10-01-2021, 10:37 PM
Supunha que ficar deitado demais tinha cansado Renaud. Sasha preferia que ele ficasse deitado, mas desde que não magoasse as mãos, estava tudo bem. Didier certamente não deixaria ele fazer isso enquanto ajeitava a posição na maca. Ele parecia bem determinado a cuidar de Renaud, sendo mais útil em oferecer água para o moreno quando o choro subsidiou um pouco.
Enquanto Didier ia até o bebedouro pegar um copinho de plástico e encher de água, Sasha se aproximou, vendo que Renaud estava tentando falar alguma coisa sobre o que tinha acontecido. Imaginava que ele tinha dificuldade de processar a informação e as emoções porque foi assim que o doutor Vlahos disse, e até estendeu a mão até a dele, mas não o tocou, só se aproximando para ter certeza que ele não magoaria as mãos enfaixadas por acidente. Pelo visto Renaud estava se acostumando a não fazer nada que fosse magoar a palma queimada.
Didier encheu o copinho de água, e voltou na direção de Renaud, sem saber exatamente do que ele estava falando quando disse que a mãe tinha estado com ele no hospital. Imaginava que tinha sido quando a tia dele – aquela vaca – tinha ido ajudá-lo e lhe impediu de ir, e apertou o copinho sem perceber. A ideia lhe deixava bravo, afinal, que espécie de mãe iria ao hospital ver o filho sem dizer? Ainda mais porque via como isso magoava Renaud, a ausência dela.
Só que não era isso. E só soube que não era isso porque viu Sasha apertar a roda da cadeira com tanta força que achou que ele quisesse estourar o pneu. O presidente do conselho disciplinar respirou fundo e ergueu o queixo enquanto levava a mão com cuidado até a coxa de Renaud, acariciando a perna dele que estava mais ao alcance que se esticar para pegar no ombro. Didier voltou com a água, oferecendo para Renaud.
- Pelo menos eu sei agora que alguém ficou de olho em você lá... – Sasha falou sem sequer pensar antes de dizer isso. Aquilo não era "cuidar" dele, ficar de olho" sim. A mãe de Renaud tinha falecido, mas a vontade que tinha mesmo era de mandá-la para o inferno, porque aquela não era atitude de gente, deixar o filho acreditar que nunca tinha sido visitado no hospital na situação em que Renaud tinha estado.
- A água... – Didier franziu a testa, olhando de Sasha para Renaud, mas estava com a expressão aflita muito óbvia, porque aquela era um tipo de conversa entre os dois apenas, e não tinha a mínima ideia do que estavam falando. E se aquela ela mais uma circunstância em que a mãe de Renaud tinha falhado com ele, temia não ser controlado o suficiente de não enfatizar o quanto tudo aquilo – toda a situação em que ela tinha colocado Renaud – era absurda.
Pelo menos uma coisa Sasha e Didier concordavam. Estavam tristes por Renaud, mas não faziam questão de derramar uma lágrima pela mãe dele.
Enquanto Didier ia até o bebedouro pegar um copinho de plástico e encher de água, Sasha se aproximou, vendo que Renaud estava tentando falar alguma coisa sobre o que tinha acontecido. Imaginava que ele tinha dificuldade de processar a informação e as emoções porque foi assim que o doutor Vlahos disse, e até estendeu a mão até a dele, mas não o tocou, só se aproximando para ter certeza que ele não magoaria as mãos enfaixadas por acidente. Pelo visto Renaud estava se acostumando a não fazer nada que fosse magoar a palma queimada.
Didier encheu o copinho de água, e voltou na direção de Renaud, sem saber exatamente do que ele estava falando quando disse que a mãe tinha estado com ele no hospital. Imaginava que tinha sido quando a tia dele – aquela vaca – tinha ido ajudá-lo e lhe impediu de ir, e apertou o copinho sem perceber. A ideia lhe deixava bravo, afinal, que espécie de mãe iria ao hospital ver o filho sem dizer? Ainda mais porque via como isso magoava Renaud, a ausência dela.
Só que não era isso. E só soube que não era isso porque viu Sasha apertar a roda da cadeira com tanta força que achou que ele quisesse estourar o pneu. O presidente do conselho disciplinar respirou fundo e ergueu o queixo enquanto levava a mão com cuidado até a coxa de Renaud, acariciando a perna dele que estava mais ao alcance que se esticar para pegar no ombro. Didier voltou com a água, oferecendo para Renaud.
- Pelo menos eu sei agora que alguém ficou de olho em você lá... – Sasha falou sem sequer pensar antes de dizer isso. Aquilo não era "cuidar" dele, ficar de olho" sim. A mãe de Renaud tinha falecido, mas a vontade que tinha mesmo era de mandá-la para o inferno, porque aquela não era atitude de gente, deixar o filho acreditar que nunca tinha sido visitado no hospital na situação em que Renaud tinha estado.
- A água... – Didier franziu a testa, olhando de Sasha para Renaud, mas estava com a expressão aflita muito óbvia, porque aquela era um tipo de conversa entre os dois apenas, e não tinha a mínima ideia do que estavam falando. E se aquela ela mais uma circunstância em que a mãe de Renaud tinha falhado com ele, temia não ser controlado o suficiente de não enfatizar o quanto tudo aquilo – toda a situação em que ela tinha colocado Renaud – era absurda.
Pelo menos uma coisa Sasha e Didier concordavam. Estavam tristes por Renaud, mas não faziam questão de derramar uma lágrima pela mãe dele.
