10-02-2021, 01:02 AM
Renaud estava aturdido diante da enxurrada de pensamentos que lhe assombravam, e se sentia imensamente culpado não só por ter acreditado que sua mãe era ingrata, mas por ter preocupado ela a ponto que viesse até Cerise lhe ver. O Blanco sentiu um arrepio perpassar todo o seu corpo quando teve a realização de que aquilo era culpa sua. Tudo. No passado pelo choque que fizera sua mãe se afastar de si, como consequência se molestar diante da ideia de ter falhado como mãe, e agora, por ter feito a mulher sair de sua rotina para lhe ajudar. Uma saída sem volta.
Sentiu o toque sobre sua coxa e o corpo reagiu de forma espasmódica, quase como se tivesse saído de um pequeno transe de pensamentos. Torceu as sobrancelhas numa expressão receosa, amedrontado com o cenário que sua mente alimentava agora, não queria acreditar, mas ao mesmo tempo a culpa ia crescendo como uma erva daninha em seu peito lhe trazendo gastura. Sentiu-se tonto pois seus sentimentos lhe enforcavam e não sabia o que fazer com eles, levou as costas das mãos contra a de Sasha já que não podia lhe apertar a mão em resposta.
Abriu e fechou a boca sem conseguir verbalizar muito mais, as palavras se embolando, e quanto maior o silêncio, mais aflito Renaud ficava. No final das contas se sua mãe tinha se afastado era consequência de suas ações. E a morte dela agora também era culpa do moreno mais novo ou assim sua cabeça o estava tentando convencer.
Saiu dos pensamentos cíclicos quando seu namorado se aproximou com a água pedida, levou a mão livre para segurar o copo, mas os movimentos erráticos das mãos machucadas o fizeram quase amassar o plástico. Precisou de ajuda para tomar dois goles de água, que desceram rasgando como se engolisse um punhado de agulhas.
Acenou negativamente para o copo gesticulando que não conseguia tomar mais que aquilo, e esperou que o namorado retornasse ao seu lado, fazendo contato tanto com Sasha quanto com Didier, pelos nós dos dedos, cada um com uma mão, sem poder entrelaçar ou apertar, restava encostar.
A culpa sobre si era tanta, que era como se o rasgasse por dentro, espremendo até que as palavras desembocassem em murmúrios melancólicos: -- Ela sabia… das brigas… eu… decepcionei, deixei ela triste… doente…! -- a respiração pesou, e precisou puxar o ar com força em um suspiro sôfrego: -- Naquele dia… eu a fiz ficar mal… e dessa vez… eu… eu a …. -- não conseguia terminar a frase sem os olhos se umedecerem novamente, porque ficava claro no discurso do Blanco que ele estava carregando o peso de toda a trajetória descompassada que tivera com sua progenitora, até a culpa por seu fim trágico.
Sentiu o toque sobre sua coxa e o corpo reagiu de forma espasmódica, quase como se tivesse saído de um pequeno transe de pensamentos. Torceu as sobrancelhas numa expressão receosa, amedrontado com o cenário que sua mente alimentava agora, não queria acreditar, mas ao mesmo tempo a culpa ia crescendo como uma erva daninha em seu peito lhe trazendo gastura. Sentiu-se tonto pois seus sentimentos lhe enforcavam e não sabia o que fazer com eles, levou as costas das mãos contra a de Sasha já que não podia lhe apertar a mão em resposta.
Abriu e fechou a boca sem conseguir verbalizar muito mais, as palavras se embolando, e quanto maior o silêncio, mais aflito Renaud ficava. No final das contas se sua mãe tinha se afastado era consequência de suas ações. E a morte dela agora também era culpa do moreno mais novo ou assim sua cabeça o estava tentando convencer.
Saiu dos pensamentos cíclicos quando seu namorado se aproximou com a água pedida, levou a mão livre para segurar o copo, mas os movimentos erráticos das mãos machucadas o fizeram quase amassar o plástico. Precisou de ajuda para tomar dois goles de água, que desceram rasgando como se engolisse um punhado de agulhas.
Acenou negativamente para o copo gesticulando que não conseguia tomar mais que aquilo, e esperou que o namorado retornasse ao seu lado, fazendo contato tanto com Sasha quanto com Didier, pelos nós dos dedos, cada um com uma mão, sem poder entrelaçar ou apertar, restava encostar.
A culpa sobre si era tanta, que era como se o rasgasse por dentro, espremendo até que as palavras desembocassem em murmúrios melancólicos: -- Ela sabia… das brigas… eu… decepcionei, deixei ela triste… doente…! -- a respiração pesou, e precisou puxar o ar com força em um suspiro sôfrego: -- Naquele dia… eu a fiz ficar mal… e dessa vez… eu… eu a …. -- não conseguia terminar a frase sem os olhos se umedecerem novamente, porque ficava claro no discurso do Blanco que ele estava carregando o peso de toda a trajetória descompassada que tivera com sua progenitora, até a culpa por seu fim trágico.
