10-01-2021, 01:28 PM
O Blanco estava irreconhecível naquele estado lastimável, ou talvez nem tanto, considerando o tanto que aquelas duas pessoas já o tinham visto em pedaços pequenos e cuidado de si durante algumas noites difíceis. Talvez fosse mais estranho para o próprio Renaud que ainda não estava habituado a ser cuidado, e a admitir seu lado fragilizado.
Aceitou de bom grado o carinho recebido, se deixando ser absorto no calor e do conforto da companhia dos dois, no quanto um abraço lhe fazia bem de uma forma estranha, mas tão necessária.
Ainda levou alguns longos minutos até seu choro diminuir o suficiente pra conseguir formar palavras sem soluçar, seus olhos estavam plenamente vermelhos, a expressão toda acabada de tanto se entregar aquela angústia que o assolava.
Se afastou dos dois e tornou a se sentar na maca, deixando as pernas para o lado de fora da mesma, passou as costas da mão sobre o rosto úmido, respirando fundo com a boca, pois seu nariz estava plenamente desgraçado. Encarou Sasha e fez um meneio positivo com a cabeça sobre Isaac ter sido chamado também. Virou-se na direção de Didier quando ele tocou sua face, e fechou os olhos momentaneamente, deixando o rosto repousar na mão do namorado, aceitando a carícia: -- sim… por favor. -- comentou numa voz baixa ainda embargada do choro recente.
Acompanhou com o olhar enquanto Didier se afastava para pegar água, e logo retornou a atenção a Sasha, tinha deixado todos preocupados, inclusive já tinha dado tanto trabalho ao irmão ao longo desses dias, que sentia-se culpado por estar depositando mais uma parcela de problemas sobre seu colo: -- eu…! -- pensou em se desculpar, mas iria se desculpar sobre o quê exatamente? Mordeu o lábio e torceu a expressão sem saber o que dizer, levou as costas das mão as têmporas, parecendo aflito: -- ela…! -- hesitou.
O ambiente da enfermaria lhe lembrava demais um hospital, a falta de visitas que nunca ocorreram lhe deixando em um misto de amargura e desconsolo. Mas será que não tinham ocorrido visitas? Lembrando da última conversa que tivera com a mãe, tinha descoberto que ela tinha ido, sim, lhe ver enquanto estava enfermo em um dos piores episódios de sua vida. Renaud tinha alimentando por tanto tempo o sentimento de nunca ter sido acolhido pela mulher, que agora, sentia-se culpado por ter alimentando esses pensamentos por tanto tempo. Seu estômago se revirava e o gosto amargo subia até o topo de sua garganta, deixando sua voz arranhada: -- ela tinha ido… -- balbuciou a frase, sem saber se voltaria a chorar ali, a aflição apertando seu peito e deixando respirar difícil: -- daquela vez… no hospital… ela tinha ido… eu só… ela foi…. mas nunca disse nada…!
Arfou sentindo a respiração quente, a culpa mesclada a inconformidade se convertendo em dor lacerante lhe consumindo por dentro, como podia está doendo tanto?
Aceitou de bom grado o carinho recebido, se deixando ser absorto no calor e do conforto da companhia dos dois, no quanto um abraço lhe fazia bem de uma forma estranha, mas tão necessária.
Ainda levou alguns longos minutos até seu choro diminuir o suficiente pra conseguir formar palavras sem soluçar, seus olhos estavam plenamente vermelhos, a expressão toda acabada de tanto se entregar aquela angústia que o assolava.
Se afastou dos dois e tornou a se sentar na maca, deixando as pernas para o lado de fora da mesma, passou as costas da mão sobre o rosto úmido, respirando fundo com a boca, pois seu nariz estava plenamente desgraçado. Encarou Sasha e fez um meneio positivo com a cabeça sobre Isaac ter sido chamado também. Virou-se na direção de Didier quando ele tocou sua face, e fechou os olhos momentaneamente, deixando o rosto repousar na mão do namorado, aceitando a carícia: -- sim… por favor. -- comentou numa voz baixa ainda embargada do choro recente.
Acompanhou com o olhar enquanto Didier se afastava para pegar água, e logo retornou a atenção a Sasha, tinha deixado todos preocupados, inclusive já tinha dado tanto trabalho ao irmão ao longo desses dias, que sentia-se culpado por estar depositando mais uma parcela de problemas sobre seu colo: -- eu…! -- pensou em se desculpar, mas iria se desculpar sobre o quê exatamente? Mordeu o lábio e torceu a expressão sem saber o que dizer, levou as costas das mão as têmporas, parecendo aflito: -- ela…! -- hesitou.
O ambiente da enfermaria lhe lembrava demais um hospital, a falta de visitas que nunca ocorreram lhe deixando em um misto de amargura e desconsolo. Mas será que não tinham ocorrido visitas? Lembrando da última conversa que tivera com a mãe, tinha descoberto que ela tinha ido, sim, lhe ver enquanto estava enfermo em um dos piores episódios de sua vida. Renaud tinha alimentando por tanto tempo o sentimento de nunca ter sido acolhido pela mulher, que agora, sentia-se culpado por ter alimentando esses pensamentos por tanto tempo. Seu estômago se revirava e o gosto amargo subia até o topo de sua garganta, deixando sua voz arranhada: -- ela tinha ido… -- balbuciou a frase, sem saber se voltaria a chorar ali, a aflição apertando seu peito e deixando respirar difícil: -- daquela vez… no hospital… ela tinha ido… eu só… ela foi…. mas nunca disse nada…!
Arfou sentindo a respiração quente, a culpa mesclada a inconformidade se convertendo em dor lacerante lhe consumindo por dentro, como podia está doendo tanto?
