09-30-2021, 02:33 PM
Se já houve uma espera longa, não tinha sido tão longa quanto aquela. Sasha podia ver na agonia da perna de Didier, sentado inquieto no Centro de Aconselhamento Estudantil que ele queria voltar para o lado de Renaud, e isso lhe fez suspirar conformado. Diferente do loiro, que parecia tenso o suficiente para desmontar se empurrasse com força, Sasha pensou ainda em voltar para seu dever, pois afinal, imaginava os rumores que estariam rolando por St. Clavier agora, sobre o surto do aluno Renaud Blanco. Por isso, saiu da sala antes de Didier, pegando do bolso o celular para ligar para Nataniel para pedir que ele tentasse sondar os rumores e apaziguasse os ânimos dos alunos. Pois é, tinha largado o pepino na mão do vice. Pelo visto os presidentes de conselho de St. Clavier tinham algo em comum.
Quando virou para voltar à sala, Didier tinha a cabeça na porta, como quem estava lhe esperando voltar (ou lhe espiando). Arqueou a sobrancelha para o olhar nervoso e cansado do loiro. Ele não queria deixar Renaud sozinho, mas ele também não queria ficar sozinho?
- Vamos esperar aqui no corredor, assim dá pra ver quando o doutor sair. – Sasha comentou, esperando que Didier saísse do centro de aconselhamento, e ele nem hesitou em sair, os olhos focados na enfermaria no fim do corredor. Mas guiou Didier para um banco no caminho.
Não tinham o que conversar, na real. Estavam os dois preocupados aguardando notícias, mas o fato de sair da salinha onde não tinha ninguém pareceu dar uma animada em Didier. Mas nada acordou o loiro tanto quanto a visão do doutor Vlahos finalmente saindo da enfermaria e vindo na direção dos dois. Didier apenas respondeu silenciosamente, pois depois da última conversa confusa com o médico sobre aquela crise, ou de ver e ouvir toda a cena estranha, tinha pensado que não precisava mais racionalizar nada. Precisava cuidar de Renaud, e somente isso.
- Obrigado, doutor, qualquer coisa, ligamos sim. – Sasha falou, mas viu Didier já indo apressado para a enfermaria sem lhe esperar. – Ei!
Didier olhou para trás para ver se era alguma informação adicional do doutor Vlahos, mas Sasha estava apenas manobrando para ir atrás de si. O presidente do conselho estudantil respirou fundo, e então andou até Sasha, dando a volta por trás da cadeira e empurrando-o na direção da enfermaria, o que assustou tanto o moreno que ele foi obrigado a olhar para Didier por cima do ombro.
- ... Obrigado...? – Sasha agradeceu, depois focando em Renaud na cama assim que entraram na enfermaria, e Didier lhe manobrou até chegarem perto o suficiente da cama. - Ei, menino... Me contaram as coisas... sinto muito. – Sasha falou, vendo o estado pobre do irmão menor na cama.
- Renaud...! – Didier soltou Sasha para ir até o moreno, apertando os lábios. Olhou para as mãos dele agora tratadas, a respiração levemente errática do nervosismo, e então aproximou a mão do braço dele, sem tocar. - ... Posso...? – perguntou, porque não tinha certeza se ele queria ou precisava de mais do que a presença dos dois ali. E Didier queria estar ali para o que Renaud precisasse, embora de verdade, queria poder tocar o moreno e confirmar que estava ali com ele finalmente.
Quando virou para voltar à sala, Didier tinha a cabeça na porta, como quem estava lhe esperando voltar (ou lhe espiando). Arqueou a sobrancelha para o olhar nervoso e cansado do loiro. Ele não queria deixar Renaud sozinho, mas ele também não queria ficar sozinho?
- Vamos esperar aqui no corredor, assim dá pra ver quando o doutor sair. – Sasha comentou, esperando que Didier saísse do centro de aconselhamento, e ele nem hesitou em sair, os olhos focados na enfermaria no fim do corredor. Mas guiou Didier para um banco no caminho.
Não tinham o que conversar, na real. Estavam os dois preocupados aguardando notícias, mas o fato de sair da salinha onde não tinha ninguém pareceu dar uma animada em Didier. Mas nada acordou o loiro tanto quanto a visão do doutor Vlahos finalmente saindo da enfermaria e vindo na direção dos dois. Didier apenas respondeu silenciosamente, pois depois da última conversa confusa com o médico sobre aquela crise, ou de ver e ouvir toda a cena estranha, tinha pensado que não precisava mais racionalizar nada. Precisava cuidar de Renaud, e somente isso.
- Obrigado, doutor, qualquer coisa, ligamos sim. – Sasha falou, mas viu Didier já indo apressado para a enfermaria sem lhe esperar. – Ei!
Didier olhou para trás para ver se era alguma informação adicional do doutor Vlahos, mas Sasha estava apenas manobrando para ir atrás de si. O presidente do conselho estudantil respirou fundo, e então andou até Sasha, dando a volta por trás da cadeira e empurrando-o na direção da enfermaria, o que assustou tanto o moreno que ele foi obrigado a olhar para Didier por cima do ombro.
- ... Obrigado...? – Sasha agradeceu, depois focando em Renaud na cama assim que entraram na enfermaria, e Didier lhe manobrou até chegarem perto o suficiente da cama. - Ei, menino... Me contaram as coisas... sinto muito. – Sasha falou, vendo o estado pobre do irmão menor na cama.
- Renaud...! – Didier soltou Sasha para ir até o moreno, apertando os lábios. Olhou para as mãos dele agora tratadas, a respiração levemente errática do nervosismo, e então aproximou a mão do braço dele, sem tocar. - ... Posso...? – perguntou, porque não tinha certeza se ele queria ou precisava de mais do que a presença dos dois ali. E Didier queria estar ali para o que Renaud precisasse, embora de verdade, queria poder tocar o moreno e confirmar que estava ali com ele finalmente.
