01-22-2023, 09:08 PM
Pensou em responder a ela e explicar que na verdade havia sugerido isso para a supervisora dela de madrugada após um café, mas achou melhor poupar a enfermeira dos detalhes, visto a situação atual do humor azedo da mulher. Encarou com descrença a outra após ela falar sobre as perguntas que deveriam ser feitas após o plantão e acabou por soltar as pastas, deixando que ela lesse os prontuários com mais calma, já havia lido todos de qualquer forma. Pegou seu estestocópio que estava sobre a mesa e seguiu para sair da sala, passando pela enfermeira ruiva cereja.
- Nós vamos passar na enfermaria e UTI agora para verificar pessoalmente o estado dos pacientes. Fiz uma visita mais cedo na madrugada, alguns podem ser liberados e outros precisam ser removidos para a enfermaria. Estava esperando para ver se viria hoje, então poderia ter uma segunda opinião, considerando que este não é meu setor de costume. - fez uma breve pausa antes de dar as costas para a enfermeira e seguir para as respectivas alas que havia indicado anteriormente. - Além disso, eu não sei exatamente como lidar com crianças, então... no que puder me auxiliar, será ótimo.
Explicou ao se dirigir primeiramente para a UTI, verificando a situação e os sinais vitais de paciente por paciente, indicando aqueles que seriam possíveis de serem movidos para a enfermaria. Além disso, como estavam no setor da pediatria, precisavam passar pela UTI da obstetrícia, então também precisou verificar a situação dos bebês prematuros que haviam sido concebidos na cidade. Pelo menos aqueles não davam tanto trabalho, considerando que estavam todos sendo monotirados 24 horas pela equipe intensiva do hospital.
A enfermaria que era o problema, pois precisava lidar não só com a situação das crianças, mas com os pais que estavam acompanhando os pequenos também. Esperou que a enfermeira fizesse o trabalho mais social, considerando que ela deveria saber melhor como lidar com os pais e os pequenos.
- Doutora, meu filho vai ser liberado logo? Ele está perdendo muitas aulas aqui, eu não quero que ele seja reprovado. - ouviu um dos pais falando ao atender uma das crianças na enfermaria que estava se recuperando de um quadro de infecção estomacal e havia passado por um processo delicado e invasivo de lavagem. Notou como os pais pareciam mais inclinados em falar consigo por ser a médica responsável pela supervisão que diretamente com a enfermeira que estava ali há mais tempo que ela.
- Ah. Um ano a mais, um ano a menos, se ele for inteligente, ele vai conseguir recuperar o ano, mesmo que perca o semestre por causa desse semestre, não é? - deu de ombros, imaginando que os pais não deveriam se preocupar com aquele tipo de coisa quando a criança havia passado por um processo tão delicado como era o de uma lavagem. Pela reação surpresa e indignada da mulher, concluiu que havia feito a escolha errada das palavras, então apenas riu sem graça antes de assinar o prontuário, indicando que o paciente ainda precisaria ficar mais um dia ali para observação. - Ele vai ficar bem, ele vai ficar bem. - acenou com amão segurando a caneta, partindo para os próximos pacientes, tentando ignorar o possível olhar de julgamento que poderia receber depois da própria enfermeira que lhe acompanhava.
- Nós vamos passar na enfermaria e UTI agora para verificar pessoalmente o estado dos pacientes. Fiz uma visita mais cedo na madrugada, alguns podem ser liberados e outros precisam ser removidos para a enfermaria. Estava esperando para ver se viria hoje, então poderia ter uma segunda opinião, considerando que este não é meu setor de costume. - fez uma breve pausa antes de dar as costas para a enfermeira e seguir para as respectivas alas que havia indicado anteriormente. - Além disso, eu não sei exatamente como lidar com crianças, então... no que puder me auxiliar, será ótimo.
Explicou ao se dirigir primeiramente para a UTI, verificando a situação e os sinais vitais de paciente por paciente, indicando aqueles que seriam possíveis de serem movidos para a enfermaria. Além disso, como estavam no setor da pediatria, precisavam passar pela UTI da obstetrícia, então também precisou verificar a situação dos bebês prematuros que haviam sido concebidos na cidade. Pelo menos aqueles não davam tanto trabalho, considerando que estavam todos sendo monotirados 24 horas pela equipe intensiva do hospital.
A enfermaria que era o problema, pois precisava lidar não só com a situação das crianças, mas com os pais que estavam acompanhando os pequenos também. Esperou que a enfermeira fizesse o trabalho mais social, considerando que ela deveria saber melhor como lidar com os pais e os pequenos.
- Doutora, meu filho vai ser liberado logo? Ele está perdendo muitas aulas aqui, eu não quero que ele seja reprovado. - ouviu um dos pais falando ao atender uma das crianças na enfermaria que estava se recuperando de um quadro de infecção estomacal e havia passado por um processo delicado e invasivo de lavagem. Notou como os pais pareciam mais inclinados em falar consigo por ser a médica responsável pela supervisão que diretamente com a enfermeira que estava ali há mais tempo que ela.
- Ah. Um ano a mais, um ano a menos, se ele for inteligente, ele vai conseguir recuperar o ano, mesmo que perca o semestre por causa desse semestre, não é? - deu de ombros, imaginando que os pais não deveriam se preocupar com aquele tipo de coisa quando a criança havia passado por um processo tão delicado como era o de uma lavagem. Pela reação surpresa e indignada da mulher, concluiu que havia feito a escolha errada das palavras, então apenas riu sem graça antes de assinar o prontuário, indicando que o paciente ainda precisaria ficar mais um dia ali para observação. - Ele vai ficar bem, ele vai ficar bem. - acenou com amão segurando a caneta, partindo para os próximos pacientes, tentando ignorar o possível olhar de julgamento que poderia receber depois da própria enfermeira que lhe acompanhava.
