de si e aproveitar do calor alheio. A última coisa em que conseguiria pensar naquele instante, mesmo automaticamente, era em acertar o ruivo ou machucá-lo. Aquilo estava bem longe de ser comparado a qualquer chinês que tivesse tentado lhe fazer mal. Pelo contrário, não tinha sequer como pensar em Yure lhe fazendo mal àquela altura, estava lhe fazendo muito bem.
- Ahhhnnn - suspirou em prazer quando ele cessou o beijo, mordiscando os lábios que já estavam avermelhados, encarando-o de perto com a vista um pouco embaçada. A respiração estava pesada e cansada, mas parecia muito mais disposto do que qualquer treino que já tinha feito ali ou na China. Podia continuar ali por horas. Até as palavras do ruivo lhe deixavam mais excitado também com a possibilidade de continuarem e só quando ele puxou o seu braço para tirar os nós foi que percebeu que já tinha se soltado da cama. - D-desculpe... e-e-eu n-n-nã-o q-q-uer-r-i... - a resposta foi automática, quase alarmada quando notou que os pulsos estavam soltos. Mas não era como se tivesse batido nele. Havia umas marcas vermelhas bem fortes nos pulsos com alguns arranhões por todo o esforço. - M-mas...
Não teve tempo de reagir mais às mãos soltas, sentiu o beijo e retribuiu o gesto, mantendo as mãos junto ao corpo entre os dois como se estivesse se impedindo de fazer alguma coisa. Mas não se contentou com a ideia de ter as mãos livres e quietas, e já que não estava nem um pouco disposto a bater nele, a primeira reação foi espalmar as mãos no peito do ruivo, uma delas subindo até o pescoço e alcançando a nuca, os dedos enterrando nos fios de cabelo e segurando-os com vontade enquanto retribuía o beijo. Apoiou um dos cotovelos na cama também, mas agora que estava livre, a primeira reação em meio aos gemidos de prazer foi impulsionar um pouco o corpo até se sentar, o ruivo entre as suas pernas, o membro roçando na mão dele e sentindo a ereção do amigo também contra o corpo. Tentou puxar as pernas abertas que ainda estavam presas e o tecido da calça ainda atrapalhava a proximidade maior dos corpos.
- Y-Yure... minhas pernas...-- eu q-q-quero... s-oltar... hmmmmm - a mão que acariciava a nuca dele desceu pelas costas enquanto o outro braço o envolvia pela cintura também os dedos deslizando com firmeza pela pele suada do amigo, a sensação do toque lhe deixando ainda mais excitado.
Yure
Quando o amigo finalmente notou que estava solto, sua primeira reação foi se conter, e torceu pra que ele não reagisse de forma negativa. Manteve as carícias certeiras, imaginando que se ele continuasse quente e excitado, talvez simplesmente reagisse para continuarem o que estavam fazendo, e não para levar uma surra. E pra sorte do ruivo, seus instintos estavam certos. Sentiu um arrepio lhe percorrer de ponta a ponta quando ao migo agarrou seus fios na nuca, precisando se afastar para tomar ar, perdendo completamente a noção da própria respiração, sêmen escorrendo do membro ereto carente de alívio: – Arhh-ahh! Assim, ‘cê acaba comigo!! – comentou a voz embargada, e logo Oliver estava sentado com o ruivo sobre seu colo, querendo mais liberdade, para poder se mover no meio daquela bagunça que os dois estavam fazendo.
Se afastou de Oliver, respirando fundo, o rosto ainda tomado pelo vermelho, todos os pelos do corpo estavam arrepiados, e logo se livrou do restante das amarras e das cordas. Não perdeu tempo em e se livrar também do restante da roupa do amigo, e da sua própria. Sentou-se na cama e puxou o amigo pra ficasse sentado em seu colo, depois de passar tanto tempo deitado, certamente ele queria poder se movimentar mais, puxou as duas mãos dele, se livrando das cordas e lambendo sobre os arranhões, e deixando as mãos dele sobre seu ombro: – Sou todo seu, e você é todo meu! – Passou uma das mãos pela cintura do amigo, puxando-o para perto de si, enquanto a outra mão descia sorrateira desenhando caminho pela coxa do rapaz, arranhando na virilha, bem em cima de onde já tinha deixado algumas marcas de chupões anteriormente.
Deixou que Oliver decidisse o que queria fazer dali, se queria beija-lo se queria ficar por cima, se queria beija-lo, afinal não importava o que ele fizesse, desde que não batesse nele, tudo seria ótimo, e poderia ensinar mais alguns truques bem gostosos pro amigo se lembrar.
Oliver
Em meio a tantas sensações, nem tinha como perceber que o seu toque tinha provocado algo a mais em Yure, mas só o gemido dele lhe deixou mais excitado e curioso. Queria saber o que exatamente "acabava" com o ruivinho que não envolvia agressão. Mordeu os lábios numa expressão de protesto silencioso quando ele se afastou, mas fez aquilo apenas para tirar as cordas que tinha pedido, aproveitando a liberdade para tirar as últimas peças de roupa do caminho também.
O puxão de Yure foi bem preciso e logo estava sentado no colo dele. Sentia as pernas e mãos um pouco dormentes por conta das amarras, mas a parte boa era que não conseguia chegar nem perto de reagir em algum golpe de kung fu contra a proximidade do amigo. Na verdade, a última coisa em que conseguia pensar naquele momento era em treinos e técnicas de combate. Sentiu um arrepio agradável quando ele lambeu os arranhões dos pulsos e afirmou tão categoricamente que lhe pertencia. Nunca imaginaria que aquela frase podia fazer tanto efeito a ponto de sentir a excitação aumentando. Não se importou com os braços dele em volta da cintura, puxando-lhe para perto, os dedos sorrateiros pela sua coxa num toque agradável.
- Hmmm-- isso é tão... bom... Yure... - não tinha tanta experiência quanto o ruivo, então a única coisa que podia fazer era mimetizar o que ele já tinha feito. Ajustou mais o corpo junto ao dele, passando as mãos por cima dos ombros dele e segurando-o de novo pela nuca pelos cabelos ao beijá-lo demoradamente. Gostava dos beijos e das línguas se acariciando, o corpo todo esquentava com aquele gesto e podia beijá-lo por um longo tempo sem sequer perder o fôlego. A proximidade dos corpos também ajudava para que sentisse o membro roçar contra o seu, as ereções quentes comprimidas no espaço que fazia questão de diminuir na necessidade de manter a proximidade com o outro. Na verdade, estava tão ansioso pela proximidade e pelo calor alheio que acabou impulsionando o corpo contra o dele até que, daquela vez, Yure estivesse deitado e ele por cima, ainda sem cessar o beijo, tornando a pressão nas ereções ainda mais acentuada. Só depois de sentir a saliva escorrendo pelo canto dos lábios foi que afastou o rosto um pouco, encarando o amigo de perto. - Eu quero mais...
Não sabia exatamente o que queria, mas sabia que não estava cansado e nem queria parar, então restava esperar que o ruivinho lhe ensinasse mais coisas interessantes agora que podia usar os braços e pernas livremente.
Yure
Oliver era um rapaz bonito, principalmente quando estava com o rosto completamente corado, a expressão tão tomada pela gama de sensações novas, e tinham avançado bastante até ali. Já que ele estava solto, aceitando seus avanços, sem o aparente risco dele lhe golpear com alguma técnica de kung fu. Não demorou para que ele voltasse a lhe agarrar pela nuca, os fios curtos ruivos sendo puxados no escalpo lhe arrepiando completamente, e arqueou as costas em resposta ao toque certeiro em seu ponto fraco. Entreabriu os lábios, mas o gemido se perdeu quando Oliver uniu os lábios em um beijo longo e intenso, retribuiu buscando a língua do outro, deixando-se consumir pela carícia. Subiu as mãos tateando as nádegas firmes do amigo com a mão cheia, e puxou o corpo dele contra o seu, sentindo as ereções roçarem no espaço mínimo entre os corpos, o calor aumentando cada vez mais.
Embora Oliver fosse completamente inexperiente, ele tinha um desejo bem aparente por mais, e logo empurrou Yure, que se deitou sem resistir aos avanços do outro. Largou do beijo e respirou fundo mordendo o lábio inferior de Oliver, e o encarou diretamente com seus olhos cor meu quando ele lhe disse que queria mais, ele era irresistível quando era direto daquele jeito, e aproximou o rosto, para roçar os lábios mornos sobre a linha do queixo e sorrir junto a boca do mais novo: – Posso lhe dar sim… muito mais… – uma das mãos deslizou por entre as nádegas de Oliver de forma provocativa, apenas tateando a região com as digitais, a outra subiu pela linha do coluna até o meio das costas:
– Você pode retribuir as carícias… – lambeu o rosto de Oliver, e depois passou a língua sobre os lábios do amigo, mas sem de fato beija-lo:– Enquanto eu lhe faço outras carícias, o que acha? – Beijou suavemente sobre os lábios do outro esperando que ele mudasse de posição para que pudesse explorar um pouco mais o corpo do outro, e principalmente prepara-lo para o que estava adiante, afinal, estavam apenas nas preliminares.
Oliver
O corpo reagia a cada toque do ruivo ao percorrer os dedos pela sua pele suada. Sentiu um calafrio só com o roçar dos lábios dele contra os seus, a confirmação do ruivo de que poderia lhe mostrar bem mais do que já tinham feito. E o que mais poderia haver ali? Já não era êxtase demais? Queria saber de coisas novas, queria experimentar mais e não se importou necessariamente quando ele passou a mão pelas suas nádegas, o ruivo que estava lhe ensinando as novidades ali.
De novo, a língua dele passou pelos seus lábios num gesto provocativo. Mesmo com todas as novidades, o simples gesto do beijo já lhe deixava fora dos eixos e queria continuar repetindo-o até que não conseguisse sentir os lábios. Ouviu a sugestão sobre retribuir as carícias e também ter algo mais vindo do ruivo. Concordou primeiro com um aceno de cabeça, ainda na posição sobre o amigo ao sentir as ereções roçando uma na outra, para lembrar gradualmente do que podia fazer para retribuir o que ele já tinha feito. Não juntou os lábios aos dele, mas beijou o rosto e depois desceu pelo pescoço do ruivo, lembrando-se da sensação dos lábios dele fazendo a mesma coisa ao seguir do pescoço pelo peito, escorregando sobre Yure até alcançar o baixo ventre do amigo, levantando então o olhar para encará-lo de volta.
- Posso retribuir as carícias... assim? - alcançou o membro dele, tocando-o com a língua bem incerto do que estava fazendo e tímido também, lambeu a extensão até a ponta, sentindo o gosto diferente e ao mesmo tempo lembrando-se da sensação agradável quando ele lhe fez aquilo. - Eu gostei... da sua boca...
Colocou a cabeça do membro na boca, sugando um pouco, sem saber o que fazer e também sem usar muito a língua, esperava que o ruivo lhe dissesse o que fazer também para que ele sentisse o mesmo que tinha sentido antes. Toda aquela novidade só lhe deixava mais quente e mais perdido em sensações estranhas.
Yure
Talvez o charme de Oliver fosse justamente a soma dele ser ingênuo mas sucumbir facilmente as próprias vontade de querer conhecer coisas novas. Toda aquela fome era muito bem vinda, talvez estivesse influenciando mal o amigo, ou talvez fosse exatamente o que ele precisava, de alguém desavergonhado o suficiente pra lhe mostrar como algumas coisas podem ser boas, muito boas por sinal. Ou talvez o ruivo tivesse sido mal influenciado no meio do caminho, mas não estava pensando demais nos porquês, estava apenas se deixando levar naquela gostosa sensação de descoberta, e nos lábios de Oliver deslizando por sua pele até chegar a seu baixo ventre:
– Hmmm…Assim mesmo, pode usar a língua a vontade…hmm-hmmm…!!– o ruivo sentiu arrepios bem vindos ao sentir a temperatura da língua do amigo deslizando por seu membro carente de alívio, estava tão excitado e a visão de Oliver tímido, mas convicto de tentar era algo que lhe deixava de sangue quente, e a cereja do bolo foi a frase do amigo: “gostei… da sua boca…” tinha como resistir depois de uma dessas? Claro que não, e nem queria resistir. O ruivo mordeu o lábio inferior como reflexo, se apoiando sobre os cotovelos, assistindo Oliver prosseguir com as carícias. Guiou a mão até o próprio membro sobre a mão de Oliver, lhe instruindo como prosseguir com a massagem, descendo a mão até os testículos e indicando a pressão certa para aquilo ser excitante e não uma vasectomia por acidente:
– Você pode se virar pra mim, assim eu posso usar a minha boca que você tanto gosta…hmmm…!– o ruivo levou a palma da mão abaixo do queixo do amigo lhe indicando que erguesse o rosto, um rastro de saliva ficando entre o membro ereto e a boca do outro. O ruivo acariciou a boca de Oliver com o polegar até introduzir até sentir a língua sob sua digital:
– Eu disse que podia ficar melhor, não disse?! Deixa te mostrar.– afastou a mão do rosto do amigo e indicou que ele ficasse sobre si, mas que virasse o quadril em sua direção, podia continuar com o sexo oral, mas queria ocupar a própria boca e arrancar mais algumas expressões sinceras e sensuais do amigo inexperiente.
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A gama de sensações às quais Oliver estava se rendendo era tão grande que ele nem podia começar a imaginar que haveria mais. Nunca tinha visto nada pornográfico na vida, também não entendia como todo aquele contato e a intimidade funcionavam, mas tudo parecia sair tão naturalmente e seu corpo pedia por mais com tanta facilidade que nunca em todos os seus anos de treinamento rígido e disciplinado, tinha passado por aquela sensação de ter a mente completamente nublada pelo prazer. Ele continuou com o toque tímido na ereção de Yure, usando a língua sem muita destreza, e sem saber por onde ir de início. Mas pelo calor do corpo de Yure e o membro latejando na sua boca, devia significar que ele também estava gostando, não era? Era como ele se sentia.
O ruivo ainda guiou seus toques para que massageasse o membro dele de um jeito que o agradava mais, descendo o toque pelos testículos também, sem conseguir colocar mais da ereção no fundo da boca sem causar desconforto. Ele ouviu a sugestão de Yure, mas nem fazia ideia do que ele queria insinuar, só se deixou levar quando sentiu o toque em seu queixo e ergueu o rosto, o polegar dele massageando a sua língua enquanto Oliver engatinhava de quatro sobre o outro para seguir as novas instruções.
- C-Como assim... se virar...? - ele perguntou, mas ainda assim, fez o que Yure pediu e no instante seguinte, a posição parecia ainda mais comprometedora com a cabeça de Yure bem diante da sua virilha e ele também encarando a ereção do outro. Oliver certamente já tinha passado da fase de se sentir intensamente constrangido com a situação, mas ainda assim, o rosto ficou vermelho até as orelhas, o que não lhe impediu de apoiar uma mão de cada lado do corpo de Yure e baixar o rosto até que a ereção dele estivesse em seus lábios de novo, estimulando-a com a língua e tentando repetir o que já tinha feito antes. Mas ele perdeu o ritmo do sexo oral completamente quando sentiu o toque de Yure também, naquela posição, deixando um gemido pontual escapar no topo da garganta. - Arhhhnnn--
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