01-21-2023, 11:08 PM
Acompanhou o término da tarefa de casa da pequena e do preparo dela para ir dormir, assegurando-se de que a menininha não ficaria sozinha enquanto a irmã dela estava sendo "contida". Enquanto ela estava se preparando para escovar os dentes, foi pega de surpresa pela pergunta sobre dinheiro e trabalho vinda da menor. Baixou o olhar para observar melhor a pequena, imaginando se de fato havia escutado ela perguntar aquilo ou se havia sido apenas um delírio da sua cabeça cansada.
Quando estava de boca aberta, prestes a comentar algo para descontrair a criança, ouviu o ruído da porta sendo aberta e de passos pela casa. Poderia ser alguém familiar para Clementine, ou não. Portanto, achou melhor verificar no corredor de quem se tratava. E qual não foi sua surpresa ao se dar conta de que Carbella havia enfim retornado para casa, sozinha. Observou a postura da enfermeira que carregava um semblante já inconfundível para sua própria percepção: o de irritação e cansaço. Fechou a boca, erguendo a mão para acenar e cumprimentar a dona da casa quando a enfermeira a cortou antes mesmo que começasse a falar.
Ouviu ela dizer "termine de dar boa noite, pegue suas coisas e feche a porta quando sair." ou algo parecido antes da ruiva cereja se dirigir diretamente ao que imaginava ser o quarto dela na casa. Assim que ela sumiu no corredor, observou a reação de Clementine, imaginando que a menina ficaria ansiosa em ir falar com a irmã, mas parecia que, assim como ela, a menininha também havia percebido que o humor da irmã dela ainda não estava dos melhores.
- Não se preocupe agora, gatinha. Já está na hora de ir para cama e amanhã eu converso com a sua mana. - explicou para a pequena, tentando acalmar os ânimos antes de precisar de fato ir embora. A verdade era que não queria deixar aquela menininha sozinha, mas bem sabia que mais cedo ou mais tarde, precisaria deixar aquela casa para que Clementine pudesse dormir ou quem sabe ter um momento a sós com a irmã mais velha. - Gostei muito do seu bolo, Clem. Obrigada por me convidar. - sorriu amigável para a criança, despedindo-se. - Durma bem. E se você ou sua irmã precisarem de mim, é só me ligar que eu venho correndo, tá bom? - estendeu a mão para a criança, cumprimentando-a como se estivesse fechando um contrato de negócios.
Era no mínimo estranho se sentir tão confortável com uma criança como Clementine, justamente porque não costumava se dar tão bem com os pequenos. Porém, não precisava ser nenhuma psicóloga para entender que Clementine não era qualquer criança e que a infância dela estava longe de ser comum. Partiu daquela casa após se certificar de que a menininha havia de fato trancado a porta. Estava ainda incomodada com a incerteza do real motivo para Carbella estar tão irritada. Imaginava que depois da conversa que havia tido com a enfermeira da pediatria, estariam em bons termos, mas talvez não e a ruivinha cereja estivesse apenas sendo diplomática em lhe afastar do seu caminho. Aquela noite seria uma das difíceis, pois dormir não era um plano fácil com a cabeça cheia de paranóias e pensamentos sobre o que poderia ter feito diferente em relação a questão do convívio com a jovem enfermeira. Além disso, também não se fazia ideia de como descobrir o quê quer que fosse que poderia ter deixado a mulher naquele estado, independente do relacionamento profissional entre ambas. Por fim, dirigiu de volta para o hospital, pois sem sombra alguma de dúvida, conseguiria dormir com facilidade naquela noite.
[Thread encerrada?]
Quando estava de boca aberta, prestes a comentar algo para descontrair a criança, ouviu o ruído da porta sendo aberta e de passos pela casa. Poderia ser alguém familiar para Clementine, ou não. Portanto, achou melhor verificar no corredor de quem se tratava. E qual não foi sua surpresa ao se dar conta de que Carbella havia enfim retornado para casa, sozinha. Observou a postura da enfermeira que carregava um semblante já inconfundível para sua própria percepção: o de irritação e cansaço. Fechou a boca, erguendo a mão para acenar e cumprimentar a dona da casa quando a enfermeira a cortou antes mesmo que começasse a falar.
Ouviu ela dizer "termine de dar boa noite, pegue suas coisas e feche a porta quando sair." ou algo parecido antes da ruiva cereja se dirigir diretamente ao que imaginava ser o quarto dela na casa. Assim que ela sumiu no corredor, observou a reação de Clementine, imaginando que a menina ficaria ansiosa em ir falar com a irmã, mas parecia que, assim como ela, a menininha também havia percebido que o humor da irmã dela ainda não estava dos melhores.
- Não se preocupe agora, gatinha. Já está na hora de ir para cama e amanhã eu converso com a sua mana. - explicou para a pequena, tentando acalmar os ânimos antes de precisar de fato ir embora. A verdade era que não queria deixar aquela menininha sozinha, mas bem sabia que mais cedo ou mais tarde, precisaria deixar aquela casa para que Clementine pudesse dormir ou quem sabe ter um momento a sós com a irmã mais velha. - Gostei muito do seu bolo, Clem. Obrigada por me convidar. - sorriu amigável para a criança, despedindo-se. - Durma bem. E se você ou sua irmã precisarem de mim, é só me ligar que eu venho correndo, tá bom? - estendeu a mão para a criança, cumprimentando-a como se estivesse fechando um contrato de negócios.
Era no mínimo estranho se sentir tão confortável com uma criança como Clementine, justamente porque não costumava se dar tão bem com os pequenos. Porém, não precisava ser nenhuma psicóloga para entender que Clementine não era qualquer criança e que a infância dela estava longe de ser comum. Partiu daquela casa após se certificar de que a menininha havia de fato trancado a porta. Estava ainda incomodada com a incerteza do real motivo para Carbella estar tão irritada. Imaginava que depois da conversa que havia tido com a enfermeira da pediatria, estariam em bons termos, mas talvez não e a ruivinha cereja estivesse apenas sendo diplomática em lhe afastar do seu caminho. Aquela noite seria uma das difíceis, pois dormir não era um plano fácil com a cabeça cheia de paranóias e pensamentos sobre o que poderia ter feito diferente em relação a questão do convívio com a jovem enfermeira. Além disso, também não se fazia ideia de como descobrir o quê quer que fosse que poderia ter deixado a mulher naquele estado, independente do relacionamento profissional entre ambas. Por fim, dirigiu de volta para o hospital, pois sem sombra alguma de dúvida, conseguiria dormir com facilidade naquela noite.
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