09-24-2023, 10:02 PM
Carbella queria dizer que estava atenta a situação, e no seu tipo de trabalho, atenção era algo que não podia lhe faltar, sua cabeça doía imensamente, e seus olhos ardiam e piscava longamente, o gesto de levar os dedos em pinça ao encontro dos olhos era recorrente, e parou de prestar atenção na conversa entre pais e a doutora por apenas um estante. Apenas quando a criança lhe lançou um olhar desapontado com o seu prognóstico apenas se ajoelhou sobre uma das pernas e comentou baixinho:
– Vai ficar tudo bem, logo logo você está em casa – Não foi dito com tanta firmeza, e talvez por isso a criança tenha apenas suspirou em resposta.
– se eu repetir o ano, não vou ter mais meus coleguinhas de classe, vou ter de conhecer todo mundo de novo. – Carbella sequer tinha percebido que a conversa tinha seguido ao ponto dele seguir internado a ponto de repetir de ano. Respirou fundo e tentou focar um pouco da atenção para o mais novo:
– Eu vou trazer alguns livros pra você ler, ao menos você se distrai e quando voltar pra escola vai ter assunto pra conversa.
Novamente a fala foi dita sem muita certeza, mas a criança apenas acenou positivamente meio conformada, era melhor que nada.
A doutora guiou os pais e as crianças até uma das salas onde terminaria de fazer os exames necessários e conversa, mas a enfermeira não conseguiu acompanhar, parou na central de enfermeiros e sentou junto a um dos computadores de checagem de prontuário, sentia a cabeça girar e pesar e um enjoo fortíssimo, os ouvidos zunindo, ignorou a fala dos outros enfermeiros, até um deles a sacudir pelo ombro:
– Eu preciso usar o computador Benedict.
Carbella bateu com a mão contra a do outro enfermeiro para que não encostasse em si, e encarou com um olhar fuzilante, se levantou e caminhou até a copa, sentiu o peito pesar, e por mais que puxasse o ar, ele não entrava adequadamente, sentia queimação e tontura. Parecia que tudo estava dando errado, apenas entrou na primeira sala com a porta aberta, e sentou no chão tentando compensar a respiração.
– Vai ficar tudo bem, logo logo você está em casa – Não foi dito com tanta firmeza, e talvez por isso a criança tenha apenas suspirou em resposta.
– se eu repetir o ano, não vou ter mais meus coleguinhas de classe, vou ter de conhecer todo mundo de novo. – Carbella sequer tinha percebido que a conversa tinha seguido ao ponto dele seguir internado a ponto de repetir de ano. Respirou fundo e tentou focar um pouco da atenção para o mais novo:
– Eu vou trazer alguns livros pra você ler, ao menos você se distrai e quando voltar pra escola vai ter assunto pra conversa.
Novamente a fala foi dita sem muita certeza, mas a criança apenas acenou positivamente meio conformada, era melhor que nada.
A doutora guiou os pais e as crianças até uma das salas onde terminaria de fazer os exames necessários e conversa, mas a enfermeira não conseguiu acompanhar, parou na central de enfermeiros e sentou junto a um dos computadores de checagem de prontuário, sentia a cabeça girar e pesar e um enjoo fortíssimo, os ouvidos zunindo, ignorou a fala dos outros enfermeiros, até um deles a sacudir pelo ombro:
– Eu preciso usar o computador Benedict.
Carbella bateu com a mão contra a do outro enfermeiro para que não encostasse em si, e encarou com um olhar fuzilante, se levantou e caminhou até a copa, sentiu o peito pesar, e por mais que puxasse o ar, ele não entrava adequadamente, sentia queimação e tontura. Parecia que tudo estava dando errado, apenas entrou na primeira sala com a porta aberta, e sentou no chão tentando compensar a respiração.
